RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 35 S22-S27 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2025v35s6.03

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Artigo Original

Prevalência de ansiedade e depessão em indivíduos portadores de distúrbios do trato gastrointestinal

Prevalence of anxiety and depression in individuals with gastrointestinal tract disorders

Ana Beatriz Mello dos Anjos; Francianne das Graças Resende Fernandes; Lara Maia Ribeiro; Lucas Emídio Pereira Possas; Luís Vitor Maciel Amorim*; Carlos Eduardo Leal Vidal

Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME/FUNJOB), Barbacena, Minas Gerais - Brasil

Endereço para correspondência

Luís Vitor Maciel Amorim
E-mail: luisvitor20102010@outlook.com

Resumo

INTRODUÇÃO: Síndrome do intestino irritável e dispepsia funcional são as principais doenças do trato gastrointestinal, estando associadas com o eixo cérebro-intestino, que podem estar relacionadas com o transtorno de ansiedade e com a depressão e tem se tornado cada vez mais comuns na população.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de ansiedade e de depressão em pacientes com distúrbios do trato gastrointestinal.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional transversal no qual foi aplicado o questionário HADS, com o objetivo de avaliar o nível de ansiedade e depressão em pacientes presentes para atendimento no ambulatório de gastroenterologia do Hospital Universitário Dr. Agostinho Paolucci e no Centro de Especialidade Médicas de Barbacena.
RESULTADOS: Foram entrevistados 247 pacientes, 51 eram portadores de SII, nos quais 84,3% apresentavam ansiedade e 60,8% tinham sintomas depressivos, já nos 91 portadores de Dispepsia Funcional 81,1% apresentavam sintomas ansiosos e 43,3% sintomas depressivos.
CONCLUSÃO: As doenças funcionais apresentam alta prevalência dentre os transtornos gastrointestinais e estão diretamente relacionadas aos transtornos psiquiátricos, visto que os sintomas ansiosos se apresentaram mais prevalentes na dispepsia funcional e os depressivos na síndrome do intestino irritável.

Palavras-chave: Dispepsia. Síndrome do intestino irritável. Ansiedade. Depressão. Eixo encéfalo-intestino.

 

INTRODUÇÃO

Sintomas ansiosos e depressivos são bastante comuns na população geral e podem estar presentes em várias condições clínicas, acometendo diferentes órgãos ou sistemas, como o cardiovascular, digestivo e respiratório, dentre outros, exibindo diferentes manifestações sintomáticas que podem se apresentar em conjunto ou não, a depender das peculiaridades individuais1,2.

Especificamente em relação ao sistema digestivo, tais condições psiquiátricas estão associadas aos chamados Distúrbios Funcionais Gastrointestinais (DFGIs), sendo os mais comuns a Dispepsia Funcional e a Síndrome do Intestino Irritável (SII)3. A dispepsia funcional, conhecida como gastrite nervosa, caracteriza-se por dor e queimação na região epigástrica, decorrentes da acidez estomacal exagerada4. Na síndrome do intestino irritável o indivíduo apresenta alterações nas fezes e desconforto abdominal, consequente a alterações na motilidade, na secreção e na sensibilidade do intestino5. Essas doenças podem estar associadas a um transtorno biopsicossocial, com manifestações que sugerem desde causas funcionais biológicas até causas comportamentais e funcionais do indivíduo6.

Nesse contexto, o Sistema Nervoso Central (SNC), por ser o responsável por tantas alterações sistêmicas diante do estresse, foi classificado como "sistema motor emocional", cujas fibras do sistema nervoso autônomo, as principais vias endócrinas e o sistema imune controlam como o estado mental dará comandos aos diferentes sistemas corporais, incluindo o Trato Gastrointestinal (TGI), através do eixo cérebro- intestino (gut-brain axis)7,8. Foi relacionada, também, com a desestabilização do neurotransmissor serotonina e em como este pode atuar no eixo cérebro-intestino5, cuja ação é auxiliar na regulação da motilidade, da sensibilidade, da secreção, da resposta imunológica e de outros aspectos. Segundo Reséndiz-Figueroa et al, a SII se relaciona com a ansiedade em cerca de 70% dos casos, com a depressão em cerca de 46% dos casos e, com as duas comorbidades, em 40%9.

