A Revista Médica de Minas Gerais é um periódico de publicação contínua, avaliação por pares, primariamente duplo-cega (mais detalhes na Política Editorial), e em consonância com os princípios da ciência aberta. Antes de prosseguir com a submissão do manuscrito os autores devem estar cientes da Política Editorial do periódico, é lá onde os autores encontrarão informações sobre: Critérios de Autoria; Taxa de Processamento de Artigos; Ética e Boas Práticas na publicação; Política de Uso de IA; Preprints; entre outras informações importantes. O escopo do periódico está exposto na aba Apresentação.
Por estar em concordância com as recomendações do ICMJE, a Revista Médica de Minas Gerais sugere aos autores a leitura das recomendações presentes em "Preparing a Manuscript for Submission to a Medical Journal" de forma a complementar as orientações aqui apresentadas. Caso ainda haja dúvidas entre em contato através do Fale Conosco.
Taxas e custos:
A Revista Médica de Minas Gerais não cobra taxas de submissão, nem de publicação (APC). Entretanto, há um custo pago a terceiros.
Em caso de aprovação do manuscrito, os custos da revisão ortográfica e gramatical da versão em inglês serão de responsabilidade dos autores. Essa revisão é obrigatória apenas para artigos aprovados. Veja mais em “Após o aceite”.
Todas as outras despesas são custeadas pela Revista Médica de Minas Gerais.
PREPARANDO O SEU MANUSCRITO
DIRETRIZES
A RMMG recomenda que os autores consultem as diretrizes de relato apropriadas para o tipo de estudo antes da preparação e submissão do manuscrito. Exemplos incluem: CONSORT para ensaios clínicos randomizados; PRISMA para revisões sistemáticas e meta-análises; STROBE para estudos observacionais; CARE para relatos de caso; STARD para estudos de acurácia diagnóstica; e CHEERS para análises de custo-efetividade. Outras diretrizes podem ser encontradas na EQUATOR Network (www.equator-network.org) ou no NLM's Research Reporting Guidelines and Initiatives.
TIPOS DE TRABALHO
A Revista Médica de Minas Gerais recebe manuscritos categorizados em: Artigo Original, Artigo de Revisão, Relato de Caso, Educação Médica, Carta ao Editor, Errata e Retratação. Cada uma dessas categorias inclui tipologias de estudos conforme listado abaixo.
a) Artigo Original: pesquisas primárias e inéditas que contribuam para o avanço e desenvolvam de forma crítica o conhecimento na área médica e correlatas. Esta categoria inclui estudos básicos (teóricos e aplicados), de natureza clínica e epidemiológica, podendo ser de desenho experimental ou observacional. Os autores devem enquadrar seu trabalho nas diretrizes de pesquisa reconhecidas para o tipo específico de seu estudo, disponíveis na EQUATOR Network ou no NLM's Research Reporting Guidelines and Initiatives.
Tipos de estudo aceitos:
- Ensaio clínico (randomizado ou não randomizado)
- Estudo de intervenção
- Estudo de coorte
- Estudo de caso-controle
- Avaliação epidemiológica
- Survey (taxas de resposta baixas devem ser justificadas e discutidas como limitação)
- Análise de custo-efetividade
- Análise de decisão
- Estudo de acurácia diagnóstica (testes de rastreamento e diagnóstico)
- Outro estudo observacional
b) Artigo de Revisão: trabalhos que apresentam síntese crítica e atualizada do conhecimento disponível sobre um tema específico contribuindo para a organização e simplificação da abordagem de problemas relevantes na área da saúde.
Tipos de estudo aceitos:
- Revisão Narrativa
- Revisão Integrativa
- Revisão Sistemática
- Meta-análise
- Revisão de Escopo (Scoping Review)
- Revisão Guarda-Chuva (Umbrella Review)
- Diretriz Clínica
c) Relato de Caso: descrevem experiências médicas que, pela especificidade, raridade ou abordagem inovadora, contribuam para o raciocínio clínico, a ética ou a prática médica. A RMMG recomenda o uso das diretrizes CARE (CAse REport) para a elaboração do manuscrito, cujo checklist está disponível no link em “Modelos” ao final destas orientações.
Nota: A RMMG avalia relatos de caso com elevado potencial educacional. Submissões de casos rotineiros ou sem contribuição significativa para a compreensão da etiologia, patogênese ou tratamento de uma condição não serão aceitas.
Tipos aceitos:
- Relato de Caso Clássico (um caso)
- Série de Casos (três ou mais casos)
- Relato de Caso com Perspectiva do Paciente
- Relato de Caso com Revisão da Literatura
d) Educação Médica: trabalhos que investigam, descrevem e/ou avaliam processos de ensino, aprendizagem, avaliação e desenvolvimento profissional na área da saúde, contribuindo para o avanço da formação médica e das profissões da saúde. Esta categoria inclui pesquisas empíricas em educação médica (quantitativa, qualitativa ou métodos mistos), relatos de inovação educacional e ensaios teóricos e críticos.
Tipos aceitos:
- Pesquisa empírica em Educação Médica - Estrutura: IMRaD.
- Relato de Inovação Educacional: seguir DoCTRINE. Estrutura: Introdução (contexto e referencial teórico), Relato de Experiência, Discussão, Conclusão.
