RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 35 e-35204 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2025e35204

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Artigo de Revisão

Manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19: uma revisão de escopo

Therapeutic management of post-COVID-19 syndrome: a scope review

Lidhane Santos Coelho*1; Vanessa Souto Paulo2; Iulas de Souza Ramos2; Laís Almeida Souza dos Santos1; Juliana Cruz Barreto1; Franciel Macedo Almeida de Jesus1; Grasiely Faccin Borges3

1. Centro de Formação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCS/UFSB), Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil
2. Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil
3. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Saúde-NEPS da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Bahia, Brasil

Endereço para correspondência

Lidhane Santos Coelho
Centro de Formação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Sul da Bahia (CPF/UFSB), Teixeira de Freitas, Bahia.
E-mail: lidhane@outlook.com

Recebido em: 18 Dezembro 2024.
Aprovado em: 20 Janeiro 2025.
Data de Publicação: 24 Julho 2025.

Editor Associado Responsável:

Alexandre Moura
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.
Belo Horizonte/MG, Brasil.

Conflito de Interesse: Não há.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Síndrome pós-COVID-19 caracteriza-se como um conjunto de sinais e sintomas que aparecem ou persistem após a fase aguda da infecção pelo novo coronavírus. Estima-se que entre as pessoas diagnosticadas com COVID-19, cerca de 10% a 20% desenvolverão a síndrome.
OBJETIVO: Assim, tendo em vista a seguinte pergunta norteadora "Quais opções têm sido investigadas e empregadas para o manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19?", esta pesquisa foi realizada com o intuito de descrever o manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19, por intermédio da análise dos estudos voltados a essa finalidade.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de escopo guiada pelo Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR), cadastrada com protocolo DOI 10.17605/OSF. IO/TJK6E. A estratégia de busca foi empregada nas bases de dados PubMed, Lilacs, Medline e Periódicos CAPES.
RESULTADOS: Após a aplicação dos critérios de inclusão, dos 2.136 estudos encontrados inicialmente, 11 foram selecionados para compor a revisão. Dentre esses, destacou-se a utilização do treinamento muscular inspiratório voltado ao fortalecimento muscular e melhora da função cardiopulmonar, bem como o uso de corticoterapia para a prevenção de disfunções respiratórias.
CONCLUSÃO: Observou-se o avanço significativo de terapias e técnicas para a melhoria dos sintomas físicos da COVID longa, sobretudo relacionadas à fisioterapia. Por outro lado, ainda são permitidas mais intervenções voltadas ao manejo das afecções mentais e cognitivas, tendo em vista que os estudos encontrados no presente trabalho são incipientes para esse fim.

Palavras-chave: Síndrome pós-COVID-19 aguda; Terapêutica; COVID-19.

 

INTRODUÇÃO

Em dezembro do ano de 2019, na China, foi descoberta uma nova doença respiratória que afeta, principalmente, imunocomprometidos e tem como agente causador o vírus SARS-CoV-2. Contudo, somente em março de 2020 a Organização Mundial da Saúde decretou emergência pública, e com mais de 100 mil casos confirmados foi decretada a pandemia de COVID-191.

No Brasil, o primeiro caso confirmado foi no estado de São Paulo, em fevereiro de 2020 e, após isso, houve um aumento acentuado da taxa de detecção do vírus. À medida que a pandemia progrediu, verificou-se que uma parcela significativa dos indivíduos primoinfectados apresentava novos sintomas, persistência ou recorrência dos já existentes. Esse quadro foi denominado síndrome pós-COVID-19, ou COVID longa, e refere-se a um conjunto de manifestações clínicas que permanecem ou surgem após a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2².

A literatura indica que os primeiros sinais e sintomas da COVID-19, geralmente, surgem entre o segundo e o quinto dia após a infecção, com a fase aguda resolvendo-se em até 21 dias. Na síndrome pós-COVID-19, há a persistência ou surgimento de sintomas após três meses da infecção inicial³. Enquanto a maioria dos pacientes tem manifestações leves, cerca de 5% necessitam de internação em unidades de terapia intensiva, o que pode prolongar ainda mais o curso sintomático e agravar as sequelas a longo prazo4.

