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CAPES/Qualis: B2
Os principais aspectos do envenenamento por monóxido de carbono - uma revisão da literatura
The main aspects of carbon monoxide poisoning - a literature review
Caio César Farias Lima Melo1; Carlos Alberto Barbosa Neto1; Davi Herlesson de Sousa Barreto1; André Luís Saraiva de Andrade1; Marcelo Lopes Barbosa2; Gilberto Santos Cerqueira1
1. Universidade Federal do Ceará (UFC), Faculdade de Medicina, Fortaleza, Ceará, Brasil
2. Universidade Federal do Ceará (UFC), Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, Fortaleza, Ceará, Brasil
Gilberto Santos Cerqueira
Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC), Ceará.
E-mail: giufarmacia@gmail.com
Recebido em: 21 Abril 2025.
Aprovado em: 26 Abril 2025.
Data de Publicação: 18 Setembro 2025.
Editor responsável:
Enio Roberto Pietra Pedroso
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.
Belo Horizonte/MG, Brasil.
Fontes apoiadoras: Não houve fontes apoiadoras.
Conflito de Interesses: Os autores declaram não ter conflitos de interesse.
Resumo
INTRODUÇÃO: A intoxicação por monóxido de carbono é uma ocorrência comum em emergências e geralmente com condições clínicas graves. O monóxido de carbono é normalmente produzido pela combustão incompleta de compostos de carbono e é muito comumente gerado em incêndios e máquinas de combustão.
OBJETIVO: Esta revisão teve como objetivo reunir os principais artigos sobre intoxicação por monóxido de carbono e, assim, sintetizar as informações mais atualizadas sobre os aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento dessa emergência hospitalar.
MÉTODOS: Foram utilizadas as bases de dados PubMed e ScienceDirect, por meio de buscas por palavras-chave e operadores booleanos.
RESULTADOS: Verificou-se que essa intoxicação tem aspectos clínicos inespecíficos; o nível de COHb no sangue é o principal método diagnóstico, a oxigenoterapia é fundamental para reduzir a meia-vida da COHb no sangue e o prognóstico é diverso, sendo as sequelas neurológicas um dos pontos mais importantes.
CONCLUSÃO: A intoxicação por monóxido de carbono é uma emergência multifacetada que, para ser gerenciada corretamente em hospitais, exige que os profissionais estejam bem preparados para essa situação.
Palavras-chave: Intoxicação por monóxido de carbono; Monóxido de carbono; Serviço de emergência; Intoxicação por gases; Oxigenação hiperbárica.
INTRODUÇÃO
O monóxido de carbono (CO) é um gás insípido, inodoro e incolor, normalmente encontrado em baixas concentrações no ar atmosférico, aproximadamente entre 0,03 e 0,2 partes por milhão. É gerado principalmente no processo de combustão incompleta de materiais contendo carbono e pode ser resultado da atividade humana ou não1.
Algumas das principais fontes de CO em casos de intoxicação por essa substância são a fumaça de incêndios, a queima de carvão em ambientes fechados e o escapamento do motor2. É uma das formas mais comuns de envenenamento humano não relacionado a drogas3.
O CO está presente em pequenas quantidades no metabolismo humano; no entanto, esta substância é tóxica em altas concentrações. Sua toxicidade está diretamente relacionada à sua alta afinidade pela hemoglobina humana (Hb), uma vez que a ligação de Hb ao CO é cerca de 200 vezes mais intensa do que a de O²4.
A concentração fisiológica de carboxihemoglobina (COHb) em pacientes adultos saudáveis é inferior a 3% para não fumantes e 10% para fumantes5. Em níveis superiores a 10%, podem aparecer sintomas leves, moderados ou graves4.
Além disso, alguns pacientes desenvolvem sequelas neurológicas tardias e complicações cardíacas, como infarto agudo do miocárdio em pacientes com essa predisposição3. Também está claro que os órgãos inicialmente mais afetados são aqueles com alta demanda de oxigênio, como o cérebro e o coração6.
Ao longo do manejo do paciente, também é importante observar todos os sinais vitais e estabelecer o acesso venoso4. Para restaurar a oxihemoglobina no sangue, a oxigenoterapia deve ser administrada até que os sintomas desapareçam ou que os níveis de COHb caiam para a concentração fisiológica4. A oxigenoterapia hiperbárica poderia ser utilizada, embora haja discussão sobre o uso dessa forma de tratamento na intoxicação por CO6,7.
O objetivo desta revisão é fornecer uma descrição atualizada dos principais aspectos clínicos, formas de diagnóstico e tratamento da intoxicação por CO.