- Relato de Caso Educacional: seguir CARE (adaptado). Estrutura: Introdução, Descrição do Caso, Discussão, Conclusão.
- Melhoria Educacional: seguir SQUIRE-EDU. Estrutura: Introdução, Métodos, Resultados, Discussão.
- Revisão de Literatura em Educação Médica: seguir PRISMA (sistemática). Estrutura: IMRaD.
e) Carta ao Editor: A seção Cartas ao Editor destina-se a fomentar o debate científico pós-publicação e a discussão de temas relevantes. Mais detalhes sobre as diretrizes para submissão de Carta ao Editor podem ser acessadas na página da Política Editorial. Aceitamos os seguintes tipos de contribuição:
- Correspondência (Correspondence)
- Carta de Pesquisa (Research Letter)
- Comentário (Commentary)
f) Errata: Erratas surgem na necessidade de exclusões, acréscimos ou correções relevantes em trabalhos previamente publicados e indexados. Justifica-se a publicação de uma errata quando os autores, editor ou comunidade identificam um erro no artigo publicado. Para garantir a transparência e a rastreabilidade da correção, a RMMG adota o "Guia para Publicação de Errata" da SciELO como seu modelo oficial. Autores que necessitem publicar uma errata devem consultar o guia e, para orientações adicionais, podem contar com o suporte da Secretaria da revista.
g) Retratação: A retratação é a retirada formal de um artigo já publicado do registro científico, aplicada quando seus resultados ou conclusões se mostram gravemente comprometidos.
A RMMG adota as diretrizes do COPE e o "Guia para Publicação de Retratação" da SciELO como referências oficiais, tendo as diretrizes do COPE como base decisória e seguindo o Guia da SciELO. Autores que necessitem de uma retratação devem consultar o "Guia para Publicação de Retratação" e, para orientações adicionais, podem contar com o suporte da Secretaria da revista. A RMMG faz a publicação de dois tipos de Retratação:
- Retratação Parcial
Retratação Total
ESTRUTURA DO MANUSCRITO
Artigos Originais devem seguir o formato IMRaD (Introdução, Métodos, Resultados e Discussão), conforme recomendado pelo ICMJE. Outros tipos de artigo (revisões, relatos de caso, cartas) devem seguir as estruturas indicadas nas diretrizes específicas (PRISMA, CARE, etc.) ou descritas nas seções correspondentes.
Formatação geral:
- Fonte: Arial ou Times New Roman, tamanho 12 (corpo do texto)
- Espaçamento: 1,5
- Alinhamento: justificado
Os autores devem identificar o tipo de estudo no manuscrito e na página de título. Indicamos que o título do trabalho já indique o tipo de estudo: relato de caso, revisão sistemática, caso-controle, ensaio clínico, etc.
Resumo Estruturado
O resumo é o ponto introdutório do artigo. É frequentemente a primeira seção — e, às vezes, a única — à qual editores, revisores e leitores terão acesso. Por isso, ele deve funcionar como uma síntese autossuficiente do trabalho, apresentando de forma concisa a estrutura metodológica e os resultados principais da pesquisa. É importante que o resumo provoque o interesse na leitura do artigo completo. Toda informação exposta no resumo deve ser consistente com aquela presente no corpo do artigo. Para ensaios clínicos, informe ao final do resumo o nome do registro e o número de identificação do ensaio (ex.: ReBEC: RBR-xxxxxx; ClinicalTrials.gov: NCTxxxxxxxx). O registro deve ter sido feito antes da inclusão do primeiro participante.
É obrigatório o resumo estruturado para Artigos Originais e Artigos de Revisão. Os resumos devem ser redigidos em português e em inglês, observando os seguintes tópicos:
Introdução:
Contextualiza o problema e sua relevância. Em seguida, declara o objetivo principal ou a hipótese testada.
Métodos:
Descreve o desenho do estudo (tipo, anos, duração do seguimento, mascaramento); o cenário (local de realização); os participantes (critérios de elegibilidade, características principais, número de participantes); as intervenções/exposições (características essenciais); e os desfechos principais e secundários (variáveis, instrumentos de medida, momento da avaliação).
Resultados:
Apresenta os achados mais relevantes com dados quantitativos (números absolutos, taxas, tamanhos de efeito) e medidas de precisão (ex.: IC 95%). Evite apenas valores de *p* ou descrições qualitativas.
Conclusão:
Responde diretamente ao objetivo com base nos resultados. A conclusão (incluída nesta seção) deve ser objetiva, sem especulações. Quando pertinente, indique brevemente a implicação clínica ou para futuras pesquisas.
Revisões sistemáticas e meta-análises devem seguir o PRISMA para resumos.
Palavras-Chave
Ao final do resumo, os autores devem informar no mínimo três palavras-chave, preferencialmente extraídas dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) ou do Medical Subject Headings (MeSH). No entanto, a RMMG reconhece a importância da linguagem natural do autor e aceita seu uso mesmo quando há correspondência nos vocabulários controlados. As palavras-chave devem ser apresentadas em português e em inglês.
Métodos
A metodologia deve descrever, de forma clara e detalhada, como o estudo foi conduzido. A seção deve ser suficientemente rigorosa para permitir a avaliação da validade científica e a reprodutibilidade do trabalho por outros pesquisadores, conforme as recomendações do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE).