A partir disso, é importante salientar que tais patologias podem ter o estado emocional como fator desencadeante e, dessa forma, trazer consequências negativas para o organismo como um todo, visto que passam a acometer o funcionamento biológico, além do psicológico11. Por isso, é importante entender e conhecer a relação entre esses distúrbios sistêmicos e os referidos sintomas psíquicos para que possa haver a identificação e o tratamento adequado, impedindo que haja uma redução na qualidade de vida do paciente, já que a presença dessas alterações pode agir como um fator agravante para a ansiedade, acometendo outros sistemas e gerando um ciclo vicioso12.

Entender a relação entre DFGI e ansiedade e/ou depressão colabora com o tratamento por possibilitar a abordagem dos dois vieses, sendo, portanto, mais eficaz e condizente com a individualidade de cada paciente. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo verificar a prevalência de ansiedade, depressão e fatores associados em pacientes portadores de distúrbios do trato gastrointestinal, especificamente a dispepsia funcional e a síndrome do intestino irritável.

 

MÉTODOS

Tipo e local do estudo

Trata-se de estudo com delineamento transversal onde foi verificado a associação entre sintomas ansiosos e/ou depressivos e a presença de Distúrbios Funcionais Gastrointestinais (DFGI), em pacientes atendidos em serviço de gastroenterologia no ambulatório-escola da Faculdade de Medicina de Barbacena e no Centro de Especialidades Médicas (CEM) da Secretaria de Saúde de Barbacena. O município, de médio porte e localizado no interior de Minas Gerais, é referência regional para uma microrregião que compreende 250 mil habitantes. Nos dois serviços foram atendidos aproximadamente 30 pacientes por mês.

Amostra

A amostra foi calculada estimando-se prevalência de 20% de DFGI (dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável) na população adulta residente, nível de significância de 5% e poder de 80%, acrescida de 10% de possíveis perdas ou dados incompletos, totalizando 260 pacientes de ambos os sexos. Foi estabelecido um número de 130 entrevistados em cada serviço.

Procedimentos

O questionário foi aplicado pelos autores, devidamente treinados para a aplicação do instrumento. As entrevistas foram realizadas semanalmente nos serviços de saúde selecionados, no período de funcionamento do serviço, durante dois semestres. Os pacientes cadastrados nos serviços e que procuraram os locais para algum procedimento médico (consulta, entrega de exames, etc) e que preencheram os critérios de inclusão foram convidados a participar da pesquisa. Após a aplicação de ambos os questionários, os pacientes compareceram às consultas ambulatoriais, e posteriormente, foi realizada a análise do prontuário do médico gastroenterologista, pelos autores deste estudo. Dessa maneira, obteve-se o diagnóstico clínico dos pacientes e, ainda, se o mesmo apresentava dispepsia funcional, síndrome do intestino irritável ou outras condições gastrointestinais.

Foram incluídos aqueles com idade superior a 18 anos e que procuraram a unidade de saúde para algum procedimento médico no serviço de gastroenterologia. Pacientes com déficit cognitivo impedindo a compreensão do questionário foram excluídos da pesquisa.

Para avaliar a presença de sintomas ansiosos e depressivos, foi utilizada a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), desenvolvida por Zigmond e Snaith (1983) e validada no Brasil em 199513. A escala contém 14 itens e é dividida em duas subescalas, com sete itens cada, que avaliam ansiedade e depressão. Cada resposta pontua com um valor de 0 a 3 para compor o escore final por meio do somatório destes valores. A pontuação de cada subescala vai de 0 a 21 pontos. O estudo de validação apresentou boas propriedades psicométricas e, com ponto de corte 8/9 a sensibilidade e a especificidade foram 93,7% e 72,6%, para ansiedade, e 84,6% e 90,3%, para depressão. Os escores obtidos estão relacionados com a probabilidade de presença de ansiedade e/ou depressão. A HADS avalia a presença de sintomas ansiosos e depressivos em pacientes internados por condições diversas, sendo utilizada também para a avaliação de populações não clínicas, como amostras populacionais e pacientes de outras especialidades médicas. Além da HADS, os participantes responderam a questões relacionadas a variáveis socioeconômicas e clínicas. As variáveis independentes investigadas foram: idade, renda familiar, escolaridade, religião, estado civil, profissão, tabagismo, uso de bebidas, doenças clínicas, tratamento psicológico ou psiquiátrico, medicação clínica e psiquiátrica em uso e realização de atividades físicas.