MÉTODO
Foi realizada uma revisão narrativa da literatura sobre intoxicações exógenas causadas por monóxido de carbono. Para isso, foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed e Science Direct, incluindo apenas artigos publicados nos últimos 10 anos, objetivando selecionar os trabalhos mais atuais sobre o tema. A pesquisa utilizou os descritores principais "Carbon Monoxide Intoxication", "Carbon Monoxide Poisoning", "Carbon Monoxide Exposure", "Carbon Monoxide" e os descritores secundários "Diagnosis", "Prognosis", "Treatment", "Hyperbaric Oxygen" e "Clinical Aspects", os quais foram associados usando os operadores booleanos "AND" ou "OR". Em seguida, foram excluídos todos os artigos de Revisão, Livros, Editoriais e Cartas. O foco da revisão foi selecionar artigos que abordavam aspectos importantes da intoxicação por monóxido de carbono, trazendo diagnóstico, tratamento e prognóstico. Após a busca, foram aplicados os critérios de exclusão e realizada uma seleção cuidadosa das referências encontradas, a fim de se escolher artigos relevantes e pertinentes aos objetivos desta revisão. Cabe ressaltar que, devido ao caráter narrativo da revisão, não foram seguidos guidelines, pois o estudo foi conduzido orientado pela experiência clínica.
RESULTADOS
Foram selecionados ao final 19 artigos para compor esta revisão. Os trabalhos selecionados foram cuidadosamente lidos e compuseram a Tabela 1, com os objetivos, resultados e metodologia de cada trabalho, destrinchando os principais aspectos dos artigos.
DISCUSSÃO
Conceito
A intoxicação por monóxido de carbono é uma emergência hospitalar comum e grave, que representa um sério risco à saúde devido ao seu potencial de letalidade e às graves sequelas que podem ocorrer.
Essa intoxicação é uma das causas mais comuns e letais de morte por intoxicação nos EUA, pois altos níveis de COHb têm efeitos significativos na hidrodinâmica cardiopulmonar, mecânica e oxigenação pulmonar e parâmetros bioquímicos8.
O estudo de Simonsen et al. (2019)9 avaliou a mortalidade e os seus fatores contribuintes no contexto do envenenamento por CO, avaliando cerca de 23 mil pacientes, dos quais 92% foram hospitalizados. Foi observado que 9% dos pacientes avaliados morreram nos primeiros 30 dias após a intoxicação, em que 85% desse intervalo foi declarado morto no local, e os outros 15% foram representados por pacientes que estavam hospitalizados. Além disso, tal trabalho concluiu que a mortalidade e a intoxicação por CO estão altamente associadas com comorbidades que interferem nas funções cognitiva e física9.
No contexto brasileiro, não foram encontrados dados que descrevam a mortalidade por intoxicação por CO, o que revela a necessidade de estudos epidemiológicos que detalhem adequadamente esse parâmetro de saúde.
Diagnóstico
A intoxicação por CO é diagnosticada com base em três fatores importantes: a história da provável intoxicação, o nível de COHb no sangue e os sintomas clínicos do paciente, sendo os níveis de COHb os mais relevantes para o diagnóstico (Figura 1)8.
O estudo de Jarman et al. (2023)10 avaliou o uso da ferramenta de triagem "COMA", que consiste em uma sequência de 4 perguntas, incluindo perguntas sobre quem estava com o paciente no momento da intoxicação "C", se os sintomas melhoraram fora da área de exposição "O", se o equipamento de ventilação da sala é mantido adequadamente "M" e se há alarme de monóxido de carbono na sala "A". As respostas às questões "C" e "O" foram as que melhor indicaram se realmente há intoxicação se combinadas com a medida do COHb10.
Apesar de ser invasivo e depender do tempo e de um laboratório a ser realizado, o exame mais preciso para medir os níveis de COHb é a gasometria venosa. Assim, a oximetria de pulso é uma alternativa plausível e menos invasiva para o acompanhamento de pacientes no período pré-hospitalar, embora o uso de oxímetros de pulso em emergências hospitalares seja controverso11.
Na prática clínica, níveis de COHb superiores a 4% em não fumantes e superiores a 10% em fumantes já são considerados fora dos parâmetros de normalidade fisiológica. Para o diagnóstico de intoxicação por CO, valores superiores a 10% são definidos como ponto de corte para fumantes e não fumantes11.