A estrutura da seção de Métodos deve seguir a ordem e os elementos listados abaixo. Encorajamos os autores de ensaios clínicos, revisões sistemáticas e outros desenhos específicos a consultar e seguir as diretrizes de relato da EQUATOR Network (CONSORT, STROBE, PRISMA, CARE, etc.), submetendo os checklists preenchidos como material suplementar em caso de uso.
A seção de Métodos deve conter:
- Desenho do estudo: Tipo de estudo, período e cenário do estudo.
- Participantes: Critérios de elegibilidade, fonte da população e número de participantes.
- Intervenções/Exposições: Descrição detalhada de cada intervenção ou exposição, incluindo o grupo de comparação.
- Desfechos: Definição dos desfechos primário e secundários, com as variáveis, instrumentos de medida e momento da avaliação.
- Tamanho da amostra: Justificativa do número de participantes. Para estudos com teste de hipótese, justificar o tamanho amostral (poder, nível de significância).
- Análise estatística: Métodos estatísticos detalhados, software e versão, tratamento de dados perdidos e nível de significância adotado.
- Aspectos éticos: Nome do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e número do parecer de aprovação ou explicação de por que não é necessária a aprovação, com a respectiva declaração de obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
- Registro de ensaio clínico: Para ensaios clínicos, o número de registro em base pública reconhecida (ex.: ReBEC, ClinicalTrials.gov).
Recomenda-se a escrita dos métodos no passado (ex.: “foi realizado”; “foram coletados”). De modo geral, todas as informações necessárias para garantir a reprodutibilidade do estudo devem estar detalhadas nos métodos.
Figuras
As figuras (gráficos, fluxogramas, fotografias, ilustrações e diagramas) complementam o texto, auxiliando na compreensão de relações, padrões ou processos. Devem ser claras, inseridas quando relevantes e atender à qualidade técnica exigida nestas orientações.
Princípios Gerais
- Relevância: Utilize figuras apenas quando essenciais. Não duplique informações já apresentadas em tabelas ou no próprio texto.
- Numeração: Numere as figuras sequencialmente com algarismos arábicos (ex.: Figura 1, Figura 2) conforme a ordem de primeira citação no texto.
- Legendas: Posicione as legendas abaixo da figura, iniciando com "Figura X" e seguidas por uma descrição concisa, mas suficientemente detalhada para que a figura seja compreensível isoladamente. Sugerimos explicar todos os símbolos, abreviações, setas e marcadores utilizados.
- Fonte: Indicar a origem da figura ao final da legenda. Para figuras próprias, utilize: “Fonte: elaborado pelos autores”. Caso a figura tenha sido retirada ou adaptada de outras fontes, incluir “Fonte: retirado de X”, “Fonte: adaptado de X” e incluí-la nas referências.
- Citação: Todas as figuras devem ser citadas no corpo do texto.
- Manipulação de imagens: Ajustes como brilho, contraste ou correção de cor apenas são permitidos se aplicados uniformemente a toda a imagem. Ajustes seletivos aplicados a elementos individuais não são permitidos. Não é permitido editar, deletar ou inserir elementos individuais na imagem.
- Consentimento: Figuras que possam identificar os pacientes, que contenham, por exemplo, nomes, números de prontuário ou fotografias do rosto, exigem consentimento informado por escrito do paciente (ou responsável). A exigência se aplica também a pacientes falecidos, caso em que o consentimento deve ser obtido do familiar mais próximo. O mascaramento da região dos olhos não é mais considerado proteção adequada de anonimato. Os autores também devem arquivar o documento de consentimento consigo para que possam tê-lo caso exigido.
Especificações Técnicas dos Tipos Específicos de Figuras:
- Tamanho e resolução: Para garantir a máxima qualidade visual na versão digital e a preservação adequada dos metadados, exigimos que os arquivos de imagem tenham, no mínimo, 2200 pixels na sua maior dimensão (largura ou altura). Imagens com resolução inferior poderão ser devolvidas.
- Formato e origem: Utilize preferencialmente os formatos TIFF ou PNG. Caso utilize JPEG, configure-o na qualidade máxima. Atenção: Não utilize capturas de tela e não envie imagens via aplicativos de mensagem (WhatsApp, Telegram, etc.). Sempre encaminhe o arquivo exportado diretamente da câmera, do aparelho de raios X ou do software de gráficos usado.
- Como enviar figuras compostas (Painéis A, B, C): Para garantir a padronização do layout, não monte uma única imagem com os painéis já colados. Envie-os como arquivos separados (ex.: "Figura_1-A.tiff" e "Figura_1-B.tiff"). A nossa equipe editorial fará a junção profissional dos painéis na pós-produção, posicionando as letras de forma padronizada. (A exceção é para fluxogramas e gráficos vetoriais, que podem ser enviados como um único arquivo PDF).
Nota: A RMMG reconhece que algumas figuras, por limitações técnicas, temporais ou inerentes ao material original, podem não atingir por completo os requisitos de qualidade especificados. Nesses casos a revista avaliará, no momento da submissão e mediante justificativa dos autores, se a figura poderá ser encaminhada para avaliação por pares ou se a qualidade inviabilizará sua consideração. Quando possível a RMMG orientará os autores sobre a melhor forma de obter uma versão em qualidade adequada.
