RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 36 e-36501 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2026e36501

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Carta ao Editor

Aspectos hormonais e comportamentais que podem explicar o maior consumo de alimentos ultraprocessados em adolescents

Hormonal and behavioral aspects that may explain the higher consumption of ultraprocessed foods in female adolescents

Carolina Franklin Coelho Magalhães

Centro Universitário Estácio de Sá (IDOMED), Campus Jaraguá do Sul, Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Brasil.

Endereço para correspondência

Carolina Franklin Coelho Magalhães
Email: carol.franklin.medicina@gmail.com

Recebido em: 17 Dezembro 2025.
Aprovado em: 24 Dezembro 2025.
Data de Publicação: 09 Junho 2026.

Editor Associado Responsável:

Agnaldo Soares Lima 
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte/MG, Brasil. Diretor de Comunicação da Associação Médica de Minas Gerais. Belo Horizonte/MG, Brasil.

Fontes apoiadoras: Não há.

Conflito de Interesses: Não há.

 

Comentário sobre "Prevalência e Fatores Associados ao Consumo de Alimentos Ultraprocessados entre Adolescentes em Idade Escolar em Montes Claros, MG"

 

Prezado Editor,

Li com grande interesse o artigo "Consumo de alimentos ultraprocessados entre adolescentes em Montes Claros, Minas Gerais", que relatou uma alta prevalência de ingestão de alimentos ultraprocessados (UPF) entre adolescentes, com um consumo significativamente maior entre as mulheres. Essa conclusão é altamente relevante para a saúde pública e merece uma discussão mais aprofundada.

Adolescentes do sexo feminino experimentam mudanças hormonais típicas da puberdade, incluindo aumento dos níveis de estrogênio, associados a maior sensibilidade a sabores doces e preferência por alimentos palatáveis, além de flutuações de progesterona, especialmente durante a fase lútea do ciclo menstrual, que podem aumentar o apetite e o desejo por alimentos densos em energia. Além disso, hormônios envolvidos na regulação da fome e da saciedade, como grelina, leptina e insulina, podem influenciar o comportamento alimentar e contribuir para um consumo maior de FPU.

Fatores sociais e comportamentais também são relevantes. Maior exposição aos padrões de beleza e às pressões sobre a imagem corporal podem predispor adolescentes a comportamentos alimentares desordenados, incluindo o transtorno de compulsão alimentar, que é mais prevalente entre jovens mulheres e está associado ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e açucarados.

Compreender as diferenças relacionadas ao gênero no consumo de alimentos é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de educação nutricional e políticas de promoção da saúde voltadas para adolescentes, especialmente mulheres, a fim de prevenir doenças crônicas e reduzir o consumo de FPU em populações vulneráveis.

Atenciosamente,

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES

As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:

Conceituação; Escrita - rascunho original; Escrita - revisão e edição: CFC Magalhães.

 

COPYRIGHT

Copyright© 2025 Magalhães CF. Este é um artigo em acesso aberto distribuído nos termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite o uso irrestrito, a distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o trabalho original seja devidamente citado.

 

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