ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Transtornos mentais comuns e uso de bebidas alcoólicas entre universitários da área da saúde
Common Mental Disorders and Alcohol Use among University Students in the Health Area
Resumo
INTRODUÇÃO: O presente estudo visa abordar o uso de bebidas alcoólicas, junto da prevalência de transtornos mentais comuns (TMC) em estudantes da área da saúde.
OBJETIVO: Levantar dados sobre o perfil dos estudantes da graduação em cursos da área da saúde e a prevalência de transtornos mentais comuns (TMC), associado ao uso abusivo de álcool em município do interior de Minas Gerais. O presente estudo tem ainda a intenção de elencar possíveis aspectos que possam ser apontados como fatores causais, revelando a prevalência.
MÉTODOS: Trata-se de estudo transversal, de natureza quantitativa, o qual foi realizado em Instituição de Ensino Superior do interior de Minas Gerais entre fevereiro e julho no ano de 2024. As duas instituições possuem em conjunto 1600 estudantes matriculados no período estudado. Foram coletados dados do perfil através dos questionários SRQ-20, AUDIT e questões sociodemográficas.
RESULTADOS: Foi realizada uma análise descritiva dos dados, nos quais dos 733 resultados encontrados destacam-se a predominância de 44,5% dos alunos do curso de medicina apresentando provável TMC, comparado a 58,6% dos alunos de outras áreas da saúde. Notou-se que o gênero feminino possui uma maior probabilidade de TMC, uma vez que em análises separadas por gênero o número de mulheres foi de 62,4% em outros cursos da área da saúde e 47,8% para o curso de medicina, quando comparado ao gênero masculino obteve-se 52,3% em outros cursos da área da saúde e 39,6% para o curso de medicina. Houve dificuldade na coleta dos dados devido à baixa adesão do público alvo específico.
CONCLUSÃO: O perfil dos estudantes nesse estudo, foram evidenciados em outros estudos com temáticas similares. Foi notória a falha no apoio, o que evidencia a necessidade de promoção a saúde mental e redução do consumo de bebidas alcoólicas.
Palavras-chave: Transtornos mentais comuns (TMC). Uso abusivo de álcool. Estudantes universitários.
INTRODUÇÃO
A passagem do ensino médio para a vida universitária representa uma grande transformação na vida dos estudantes, estando, na maioria dos casos, associada à fase de transição do desenvolvimento psicossocial do final da adolescência, o que pode levar a um cenário de vulnerabilidade e impactar na saúde mental deles1.
Essas mudanças incluem o afastamento do meio social e familiar aos quais o estudante estava habituado, morar com desconhecidos, aprender a cuidar de si mesmo, tudo isso acrescido da nova rotina de cobranças e exigências acadêmicas.
Esses fatores, junto com as características individuais e as novas demandas decorrentes das mudanças podem favorecer o surgimento de sintomas psíquicos ou mesmo de transtornos psiquiátricos2,3. A literatura aponta que a ocorrência de sintomas depressivos é bem mais elevada entre universitários do que entre os demais estudantes e a população geral4.
Além da depressão, diversos estudos evidenciaram prevalência aumentada de ansiedade, estresse, desânimo, falta de motivação e aumento do consumo de álcool e outras substâncias psicoativas entre universitários1,3,5,6,7. Entre esses, destacam se os estudantes da área da saúde, onde cerca de 30% ou mais podem apresentar sintomas depressivos e ansiedade5. Universitários dessa área exibem algumas particularidades durante sua formação acadêmica, destacando-se a sobrecarga dos temas abordados, tempo reduzido para o lazer, estágio em unidades de saúde e hospitais e o contato com situações estressoras como a doença e morte dos pacientes5,8.
Ademais, existe ainda um conjunto de sintomas depressivos e ansiosos que não preenche os critérios formais para diagnósticos de depressão e/ou ansiedade, os Transtornos Mentais Comuns (TMC). Esses transtornos são frequentes na população geral, com prevalência variando de 24 a 38% no Brasil e atingindo mais as mulheres9. A expressão Transtorno Mental Comum (TMC), criada por Goldberg e Huxley em 1992, compreende sintomas depressivos e ansiosos como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas1,9.