Tabelas
As tabelas são elementos para a apresentação concisa e organizada de dados em uma estrutura de linhas e colunas, facilitando a compreensão e comparação. Uma tabela que fuja ao seu pressuposto de ser compreensível e concisa perde a sua razão de existência. Devem ser utilizadas para apresentar dados numéricos ou textuais detalhados, valores exatos e comparações precisas. Busque apresentar números absolutos e as principais medidas de efeito, como desvios padrão (DP) para a variabilidade dos dados ou intervalos de confiança (IC 95%) para a precisão da estimativa.
Princípios Gerais e Especificações Técnicas:
- Utilizar a função de inserção de tabela do editor de texto (ex.: Microsoft Word). Não crie tabelas como imagens ou use espaços para alinhamento.
- Inserir as tabelas o mais próximo possível da primeira menção no texto, e as tabelas devem estar mencionadas no texto.
- Numere as tabelas sequencialmente com algarismos arábicos (ex.: Tabela 1, Tabela 2) de acordo com a ordem de primeira citação no texto.
- Restrinja o número de tabelas e o seu tamanho ao mínimo necessário para explicar o argumento do artigo e dar suporte aos dados.
- Não repita no texto todos os dados já apresentados nas tabelas; enfatize ou resuma apenas as observações mais importantes.
- As tabelas devem ter um título breve e autoexplicativo acima da tabela, sendo uma expressão nominal descritiva do conteúdo (máximo 15 palavras). Notas de rodapé devem ser usadas para explicar abreviações e fornecer informações adicionais. Recomendamos o uso de símbolos sobrescritos (a, b, c) para essas notas, e seguir a ordem alfabética da esquerda para a direita e de cima para baixo na tabela.
- Fonte: Indicar a origem da tabela ao final das notas. Para tabelas próprias, utilize: “Fonte: elaborado pelos autores”. Caso os dados das tabelas tenham sido retirados ou adaptados de outras fontes, incluir “Fonte: retirado de X”, “Fonte: adaptado de X” e incluí-la nas referências.
- As tabelas devem ser construídas de modo que a comparação primária seja lida horizontalmente (nas linhas), e não verticalmente (pelas colunas). Essa orientação facilita muito a leitura e a compreensão dos dados.
- Evite tabelas excessivamente complexas com muitas variáveis ou muito grandes; dados muito extensos devem ser realocados como Anexo ou Material Suplementar.
O que são Anexos e Material Suplementar? São dados muito extensos ou tabelas complementares que não são essenciais para a compreensão do argumento principal do artigo. Eles devem ser alocados como Material Suplementar ou como Anexo. A RMMG adota a seguinte distinção:
- Anexo: Material que faz parte do manuscrito, é inserido ao final do documento, após as referências. É publicado no PDF do artigo.
- Material Suplementar: Arquivos separados, publicados online, que complementam o artigo mas não são essenciais para sua compreensão principal.
Unidades de Medida e Abreviações
Unidades de Medida:
A RMMG adota o Sistema Internacional de Unidades — Système International (SI) — como padrão para a apresentação de medidas. As medidas devem ser expressas preferencialmente em unidades SI. Entretanto, compreendemos a importância e aceitamos o uso de outras unidades consideradas convencionais. Ao se fazer o uso de unidades convencionais (ex.: mg/dL para glicose, mmHg para pressão arterial), o equivalente em SI deve ser fornecido entre parênteses imediatamente após o valor em sua primeira menção no texto, e sempre nas tabelas e figuras. Caso não seja possível fazer o acréscimo diretamente na figura, orientamos acrescentar valores convertidos na legenda da figura.
Exemplo: glicemia de 100 mg/dL (5,6 mmol/L)
Especificações adicionais:
- Medidas de comprimento, altura, peso e volume devem ser reportadas em unidades do sistema métrico (metro, quilograma ou litro) ou seus múltiplos decimais.
- Temperaturas devem ser expressas em graus Celsius (°C).
- Pressão arterial deve ser reportada em milímetros de mercúrio (mmHg) com kPa entre parênteses no primeiro uso.
A tabela 1 abaixo apresenta exemplos de conversão entre unidades convencionais e SI:
Tabela 1 - Fator de conversão de Unidade Convencional para Unidade SI
| GRANDEZA | UNIDADE CONVENCIONAL | UNIDADE SI | FATOR DE CONVERSÃO |
| Glicose | mg/dL | mmol/L | ÷ 18,0 |
| Colesterol total | mg/dL | mmol/L | ÷ 38,67 |
| Creatinina | mg/dL | µmol/L | × 88,4 |
| Hemoglobina | g/dL | g/L | × 10 |
| Pressão arterial | mmHg | kPa | × 0,133 |
Para auxílio na conversão de unidades convencionais para o Sistema Internacional, indicamos o uso da calculadora automática de conversão disponibilizada pela Oxford University Press (OUP), em parceria com a American Medical Association (AMA) e a JAMA Network, por meio do link: SI Conversion Calculator
Abreviações:
As abreviações não padronizadas devem ser evitadas. Utilizem apenas aquelas que são indispensáveis para a fluidez do texto. Caso necessário empregar uma abreviatura não padronizada, é necessário escrever termo completo na primeira menção, seguido da abreviatura entre parênteses (ex.: "doença renal crônica (DRC)"). Após isso, é possível utilizar a abreviatura de forma consistente.