Com base em Simonsen et al. (2021)2, sinais e sintomas leves podem ocorrer com COHb de 3% a 24%, com valores superiores a 24% associados à perda de consciência, e a contaminação com valores mais altos é potencialmente fatal. O mesmo estudo afirma que a relação entre o nível atual de COHb e a gravidade dos sintomas não está necessariamente relacionada, pois se o intervalo de tempo entre a contaminação e a medição da COHb for longo, o valor medido pode gerar uma discrepância entre o percentual de contaminação e os sintomas apresentados. Essa conclusão sobre a baixa correlação entre os sintomas apresentados e a taxa de COHb também foi apontada nos estudos de Jarman et al. (2023)10.
O aumento da concentração de CO, além de gerar acidose metabólica, pode afetar uma gama de metabólitos, aumentando ou diminuindo seus níveis. Dentre os metabólitos que têm suas taxas aumentadas estão o lactato, o piruvato e os aminoácidos aromáticos, sendo o lactato o que apresenta as alterações mais relevantes e, entre os que apresentam redução, está o acetato. Assim, testes que medem essas taxas podem ser relevantes para um diagnóstico mais preciso2.
A inespecificidade dos sintomas de intoxicação por CO é um dos fatores que levam ao diagnóstico errôneo, pois os sintomas mais frequentes, como fadiga, cefaleia, vertigem, náuseas, vômitos e confusão mental, são encontrados em muitos pacientes que não apresentam intoxicação por CO12.
Tratamento
Em caso de suspeita de intoxicação, a etapa inicial recomendada de manejo consiste em retirar imediatamente o paciente da fonte de exposição ao CO e realizar cuidados de suporte, como controle das vias aéreas, função respiratória e monitoramento cardíaco. Após essas medidas, deve-se administrar oxigênio suplementar, que pode ocorrer em condições normobáricas ou hiperbáricas. A técnica de oxigenoterapia atua reduzindo a concentração sanguínea de COHb13. Fora elaborada uma tabela contendo os principais sintomas referidos pelos pacientes após a exposição ao CO (Tabela 2).

Assim, realizar essa terapia em alto fluxo, com equipamentos ajustados para a aplicação de O² inalatório 100% concentrado, como máscara facial sem reinalação e, principalmente, cânula nasal de alto fluxo, é muito eficaz na redução da meia-vida da COHb14.
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma opção terapêutica muito discutida na comunidade científica para o tratamento da intoxicação por CO. Embora esse procedimento seja amplamente aceito por sua capacidade de reduzir a meia-vida da COHb, há controvérsias sobre sua eficácia, pois há poucas evidências que mostrem que ele tenha maiores vantagens em relação à terapia normobárica em termos de redução da morbidade e melhora da sobrevida das sequelas da intoxicação, como danos neurológicos tardios14.
O manejo de pacientes com OHB apresenta dificuldades logísticas, como o número limitado de unidades hospitalares que possuem câmara pressurizada e profissionais devidamente treinados, fatores que influenciam o "Time-To-Chamber", um importante preditor, definido como o intervalo de tempo entre o momento da intoxicação e o início da OHB13,15.
A literatura médica existente lista algumas situações em que a OHB pode ser indicada, que incluem estado mental alterado, síncope, complicações cardíacas, níveis sanguíneos de COHb maiores que 25% e pacientes grávidas, e quadros clínicos comumente mais graves9,13.
Embora o tratamento padrão de pacientes intoxicados por CO seja limitado à oxigenoterapia normobárica e hiperbárica, que se baseiam no aumento dos níveis de O² e na consequente eliminação mais rápida da COHb, essas técnicas têm contraindicações13,16. Uma abordagem de tratamento farmacológico suplementar baseada em um antídoto é muito necessária, pois permitiria um gerenciamento mais rápido tanto no ponto de atendimento quanto nas unidades hospitalares. Antídotos à base de hemoproteínas de alta afinidade, como a neuroglobina H64-CCC, têm sido objeto de estudos experimentais em camundongos, devido ao seu mecanismo de sequestro ativo e depuração de CO do organismo16.
É comum que haja, concomitantemente à intoxicação por CO, uma intoxicação por cianeto (CN), dadas às semelhanças das propriedades físico-químicas semelhantes dos dois compostos e ao fato de ambos serem produtos de reações de combustão incompleta e, tal qual o CO, o cianeto afeta tecidos de alta demanda energética17.
