RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 35 DOI: https://dx.doi.org/ 10.5935/2238-3182.2025v35s4

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Carta ao Editor

1 - Carta ao editor

Layla Dutra Marinho Cabral

Rev Med Minas Gerais 2025; 35(Suppl.4):S1-S1

Resumos do Suplemento do 1º Congresso de Saúde da Mulher do Leste Mineiro

Errata

3 - Errata

Errata

Rev Med Minas Gerais 2025; 35(Suppl.4):S3-S1

INTRODUÇÃO: A cafeína é um dos psicoestimulantes mais consumidos globalmente, sendo amplamente utilizada entre mulheres grávidas. Ela é encontrada em diversas bebidas e alimentos, como café, chá, refrigerantes e chocolates, além de alguns medicamentos. Durante a gestação, a cafeína atravessa a placenta, e o feto, incapaz de metabolizá-la eficientemente, é exposto a níveis semelhantes aos da mãe, podendo causar repercussões intrauterinas e após o nascimento. OBJETIVO: Discutir sobre os efeitos do consumo de cafeína durante a gestação e a correlação com o desenvolvimento pré-natal e pós-natal. METODOLOGIA: Revisão integrativa de literatura baseada em artigos científicos da plataforma BVS, utilizando-se os descritores: estimulantes do sistema nervoso central, cafeína e gravidez. Os critérios de inclusão foram artigos publicados nas bases de dados MEDLINE e LILACS, nos idiomas inglês e português, entre os anos de 2014 e 2024. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Sabe-se que o consumo moderado de cafeína durante a gestação é amplamente aceito e comum, no entanto, estudos recentes têm levantado preocupações sobre seus possíveis impactos no desenvolvimento fetal e nas condições de saúde pós-natal. Observa-se uma diminuição da depuração de cafeína no sangue da mãe durante a gestação. Sendo assim, alguns estudos ratificaram que a exposição intrauterina à cafeína pode ser prejudicial para o feto, podendo causar parto prematuro ou natimorto, restrição do crescimento e redução do peso ao nascer. Além disso, aponta-se relação entre o consumo excessivo de cafeína na gestação com abstinência no recém-nascido, obesidade infantil e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). CONCLUSÃO: Embora haja importante correlação entre o consumo de cafeína durante a gravidez e alterações associadas à gestação, ao peso e à disfunção cognitiva do feto, existe uma carência de estudos e não há evidências suficientes para refutar a eficácia da ausência da cafeína no período gestacional.

Palavras-chave Estimulantes do sistema nervoso central. Cafeína. Gravidez