 

RESULTADOS

A amostra foi constituída por 247 participantes, sendo a maioria do sexo feminino (69,6%), estado civil casado (47,0%), com idade variando dos 18 aos 82 anos (média = 52,4 ± 14,9 anos). Quanto aos hábitos de vida e características clínicas, apenas 27,1% praticavam mais de 150 minutos de atividade física semanal, a maior parte revelou não fazer uso de bebidas alcoólicas (65,2%), 19,8% de fumantes, 42,5% portadores de hipertensão arterial e 12,6% se declararam diabéticos. Com relação às queixas gástricas 36,4% eram portadores de dispepsia funcional e 20,6% tinham SII. Considerando os portadores de mais de uma dessas doenças, 15 apresentavam simultaneamente SII e Dispepsia funcional. Desses, 86,7% eram do sexo feminino (tabela 1).

 

 

A análise das respostas ao questionário HAD evidenciou 172 participantes (69,6%) portadores de sintomas ansiosos e 87 (35,2%) com sintomas depressivos. Foi verificada correlação positiva moderada entre ansiedade e depressão (Coeficiente de Pearson = 0,547; p=0,000). A presença de sintomas ansiosos e depressivos concomitantes foi observada em 78 participantes (tabela 2).

 

 

Entre os 51 portadores de SII, 84,3% apresentavam ansiedade (p=0,010) e 60,8% tinham sintomas depressivos (p=0,000). Percentual semelhante de ansiedade foi observado entre os portadores de Dispepsia Funcional (81,1%; p=0,003). Sintomas depressivos, no entanto, foram menos observados naqueles que apresentavam dispepsia funcional (p=43,3%) (tabela 2).

Ansiedade foi observada em 78,5% das mulheres e em 49,3% dos homens (p=0,000); sintomas depressivos estavam presentes em 40,1% das mulheres e em 20,7% dos homens (p=0,015). Para as demais variáveis não foi encontrada associação, com exceção da atividade física, onde 81,6% dos portadores de sintomas depressivos não praticavam tais atividades (p=0,023) (tabela 2).

O tratamento psicológico foi relatado por apenas 23,3% dos ansiosos e 24,1% dos portadores de sintomas depressivos. Percentuais um pouco mais elevados foram verificados para tratamento psiquiátrico, 29,1% e 31,0%, respectivamente (tabela 2).

Foram realizados, separadamente, dois modelos de regressão logística para verificar quais variáveis poderiam ser consideradas preditoras do desenvolvimento de síndrome do intestino irritável e dispepsia funcional.

Na análise multivariada do modelo final de regressão para SII, permaneceram as variáveis sexo e depressão. Ser do sexo feminino (OR = 2,83; IC 95% 1,18-6,76) e ser portador de sintomas depressivos (OR = 3,50; IC 95%: 1,82-6,73) se associaram com maior chance de apresentar SII. Para a dispepsia funcional o modelo contendo a variável ansiedade foi significativo (OR = 2,52; IC 95% 1,35-4,70) e se associou com maior chance de desenvolver dispepsia. Os modelos mostraram bom ajuste aos dados conforme o teste de Hosmer-Lemeshow (p = 0,931 e p = 0,731, respectivamente, para SII e dispepsia).

 

DISCUSSÃO

O presente estudo evidenciou elevado percentual de sintomas ansiosos e depressivos em portadores de DFGI, confirmando o descrito em outros trabalhos10,14,15. Aproximadamente 60% daqueles que procuram atendimento médico para FGID são portadores de algum transtorno psíquico, sendo depressão e ansiedade as comorbidades psiquiátricas mais comuns nesses pacientes10. Estima- se que a ocorrência simultânea de DFGI e depressão seja de 30% e de até 50% entre DFGI e ansiedade16. Esses percentuais são bem mais elevados que os observados na população geral adulta, onde a prevalência dos referidos quadros psiquiátricos situa-se entre 5% a 10%17,18.