Embora o diagnóstico da intoxicação por CN seja difícil de se distinguir da intoxicação por CO, existem algumas linhas de tratamento a serem seguidas nesse caso. De início, é fundamental que haja intubação e ventilação mecânica para pacientes com níveis rebaixados de consciência (Figura 2). O tratamento farmacológico varia em alguns países, mas tem como principais antídotos o nitrito de amila, nitrito de sódio e tiossulfato nos Estados Unidos - que produzem uma reação de oxidação cujo produto possui ligação ao cianeto preferível em relação à ligação ao cianeto pelos íons férricos localizados na enzima citocromo oxidase e na cadeia transportadora de elétrons - e edetato de dicobalto na Europa. No entanto, o uso de hidroxocobalamina vem se difundindo bastante em todos os países, pois esse precursor endógeno da vitamina B se mostrou um antídoto útil para o CN18.
Prognóstico
O diagnóstico e o tratamento precoces da intoxicação por monóxido de carbono são essenciais para garantir um bom prognóstico para o paciente. O prognóstico desfavorável pode estar relacionado às características clínicas prévias dos pacientes acometidos, uma vez que pacientes com doenças como hipertensão arterial e diabetes mellitus (DM) apresentaram desfechos desfavoráveis nos estudos retrospectivos realizados por Chi et al. (2022)19, fato também concluído pelos estudos de Huang et al. (2022)7. Este estudo também mostrou cinco fatores que podem ser preditivos de um prognóstico desfavorável na intoxicação por CO: intoxicação relacionada ao fogo, intoxicação intencional, insuficiência respiratória, menor pontuação na Escala de Coma de Glasgow e DM.
Algumas das possíveis complicações relacionadas à intoxicação por CO dizem respeito à rabdomiólise, dano miocárdico, acidose metabólica e disfunções neurológicas, bem como problemas renais evidenciados por altos níveis de ureia e creatinina no sangue, todos relacionados a prognósticos desfavoráveis6.
Complicações relacionadas à rabdomiólise foram observadas em 20% dos pacientes estudados por Ito et al. (2022)20. O aparecimento dessa condição pode estar relacionado à maior exposição ao monóxido de carbono, que compromete o fornecimento de oxigênio às células musculares e causa necrose muscular. A literatura também registra a ocorrência de infarto do miocárdio em decorrência de dano miocárdico21.
Cho et al. (2020)3 analisaram que a intoxicação por CO é considerada um fator de risco para tromboembolismo, principalmente nos primeiros 90 dias. O risco de tromboembolismo venoso nos primeiros 30 dias foi 13,6 vezes maior na população intoxicada por CO do que na população geral. Esses dados do estudo atestam o fato de que, devido ao alto risco, os pacientes intoxicados por CO necessitam de acompanhamento médico constante nos primeiros 90 dias após a intoxicação3. Em pacientes críticos, recomenda-se o uso de heparina como profilaxia para tromboembolismo22.
Após a intoxicação aguda por CO, a ocorrência de sequelas neurológicas tardias é uma complicação importante no prognóstico23. De acordo com os resultados de Rhee et al. (2021)23, em estudo realizado entre 2012 e 2018, 86,2% dos pacientes avaliados foram diagnosticados com doenças do sistema neurológico23. Uma dessas complicações tardias, que afeta cerca de 20% dos pacientes com intoxicação por CO, é a encefalopatia tardia induzida por monóxido de carbono24. Embora não haja consenso sobre sua patogênese, ela pode estar relacionada à degeneração das células cerebrais e à desmielinização dos oligodendrócitos, o que corrobora a ocorrência e progressão da doença25.
Como prevenir
O estudo epidemiológico de Mattiuzzi e Lippi (2020)1 atestou que a divulgação de medidas educativas sobre os riscos de intoxicação por CO e como evitá-los, a melhoria na eficácia da detecção de alarmes residenciais de CO e o melhor manejo de pacientes intoxicados são medidas fundamentais para reduzir a mortalidade associada à intoxicação por CO.
CONCLUSÃO
A intoxicação por CO apresenta sintomas variados e inespecíficos, que variam de acordo com a taxa de contaminação e podem evoluir de cefaleia para estado de coma. Portanto, para evitar erros diagnósticos, é essencial que exames laboratoriais sejam realizados com urgência, como a gasometria venosa, para medir o nível de COHb.
Verificou-se que a oxigenoterapia, seja normobárica ou hiperbárica, é extremamente importante para a redução da meia-vida da COHb, mas apesar da notória aceitação da OHB, a comunidade científica ainda carece de estudos que atestem definitivamente sua eficácia e relevância no tratamento.
Rabdomiólise, dano miocárdico e sequelas neurológicas são as principais complicações no quadro prognóstico.
É, portanto, de extrema importância ter mais literatura científica sobre intoxicação por CO para esclarecer os pontos de discordância e, assim, traçar um diagnóstico e plano de tratamento que seja mais eficaz para salvar o paciente.
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:
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