Entre os sintomas mais representativos da síndrome pós-COVID-19, destacam-se a dispneia, fadiga persistente, dificuldades cognitivas (como a "névoa cerebral"), dores musculares e articulares, além de alterações sensoriais, como anosmia, ageusia e hipogeusia. Ademais, problemas gastrointestinais, como diarreia, também são frequentes, assim como distúrbios emocionais e psicológicos, como ansiedade, depressão e insônia, os quais têm um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes afetados2,5.

Dados recentes indicam que, entre as pessoas diagnosticadas com COVID-19, cerca de 10% a 20% desenvolverão a síndrome pós-COVID-196. Em outro estudo, esse número subiu para 50% das pessoas analisadas que desenvolveram COVID longa após a primo-infecção pelo vírus SARS-CoV-27. Esse panorama reforça a urgência de estratégias que ampliem o conhecimento sobre o manejo dessa condição, visando mitigar seus impactos na qualidade de vida e na funcionalidade das pessoas afetadas.

Assim, considerando a lacuna existente na literatura quanto ao agrupamento das evidências que discutem as novas possibilidades para o tratamento clínico, físico e biopsicossocial da síndrome pós-COVID-19, foi realizada uma revisão de escopo com o objetivo de descrever o manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19, por intermédio da análise dos estudos voltados a essa finalidade.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma revisão de escopo, metodologia que propõe sintetizar as evidências e avaliar o escopo da literatura sobre determinado tema de pesquisa, bem como identificar possíveis lacunas existentes. O artigo foi dirigido pelo protocolo Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR), sendo composto por: título, resumo estruturado, fundamentação, objetivos, protocolo e registro, critérios de elegibilidade, fontes de informação, pesquisa, seleção das fontes de prova, modelo de extração de dados, itens de dados, síntese dos resultados, limitações e conclusões8.

O protocolo deste estudo foi cadastrado no Open Science Framework com identificação DOI: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/TJK6E. Em seguimento, para elaboração da pergunta de pesquisa, utilizou-se a estratégia População, Conceito e Contexto (PCC) cuja aplicação foi: pessoas com síndrome pós-COVID-19, perspectivas terapêuticas do cuidado e pós-COVID-19, respectivamente. Baseado nisso, obteve-se a seguinte questão norteadora: Quais opções têm sido investigadas e empregadas para o manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19?

Realizou-se uma busca de alto rigor metodológico para seleção dos estudos em junho de 2024, a partir do Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "Síndrome Pós-COVID-19 Aguda", "Terapêutica", "Programa", "Reabilitação" e "COVID-19", combinados com os operadores booleanos AND (entre descritores) e OR (entre sinônimos). A estratégia foi empregada nas seguintes bases de dados: Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMed), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (Medline) e Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

O gerenciador de referências Rayyan® foi utilizado para exportação e triagem inicial dos estudos. Essa etapa foi conduzida por dois avaliadores independentes e cegados (LSC e LASS), os quais resolveram as divergências por consenso. Foram aplicados os seguintes critérios de inclusão: publicações sobre as perspectivas terapêuticas do cuidado à pessoa com síndrome pós-COVID-19, entre 2020 e 2023, em inglês, espanhol ou português. Foram abarcadas pesquisas primárias, quantitativas e qualitativas de qualquer desenho ou metodologia. Excluíram-se cartas ao editor, revisões, resumos em anais de eventos, artigos incompletos, não gratuitos, estudos em fase de projeto ou ainda sem resultados.

Os dados foram extraídos por dois revisores (ISR e LASS) e organizados em formulários estruturados no software Microsoft Excel®. Para assegurar uma melhor acurácia para essa fase, um terceiro revisor (LSC) analisou as informações, sendo as divergências resolvidas por consenso. Esse estágio foi guiado pelo instrumento Joanna Briggs Institute (JBI), que preconiza a extração de dados relativos à autoria, referência, país, ano da publicação, objetivo, desenho do estudo, número da amostra e principais resultados8.

O processo de interpretação e síntese dos resultados norteou-se na técnica de Análise de Conteúdo de Bardin, que é composta por três pilares principais (pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados)9. Tendo em vista isso, a sensibilidade das etapas levou em consideração os seguintes pontos: exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência; com categorização e agrupamento dos conteúdos identificados9. Por fim, as informações foram sintetizadas e inseridas na Tabela 1.

 

 

RESULTADOS

As etapas de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos foram descritas na Figura 1.