Os TMC são frequentes também entre universitários. Uma revisão sistemática recente sobre TMC em universitários brasileiros apontou prevalência variando de 19 a 55,3%, sendo mais elevada entre estudantes da área da saúde¹. Entre mulheres, a frequência de sintomas de TMC variou de 24% a 69% e entre homens variou de 14% a 45,8%. Apesar da alta prevalência tais transtornos são pouco identificados ou tratados e tendem a ser subestimados pelos profissionais de saúde, podendo levar a prejuízos na capacidade funcional e na qualidade de vida da pessoa afetada, juntamente ao maior consumo de psicofármacos ou outras substânciaspsicoativas9,10.
Considerando o exposto, esse estudo teve por objetivo verificar a prevalência de TMC entre universitários da área da saúde e cursos afins, compreendendo alunos das faculdades de Medicina, Enfermagem, Odontologia, Psicologia e Fisioterapia de Barbacena. Objetiva ainda analisar a associação dos dados encontrados com variáveis sociodemográficas.
Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo verificar a prevalência de transtornos mentais comuns e uso de álcool entre universitários da área da saúde em uma Instituição de Ensino Superior. Além disso, identificar e analisar as características sociodemográficas e acadêmicas dos estudantes que podem influenciar e ser determinantes para a ocorrência de transtornos mentais comuns.
MÉTODOS
Trata-se de estudo transversal, de natureza quantitativa, que foi realizado em duas Instituições de Ensino Superior do interior de Minas Gerais entre fevereiro e julho no ano de 2024. As duas instituições têm em conjunto aproximadamente 1600 estudantes matriculados no período estudado.
Os estudantes foram convidados a participar do estudo por meio de visitas às turmas em horário de aula. A partir do convite foi disponibilizado um QR-code aos participantes, por meio do qual eles acessaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), e após concordância, responderam os questionários SRQ-20, AUDIT e perguntas sociodemográficas.
O Self Report Questionnaire (SRQ-20), é um questionário destinado à identificação de distúrbios psiquiátricos em nível de atenção primária, desenvolvido em 1980 e validado no Brasil por Mari e Willians12 e, posteriormente, por Gonçalves et al.
O questionário é composto de 20 questões tipo sim/não (4 sobre sintomas físicos e 16 sobre distúrbios psicoemocionais), cada uma valendo 1 ponto. No presente estudo, foi adotado ponto de corte igual ou maior que oito pontos. Com esse ponto de corte, o instrumento apresenta sensibilidade para presença de TMC de 86,3% e especificidade de 89,3%6. Cabe ressaltar que o SRQ não é um instrumento para diagnóstico psiquiátrico formal, mas indicativo de sofrimento psíquico relevante e que merece a atenção de profissionais de saúde mental.
O Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT) é um instrumento de triagem e acompanhamento do uso problemático do álcool, desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde- OMS. É composto por dez questões com respostas pontuadas de um a quatro. Esse instrumento foi validado no Brasil e apresenta boas propriedades psicométricas12. O escore varia de 0 a 40 pontos, e, de acordo com a pontuação obtida é possível identificar quatro diferentes padrões de consumo: baixo risco, pontuação de 0 a 7; uso de risco, de 8 a 15, indicando padrão de consumo que aumenta o risco de consequências negativas para o usuário e para quem está a sua volta; uso nocivo, de 16 a 19, que pode levar a prejuízos físicos e mentais; e provável dependência, 20 ou mais pontos, compreendendo o consumo persistente apesar das consequências comportamentais, cognitivas e fisiológicas pelo uso repetido do álcool13.
Além do SRQ e do AUDIT, os participantes responderam a questões relacionadas a variáveis socioeconômicas e acadêmicas. As variáveis independentes investigadas foram: idade, sexo, curso, período, estado civil, se trabalha além de estudar, se fez cursinho, renda familiar.
Os dados de cada participante foram registrados em planilhas do programa Excel. Foram construídas tabelas para distribuição de frequências, médias e desvio-padrão para as variáveis estudadas. Foram utilizados testes de associações como o teste do quiquadrado e o teste de Fischer para variáveis categóricas, além do teste t de Student para variáveis contínuas. A possível associação entre os escores dos dois questionários utilizados foi avaliada por meio de testes de correlação. A análise estatística foi realizada no software SPSS versão 25.0. O nível de significância adotado foi de 5%.
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS
O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisada Faculdade de Medicina de Barbacena com o parecer: 6.555.302 (CAAE:76216223.4.0000.8307).