Evite abreviações no título e no resumo. No texto principal, utilize abreviações apenas para termos que apareçam com frequência (com ao menos três casos).
Unidades de medida padrão (kg, mL, L, °C, mmHg, etc.) e termos universalmente reconhecidos (DNA, HIV, RNA, AIDS) não precisam ser definidos. (Símbolos de unidades de medida não são seguidos por ponto final.)
Referências
As referências bibliográficas são fundamentais para garantir a transparência, a rastreabilidade e a credibilidade do conhecimento científico, permitindo que os leitores localizem e verifiquem as fontes que embasaram o estudo.
A RMMG adota o estilo Vancouver, conforme preconizado pelo ICMJE nas suas “Recommendations for the Conduct, Reporting, Editing, and Publication of Scholarly Work in Medical Journals” e operacionalizado pelo guia da National Library of Medicine (NLM), “Citing Medicine: The NLM Style Guide for Authors, Editors, and Publishers. 2nd edition”. Recomendamos que os autores consultem os links oficiais dessas fontes para um aprofundamento completo. Os autores podem ainda checar a página “Samples of Formatted References for Authors of Journal Articles” disponibilizada pela NLM para auxiliá-los com as referências.
A seguir, apresentamos algumas orientações gerais sobre os tipos de referências mais comuns. Este guia servirá de apoio não apenas para os autores, mas também para revisores e para a equipe editorial no processo de padronização dos artigos.
Orientações Gerais:
- Numeração no texto: As referências devem ser numeradas em ordem de primeira citação e indicadas no texto por números arábicos sobrescritos, sem espaço, após ponto final e vírgula e antes de dois-pontos e ponto e vírgula.
- Lista de referências: Ao final do artigo, as referências devem ser listadas em ordem numérica (conforme aparecem no texto), e não em ordem alfabética.
- Autoria: Para referências com até 6 autores, listam-se todos. Para 7 ou mais autores, listam-se os 6 primeiros seguidos de "et al.".
- Títulos de periódicos: Devem ser abreviados conforme o padrão adotado pelo NLM (disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/nlmcatalog/journals/).
- Documentos online: Sempre que possível, incluir o DOI (Digital Object Identifier) ao final da referência.
Referências:
International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). Preparing a Manuscript for Submission to a Medical Journal. In: Recommendations for the Conduct, Reporting, Editing, and Publication of Scholarly Work in Medical Journals [Internet]. [place unknown]: ICMJE; 2026 [cited 2026 Jun 11]. Available from: https://www.icmje.org/recommendations/browse/manuscript-preparation/preparing-for-submission.html#g
Patrias K. Citing medicine: the NLM style guide for authors, editors, and publishers [Internet]. 2nd ed. Wendling DL, technical editor. Bethesda (MD): National Library of Medicine (US); 2007 [updated 2015 Oct 2; cited 2026 Jun 11]. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK7256
MATERIAL SUPLEMENTAR:
Considera-se Material Suplementar, todo conteúdo adicional secundário, que acompanha o artigo publicado e não é essencial para o entendimento e argumentação do mesmo, mas que o complementa. Difere-se do conteúdo integral que deve estar no artigo por ser necessário para sua compreensão. O material suplementar pode ser referente a dados complementares ao: conteúdo (dados suplementares, tabelas suplementares, figuras suplementares, descrição de métodos suplementares) que não é inserido no corpo principal do manuscrito por questões de espaço, formato e por relevância secundária; ou referente aos outros materiais suplementares publicáveis relacionado ao processamento (formulários, checklists). O material suplementar relacionado ao conteúdo tomaremos por Arquivo Suplementar. Os relacionados ao processamento carregarão seu próprio nome, mas como grupo os trataremos como Outros Materiais Suplementares Publicáveis.
Todo o material suplementar é publicado exclusivamente online, no site da RMMG, e os arquivos suplementares estão sujeitos às mesmas exigências éticas e de qualidade do artigo principal.
É extremamente encorajado aos autores que disponibilizem dados suplementares de suas pesquisas.
Arquivos Suplementares:
Os Arquivos Suplementares, também conhecidos como Online-Only Supplements, são o material suplementar científico que complementa o artigo, mas não é essencial para a sua compreensão. Os arquivos suplementares devem estar citados no texto (veja exemplos de citação abaixo) e, quando possível, receberão DOI próprio a ser vinculado no sistema Crossref. O DOI deverá ser informado na citação do material suplementar, quando aplicável (será acrescentado pela nossa equipe durante o processo de diagramação). Uma nota será acrescentada à seção Agradecimentos informando ao leitor que tanto os Arquivos Suplementares quanto os Materiais Suplementares como um todo estão disponíveis no site da RMMG.
Exemplos de citação:
"Conforme detalhado no sMétodos 1..."
"Os dados complementares estão disponíveis no sTabelas 2."
"A análise de subgrupos é apresentada no sFiguras 3."
"O questionário completo encontra‑se no sApêndices 1."
Veja na Tabela 2 abaixo exemplo dos tipos de arquivos suplementares:
Tabela 2 - Material Suplementar: os tipos de arquivos suplementares.