E, conforme o estudo original de validação da escala HAD13, ansiedade e depressão não foram totalmente independentes nessa população, sendo encontrada correlação moderada entre as duas subescalas.

Considerando todos os pacientes da amostra, sintomas ansiosos foram mais observados no sexo feminino e entre aqueles que não faziam tratamento psiquiátrico ou psicológico e naqueles que não usavam psicofármacos. Semelhante ao verificado na ansiedade, sintomas depressivos foram mais proeminentes nas mulheres e naqueles que não faziam tratamento de ordem psíquica. Depressão foi mais frequente também entre indivíduos na faixa etária dos 40 a 59 anos e entre os que não praticavam atividade física.

De fato, a literatura aponta maior prevalência de ansiedade e depressão entre as mulheres18,19 na população geral e nos serviços primários de saúde. Com relação ao tratamento, pacientes portadores de sintomas ansiosos e doenças clínicas concomitantes procuram, por maior acesso e disponibilidade, o médico não psiquiatra para resolução dos seus problemas, o que pode explicar a baixa frequência de tratamentos especializados na área da saúde mental20.

Por outro lado, estudos recentes apontam que o desenvolvimento de sintomas ansiosos e depressivos precede, na maioria dos casos, o aparecimento de DFGI. O período de tempo entre o diagnóstico de depressão ou ansiedade e DFGI foi maior do que o período de tempo entre o diagnóstico de DFGI e os transtornos psiquiátricos (3,5 e 1,8 anos, respectivamente). Essa longa latência até o início do quadro de DFGI oferece a possibilidade de potencial prevenção para o surgimento de sintomas gastrointestinais ou para evitar sua gravidade21.

De forma semelhante, as DFGI foram altamente prevalentes na amostra estudada, resultado esperado uma vez que a pesquisa foi realizada em ambulatório de gastroenterologia. Na população geral a prevalência é inferior à verificada nesse estudo, mas ainda relativamente alta. Estudo envolvendo 33 países nos seis continentes verificou prevalência média de 7,2% para DF e 4,1% para SII22.

A literatura aponta maior frequência de DFGI em mulheres, corroborando os achados desse estudo10,14. Não foram observadas associações em relação à presença de DFGI e variáveis sociodemográficas e clínicas como idade, estado civil, nível de escolaridade, tabagismo, uso de bebidas alcoólicas, hipertensão arterial, diabetes e tratamento psicológico ou psiquiátrico, conforme verificado em outro estudo23.

Esse estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas. A primeira diz respeito ao fato de que a coleta de dados sobre ansiedade e depressão ter sido realizada por um instrumento de triagem, e não por questionários específicos para diagnóstico psiquiátrico. Com relação às DFGI, os diagnósticos foram predominantemente clínicos e obtidos dos prontuários médicos, o que diminui sua acurácia. A resposta a algumas perguntas do questionário, como uso de bebidas, cigarros, medicamentos e tratamentos, foi mensurada de forma dicotômica, sem avaliação temporal, de frequência ou quantidade. E, por se tratar de um estudo transversal, não é possível assegurar a relação de causalidade entre os atributos avaliados. Por fim, poucos estudos empregaram a escala utilizada nessa pesquisa, dificultando a comparação mais detalhada dos resultados.

 

CONCLUSÃO

Portanto, é possível afirmar que as doenças funcionais apresentam alta prevalência dentre os transtornos gastrointestinais e estão diretamente relacionadas aos transtornos psiquiátricos. Os sintomas de ansiedade se mostraram mais prevalentes naqueles pacientes diagnosticados com dispepsia funcional, já a síndrome do intestino irritável apresentou maior relação com depressão em comparação com a ansiedade. Dessa forma, a identificação e tratamento das doenças psiquiátricas é essencial para a redução das manifestações clínicas das doenças funcionais gastrointestinais.

 

DECLARAÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSES

Os autores declaram que não existem conflitos de interesse.

 

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