RESULTADOS
A presente pesquisa contou com avaliações de uma amostra constituída por 730 universitários, sendo 409 (56%) da Faculdade de Medicina e 321 (44%) dos cursos da área de saúde da UNIPAC. A maioria dos alunos era do sexo feminino (72,7%), estado civil solteiro (92,5%) e com idade inferior a 24 anos (77,8%). Cerca de 36% exerciam algum trabalho além de estudar, mais da metade (54%) não fez cursinho e a renda familiar foi superior a 7 salários mínimos para 41,1% dos participantes. Mais da metade da amostra apresentou pontuação igual ou superior a 8 pontos no SRQ e 77,1% não ingeriam bebidas alcoólicas ou o faziam de forma leve.
A comparação dos dois cursos com relação ao SRQ mostrou que os alunos da UNIPAC apresentaram maior proporção de provável TMC, 58,6% (IC 95% 53,2-63,9), em relação aos alunos da Medicina, 44,5% (IC 95%, 39,7-49,3). Com relação ao AUDIT, a prevalência de uso inadequado de bebidas alcoólicas foi maior entre os estudantes de medicina, 24,9 (IC 95% 20,7-29,1) quando comparado aos demais alunos. 20,2% (IC 95% 15,8-24,6), mas essa diferença não foi estatisticamente significante.
Na análise dos dados dos alunos da Faculdade de MEDICINA, com relação ao SRQ-20, notou-se que no sexo feminino houve um maior índice de resultados positivos para o teste, 81,9% de resultados positivos para TMC. As demais correlações não se mostraram significativas. Com relação ao AUDIT no mesmo grupo, também foi notado uma relação perante o consumo de álcool e o gênero, onde 58,8% das mulheres apresentaram resultados positivos para o teste. Além disso, os alunos que apresentam maior renda têm mais propensão ao consumo de alcool (75,5%), sem demais correlações presentes.
Com relação aos dados dos alunos dos cursos da UNIPAC, se tratando do SRQ-20 percebeu-se a existência maiores resultados positivos entre o sexo feminino (87,2%), naqueles com idade até 25 anos (81,9%) em relação aos mais velhos (18,1%), mais observado entre os solteiros (95,2%). As correlações restantes não se mostraram significativas. Em relação ao AUDIT nesse grupo de alunos, tivemos correlações mostrando que os mais novos (87,7%) bebem mais que os mais velhos (12,3%), mulheres demonstraram beber mais (69,2%). As demais correlações não se mostraram significativas.
DISCUSSÃO
O presente estudo verificou prevalência elevada de TMC entre os estudantes avaliados, maior que a observada na população geral brasileira (que varia de 24 a 38%), apesar de alguns estudos nacionais apresentarem resultados discrepantes, com prevalência variando de 41 a 55%, próximos aos observados entre os estudantes. As divergências nas taxas de prevalência podem ser explicadas, em parte, pelos diversos contextos em que foram realizados e por contemplarem diferentes populações.9,10
Revisão sistemática sobre prevalência de TMC entre universitários brasileiros, a maioria da área da saúde, e compreendendo os anos de 2014 a 2019, verificou, entre os 18 artigos avaliados, variação de 19 a 55,3%. Considerados separadamente, houve grande discrepância nas prevalências de acordo com o curso avaliado. O mesmo estudo verificou maior prevalência entre estudantes do sexo feminino e entre os solteiros1, achados semelhantes ao do presente estudo.
Nos cursos da área da saúde como medicina, odontologia, enfermagem, nutrição, os estudantes estão lidando com níveis elevados de estresse por conta das obrigações acadêmicas, extensas horas de estudo e também longas horas de práticas clínicas. Tais fatores irão contribuir para esse grupo se tornar vulnerável e propenso a enfrentar transtornos mentais e ter abuso de substâncias que podem causar uso problemático ou mesmo dependência, como é o caso do álcool, que é comumente usado como válvula de escape, sendo uma ferramenta "facilitadora" para enfrentar as dificuldades citadas.
Alguns estudos mostram que o consumo de álcool é superior entre estudantes, sobretudo em universitários da área da saúde. Verificou-se em uma pesquisa que 35% dos estudantes de medicina declaram fazer uso excessivo de álcool pelo menos uma vez ao mês11. Mesmo tendo em vista que o álcool e seu uso estão ligados a um certo alívio de estresse, seu abuso se associa a vários riscos que podem envolver diminuição no desempenho acadêmico, problemas de saúde tanto física como mental, além de mostrar uma maior chance de desencadear em uma futura dependência12.