Tipo | Nomenclatura | Descrição |
| Métodos Suplementares | sMétodos (sMethods) | descrição detalhada de procedimentos, protocolos, algoritmos, análises estatísticas complementares. |
| Tabelas Suplementares | sTabelas (sTables) | tabelas com dados adicionais que não cabem no corpo do artigo. |
| Figuras Suplementares | sFiguras (sFigures) | figuras, gráficos, imagens, fluxogramas ou ilustrações complementares. |
| Apêndices Suplementares | sApêndices (sAppendices) | apêndices com conteúdo textual extenso (ex.: questionários, roteiros de entrevistas, listas de investigadores, citações de materiais). |
| Protocolos | Protocolos (Protocols) | protocolos de ensaios clínicos e planos de análise estatística. |
| Dados Suplementares | sDados (sData) | conjuntos de dados brutos, planilhas com valores numéricos, respostas de questionários, bases de dados, ou outros dados que suportam os achados do artigo.a |
Legenda: a. Para dados muito extensos, recomenda‑se o depósito em repositório público, com o link informado no artigo. O prefixo “s” é referente a “suplementar” e deve ser usado apenas para os arquivos suplementares.
Quanto aos formatos:
O material suplementar científico deve ser submetido preferencialmente como um único arquivo PDF, contendo todos os itens, com a primeira página sendo um sumário listando o conteúdo e a numeração de cada item no PDF. O PDF receberá um DOI próprio a ser vinculado ao artigo.
Exceção: tabelas muito extensas podem ser submetidas em arquivo Excel separado (.xlsx), conforme detalhado abaixo.
Tabela 3 - Material Suplementar: quanto aos seus formatos
Formato | Quando usar | DOI |
| PDF (formato preferencial) | Para a maioria dos materiais: sMetodos, sAppendice, sFiguras, sTabelas & Protocolos | Sim |
| Excel (.xlsx) | Para tabelas extensas com muitos dados que ficariam desconfigurados ou ilegíveis em PDF. | Sim |
| Outros formatos (vídeo, áudio, ZIP, etc) | Para materiais multimídia ou conjuntos de dados complexos. | Sim, quando possível |
O pdf único dos arquivos suplementares, citado na tabela 3, deverá conter nessa exata ordem (Sumário, Protocolo completo, sMétodos, sTabelas, sFiguras, sApêndices). É importante se atentar às seguintes regras:
- O arquivo deve conter, na primeira página, um sumário numerado com todos os itens.
- Os itens devem ser numerados sequencialmente conforme a ordem de citação no texto.
- As páginas devem ser numeradas.
Já referente aos arquivos excel com múltiplas tabelas, seguem as regras:
- Se houver mais de uma tabela, devem ser consolidadas em um único arquivo Excel.
- Cada tabela deve ficar em uma aba (sheet) separada.
- A primeira aba deve conter um sumário com o número e título de cada tabela.
As abas subsequentes devem ser rotuladas como sTable 1, sTable 2, etc.
Quanto a revisão por pares e formatação:
Todo o material suplementar científico está sujeito à revisão por pares, juntamente com o artigo principal. Os revisores têm acesso ao material suplementar e podem solicitar alterações, exclusões.
Para garantir a legibilidade do material suplementar, recomenda‑se:
- Fonte: Arial, Times New Roman ou Calibri, tamanho 10pt para o corpo do texto.
- Títulos e subtítulos: negrito, tamanho 12pt.
- Tabelas e figuras: legendas em 8pt, com fonte legível.
- Espaçamento entre linhas: 1,5 ou duplo, para facilitar a leitura.
Essas recomendações não são obrigatórias, mas ajudam a padronizar o material e facilitam a avaliação pelos revisores. A RMMG reserva‑se o direito de recusar material suplementar que não atenda aos critérios de qualidade, relevância ou adequação técnica. Assim como o direito de solicitar ajustes de formatação quando o material apresentar problemas de legibilidade.
Quanto ao tamanho e limites
Arquivos PDF: até 10 MB (recomendado).
Arquivos Excel: até 5 MB (recomendado).
Arquivos de vídeo/áudio: até 50 MB (mediante justificativa, podem ser aceitos arquivos maiores, com hospedagem externa).
Para conjuntos de dados muito extensos (ex.: >10 MB), recomenda‑se o depósito em repositórios públicos de dados (ex.: Figshare, Zenodo, Dryad, Open Science Framework). O link para o repositório deve ser fornecido na seção Métodos ou Resultados e no Data Sharing Statement.
Quanto a submissão
O material suplementar deve ser submetido junto com o manuscrito, anonimizado e marcado como “Supplemental File for Review”. O arquivo deve estar bem organizado e estruturado, uma vez que os arquivos suplementares não serão normalizados ou diagramados. Serão publicados da forma como os autores os enviaram.
Quanto ao depósito em repositórios
Autores são incentivados a depositar os materiais suplementares (tabelas, figuras, dados brutos, questionários, etc.) em repositórios confiáveis como Mendeley Data, Zenodo ou Open Science Framework (OSF). O dataset deve receber um DOI, que será incluído no artigo publicado. A RMMG não realiza o depósito em nome dos autores, mas orienta e verifica o processo quando necessário.