Estudo realizado em uma universidade federal com alunos da área da saúde mostrou que 76,6% foram classificados como de baixo risco no AUDIT e o restante como bebedores problemáticos.7 Esses dados são bem próximos aos observados nesse estudo.
Neste grupo de estudantes, sintomas ansiosos e depressivos, característicos do TMC, se apresentam como o grupo principal de sintomas mais frequentes. A ansiedade se apresenta de forma frequente sendo associada a pressão de exames ao longo do curso, extensa carga horária e altas expectativas relacionadas a um bom desempenho e esses fatores podem impactar de forma negativa na qualidade de vida. Com relação à depressão podemos ter ela surgindo de fracassos tanto em exames quanto em expectativas não alcançadas, isolamento social e falta de apoio. Pesquisas apontam que até 30% desses estudantes de medicina apresentam sintomas de depressão durante sua formação acadêmica13.
Existe uma interligação significativa entre o uso alcoólico de risco e TMC. Universitários que estão passando por sintomas de depressão ou ansiedade podem procurar no álcool uma forma de apoio, mas o que acontece é que em vez de aliviar a situação presente com o uso de álcool tem uma tendência a agravar os sintomas e elevar o risco de uso abusivo de tais substâncias14. Ademais, a concomitância entre o estresse acadêmico e contato constante com álcool em eventos sociais contribui para essa população se tornar vulnerável15. Intervenções que promovam a saúde menta e estilos de vida mais saudáveis se tornam essenciais para atenuar esses riscos promovendo o bem-estar ao longo da formação acadêmica.
Diversas pesquisas discutem o efeito do suporte social funcionando como fator protetor contra o desenvolvimento de TMC, porém esse suporte de forma individual pode não ser o bastante para precaver o uso de álcool. Logo se faz necessário que as instituições de ensino façam a implementação de programas que sejam mais incisivos e abrangentes que vão intervir por meio psicológico e por meio de redução de danos6,8,16. A falta de correspondência e uma significância estatística direta entre o uso abusivo de álcool e TMC neste estudo, provavelmente não evidenciado devido aos parâmetros de corte utilizados para análise, refletem a dificuldade que estão envolvidos na evolução de ambos comportamentos, além de se fazer necessário uma abordagem integrativa da saúde mental universitária4,17.
Em estudos mais atuais5,1 ressaltam como é importante o uso de estratégias que envolvem suporte emocional que podem ser realizados por meio de grupos de apoio além de programas de aconselhamento como medidas eficientes na diminuição dos níveis de estresse e uso de álcool18.
A principal limitação desse estudo se deve à baixa frequência de respostas observada em alguns cursos da UNIPAC, e deve ser analisado com cautela já que o estudo não englobou a totalidade da população pesquisada, o que impede a generalização dos resultados. Esse fato parece ter sido influenciado por uma série de questões, dentre as quais se destacam a diferença nos horários entre as aulas teóricas e as aulas práticas o que impossibilitou a uniformidade da presença dos alunos. Além desse fator, a falta de conectividade com a internet em algumas salas da instituição impossibilitou o acesso de muitos alunos ao formulário de questões que foi realizado de forma online.
CONCLUSÃO
Com a análise dos dados coletados e observações feitas no decorrer do estudo, fica explícita a necessidade de urgência no desenvolvimento de intervenções na área do ensino universitário, no que tange à saúde mental e o consumo de álcool excessivo pelos alunos de tais ensinos. Tais intervenções devem focar em promover uma maior qualidade de vida aos estudantes, visando à redução dos níveis de ansiedade e outros transtornos relacionados à saúde mental, juntamente a isso, pensar em um ambiente mais saudável para que os estudantes não tenham que descontar suas frustrações em outros meios, destes se inclui o uso excessivo do álcool.
Contudo, deve ser apontada a necessidade de que novas pesquisas devem ser feitas nessa área para uma melhor analise dos parâmetros da população em relação aos TMC, estresse e o consumo de álcool, afim de fornecer uma base mais sólida de dados e assim ser possível o desenvolvimento de uma estratégia mais eficaz para as intervenções futuras, levando assim uma melhor qualidade de vida para a população acadêmica.
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