OUTROS MATERIAIS SUPLEMENTARES PUBLICÁVEIS
Documentos de suporte à submissão que não são citados no texto e não recebem DOI. Esses documentos também não são revisados pelos pares, apenas verificados administrativamente pela equipe editorial. São arquivados alguns pelo periódico (Checklist, Termo de aprovação CEP/CONEP, Formulários) e, quando pertinente, disponibilizados nos Materiais Suplementares do artigo, como arquivos de suporte. Abaixo alguns exemplos:
- Checklist de diretrizes de relato (CONSORT, STROBE, PRISMA, SPIRIT, etc)
- Formulário de submissão e declaração de autoria (critérios ICMJE)
- Formulário de divulgação de conflitos de interesses (ICMJE)
- Termo assinado atestando que o autor obteve o termo de consentimento do paciente e o tem arquivado consigo.
Termo de aprovação por comitê de ética em pesquisa (CEP/CONEP)
DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DE DADOS - DATA SHARING STATEMENT
Com base nas informações preenchidas no Formulário de Conformidade com a Ciência Aberta disponibilizado, os autores devem incluir, no manuscrito principal, entre os Agradecimentos e as Referências, o texto ou modelo correspondente ao seu caso, dentre os apresentados abaixo:
A. Repositório.
"Os dados que sustentam os resultados deste estudo estão disponíveis em [repositório, ex.: SciELO Data, Zenodo, OSF, Harvard Dataverse], DOI/URL: [DOI/URL], sob licença [licença, ex.: CC BY 4.0]."
B. No artigo.
"Todos os dados gerados ou analisados neste estudo estão incluídos neste artigo [e em seus materiais suplementares]."
C. Sob solicitação.
"Os dados não estão publicamente disponíveis porque [justificativa]. Podem ser fornecidos pelo autor correspondente mediante solicitação razoável."
D. Não compartilháveis.
"Os dados não podem ser compartilhados porque [justificativa, ex.: o TCLE aprovado pelo CEP não prevê compartilhamento; risco de identificação]."
E. Dados públicos.
"Os dados analisados são públicos e estão disponíveis em [fonte, URL, data de acesso]."
F. Não se aplica.
"Este artigo não gerou nem analisou novos conjuntos de dados."
CHECKLIST DE SUBMISSÃO
Tendo conhecimento das Orientações aos Autores e Políticas Editoriais os autores devem submeter os seguintes documentos:
- Documento Principal 1 – Inglês, em arquivo .docx, fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, contendo: título, resumo, palavras-chave, texto completo, tabelas e referências.
- Documento Principal 2 – Português, em arquivo .docx, fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, contendo: título, resumo, palavras-chave, texto completo, tabelas e referências.
- Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) para estudos com seres humanos ou da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) para estudos com animais, com indicação do número do CAAE ou documento equivalente e envio da checklist das diretrizes ARRIVE também para os estudos com animais.
- Formulário ICMJE de Declaração de Conflitos de Interesse e modelo de carta de submissão.
- Modelo de Página de Título/Folha de Rosto (em português e inglês). O autor deve certificar-se de que compreendeu as condições relativas à revisão do inglês em caso de aceite para publicação (ver Política Editorial).
- Formulário de Conformidade com a Ciência Aberta.
- Checklists da EQUATOR Network: o checklist preenchido (CONSORT, STROBE, PRISMA, CARE, STARD, etc.) como arquivo suplementar para revisão por pares
- Tabelas em formato editável (texto) e figuras.
- Materiais suplementares.
SUBMETENDO
Submissão no ScholarOne
Após a adequação de todos os documentos e concordância com as políticas, o autor irá submeter o estudo no Sistema de Submissão ScholarOne. O autor irá criar uma conta e realizar o processo de submissão dividido em sete etapas. Abaixo segue uma breve descrição de cada uma.
Etapa 1 (Tipo, Título e Resumo): Todas as informações nesta etapa deverão ser preenchidas em inglês.
Etapa 2 (Carregamento de Arquivo): Os autores deverão carregar todos os documentos exigidos nesta etapa. O Documento Principal 1 Inglês deverá ser o primeiro, seguido de suas respectivas tabelas e imagens, o Documento Principal 2 Português deve vir em seguida junto a suas tabelas e imagens. Por fim, todos os arquivos suplementares exigidos. Quaisquer documentos com as informações dos autores, em primeiro momento, devem ser designados como “Arquivo complementar que não é para revisão”, "Página de Título” ou “Formulário de Contrato de Direitos Autorais”.
Etapa 3 (Atributos): Os atributos são as Palavras-Chave as quais se indica que sejam selecionadas entre as disponíveis no vocabulário controlado Descritores em Ciências da Saúde/Medical Subject Headings (DeCS/MeSH). No entanto, não é obrigatório o uso do DeCS.
Etapa 4 (Autores e Instituições): Todos os autores deverão ser adicionados com um e-mail válido, assim como suas instituições de vínculo atualizadas.
Etapa 5 (Revisores): Os autores poderão selecionar, sugerir revisores ou solicitar a exclusão de um revisor. No entanto, será o editor associado que decidirá acatar a sugestão.
Etapa 6 (Detalhes e Comentários): Nesta etapa, os autores poderão adicionar a Carta de Submissão e deverão responder a um breve questionário.
Etapa 7 (Revisar e Enviar): Nesta etapa os autores deverão revisar todas as informações fornecidas e garantir que estas estão corretas. O sistema marcará em verde as etapas concluídas e em vermelho as que necessitam de mais informações ou que há informações incorretas.
Modelos
Segue link para modelos de auxílio à submissão: Clique aqui.
EM AVALIAÇÃO
Durante o processo de avaliação é possível acompanhar pela própria plataforma do ScholarOne as etapas em que o manuscrito se encontra. Entretanto, em caso de dúvidas, os autores podem entrar em contato tanto pelo sistema, que oferece essa opção, como diretamente com a secretaria da RMMG através dos e-mails (revistamedica@ammg.org.br) & (secretaria.rmmg@ammg.org.br).
Atualmente o tempo médio para a avaliação dos manuscritos desde o momento da submissão até o momento de uma aprovação final está em 95 dias.
Em caso de protesto relacionado à avaliação ou parecer de um manuscrito orientamos os autores a contatarem o e-mail (revistamedica@ammg.org.br) com sua solicitação ou queixa, a secretaria irá fazer uma triagem e então colocar o autor em contato com o editor-chefe para que se possa compreender e resolver a situação.
APÓS O ACEITE
Fluxo da Produção
Após a aprovação do seu manuscrito, o artigo passará para a fase de produção e editoração. O fluxo até a publicação final é:
A secretaria entrará em contato via e-mail com os autores, e o autor correspondente será o responsável por responder nossos contatos. Pedimos que neste momento o autor nos confirme o recebimento do e-mail, para que o fluxo editorial possa prosseguir da melhor forma possível.
Este e-mail servirá para avisarmos sobre a necessidade de pequenos ajustes e identificação de quaisquer pendências. Essa etapa é crucial para que o manuscrito possa passar para outras fases, é neste momento em que solicitaremos algumas informações e, indicaremos os próximos passos;
Revisão do inglês: Desde o ano de 2022, a Revista Médica de Minas Gerais exige que os manuscritos sejam submetidos em português e inglês. A revisão ortográfica e gramatical da versão inglês estará a cargo dos responsáveis pela submissão do manuscrito. A RMMG indicará três empresas, mas, os autores podem realizar a revisão com qualquer empresa e/ou profissional de sua escolha contanto que enviem os respectivos currículos para a pré-avaliação de nossa equipe.
São aceitas revisões feitas por instituições de ensino e pesquisa como universidades federais e estaduais que ofereçam serviços de revisão e tradução para seus alunos através de editais ou outras formas.
Revisão do Português, Normalização e Padronização: esse processo dura em torno de 2 a 3 semanas, é realizado por uma empresa especializada e, após a finalização, os autores farão a revisão das provas para checagem se está tudo correto com os arquivos;
Diagramação e Prova Final: durante esse processo, o artigo volta para a empresa especializada para chegar a sua versão final de PDF com a prova final do manuscrito pelos autores;
Publicação: o artigo será formalmente publicado, com suas versões do PDF em inglês e português; a atualização do HTML é feita após 10 dias úteis da aprovação final dos artigos, o XML após 11 dias úteis da aprovação final dos artigos, e, a atribuição do DOI será feita após 2 dias úteis da publicação do manuscrito no site.
Denúncia de má conduta, apelação e correção/retratação
A RMMG acolhe denúncias tanto identificadas (com garantia de confidencialidade pela equipe editorial) quanto anônimas, desde que venham acompanhadas de documentação e evidências suficientes que permitam a apuração dos fatos. O contato pode ser feito tanto através do Fale Conosco como através do e-mail (revistamedica@ammg.org.br)
A avaliação das denúncias de má conduta, julgamento de apelações e pedidos de retratação segue rigorosamente as diretrizes do COPE, garantindo o direito ao contraditório, a confidencialidade do processo e a aplicação transparente de erratas ou retratações quando necessário. O processo é dividido em etapas: (1) triagem inicial pela secretaria, para verificar se a denúncia tem fundamento e está apoiada em evidências; (2) direito de resposta, em que o editor-chefe ou o editor administrativo entra em contato com os autores e apresenta a denúncia sem revelar a identidade de quem a fez; e (3) avaliação da explicação apresentada. Nos casos que se agravarem por falta de resposta, ou em caso de fraude ou má conduta grave, poderá ser feito contato com a instituição de origem dos autores (universidade, hospital ou centro de pesquisa) e/ou com o comitê de ética pertinente, para que conduzam uma investigação interna.
Entre as possíveis medidas a serem tomadas estão: Arquivamento em caso de não comprovação; Errata/Correção para quando ocorrem erros não intencionais; Retratação/Retratação Parcial que é aplicada quando as conclusões do artigo são comprovadamente não confiáveis devido a má conduta grave (ex.: fabricação ou falsificação de dados, plágio substancial, autoria fantasma grave) ou erros não intencionais massivos; Aviso às Entidades/Proibição de Submissão (Blacklist temporária) nos casos de má conduta comprovada, onde o periódico poderá suspender os autores de submeterem novos trabalhos por um período de dois a cinco anos e notificar a chefia da sua instituição.
Apelação. Autores que discordem de uma decisão editorial devem enviar justificativa ao e-mail da secretaria (revistamedica@ammg.org.br). O pedido é analisado pelo editor-chefe com apoio de um editor associado que não participou da avaliação, e a resposta é enviada em até 30 dias úteis. A decisão sobre o recurso é final.
Certificado de Publicação
Para solicitar Certificados de Publicação os autores devem preencher o formulário a seguir: Clique Aqui.