 

 

Esta revisão foi constituída por 11 estudos, sendo 04 estudos observacionais, 06 experimentais e 01 quase experimental. A amostra total foi de 1.592 participantes, composta em sua maioria por mulheres. A distribuição geográfica da análise contemplou pessoas que vivem na Espanha (n=2), França (n=2), Itália (n=2), Reino unido (n=2), Brasil (n=1), Malawi (n=1) e Estados unidos (n=1). A Tabela 1 apresenta a síntese dos resultados encontrados nos estudos.

A avaliação da reabilitação pulmonar por meio de fisioterapia física e digital esteve presente em 45,4% e 27,2% dos artigos, respectivamente10-12,14-17,20. Dentre os resultados obtidos com a aplicação das duas modalidades, a maioria dos pacientes obteve melhora da dispneia e fadiga persistentes. Não obstante, um estudo brasileiro também demonstrou a redução desses sintomas ao aplicar um programa de reabilitação cardiovascular em quatro pacientes classificados com diferentes níveis de gravidade12.

Ademais, evoluções clínicas associadas à melhora da força muscular respiratória, da capacidade de realização de exercícios e da aptidão física foram verificadas com a aplicação do treinamento muscular inspiratório15,16. Em consonância, um novo programa que utilizou técnicas de canto para o retreinamento respiratório apresentou benefícios consideráveis para a função respiratória, bem-estar e qualidade de vida relacionada à saúde mental17.

Outrossim, um estudo utilizou ferramentas digitais para aplicação de um programa de telerreabilitação pulmonar10. Dentre as quais, destacou-se o uso de smartphones para acesso às sessões de fisioterapia de forma online. A prática consistiu em uma série de exercícios guiados, de aplicabilidade acessível, por meio de mensagens de texto do WhatsApp, chamadas de vídeo e áudio, sendo a intensidade ajustada de acordo com a evolução do paciente ao longo do programa. Essa intervenção apresentou 100% de eficácia e, após a alta, o participante retornou às atividades diárias habituais sem queixas10.

Com relação à farmacoterapia, foi avaliada a eficácia da Palmitoiletanolamida (PEA) e da Luteolina para pessoas com distúrbios persistentes de olfato ou paladar, e, após 90 dias, foi constatado melhora significativa da disfunção olfatória9. Além disso, a eficiência do tratamento medicamentoso para a prevenção de tais distúrbios também foi analisada13,15. Nesse contexto, o uso de prednisona de forma sistêmica, betametasona de aplicação nasal, ambroxol e rinazina, demonstrou aumento do desempenho olfativo dos pacientes13. Em outro estudo, a metformina, ivermectina e fluvoxamina foram administradas para esse fim, todavia apenas a metformina comprovou consistente redução desse risco, sobretudo se iniciada 4 dias após o início do quadro agudo15.

 

DISCUSSÃO

Os estudos demonstraram o uso de diferentes protocolos e tratamentos direcionados aos sinais e sintomas da COVID longa. Nesse cenário, a grande maioria destacou a utilização de novas técnicas relacionadas à fisioterapia, como o treinamento muscular inspiratório, para o fortalecimento muscular e melhora da função cardiopulmonar, bem como o uso de corticoterapia para a prevenção de disfunções respiratórias10,13. Por outro lado, tendo como base a aplicação de técnicas de canto, apenas um estudo trouxe resultados voltados ao manejo das alterações cognitivas e emocionais advindas da síndrome17.

A incorporação da fisioterapia digital, por meio de exercícios personalizados e monitoramento domiciliar, evidencia o benefício do uso das tecnologias para o acompanhamento da eficácia e aplicação das intervenções21. Nesse sentido, o estudo realizado no Malawi expôs o sucesso da telerreabilitação pulmonar, mesmo em contextos nos quais os recursos são limitados10. Esse feito emerge como uma opção inovadora para áreas de difícil acesso e infraestrutura de saúde precária, na medida em que amplia o alcance do cuidado em saúde para comunidades que, de outra forma, enfrentariam barreiras significativas21.

Além disso, os estudos destacaram as múltiplas manifestações patológicas que podem estar inseridas no quadro clínico da síndrome pós-COVID-19, bem como a atuação de diferentes profissionais dentro desse panorama10-12,14-17,20. Isso justifica a especificidade das intervenções testadas, ao mesmo passo que se relaciona à concepção ampliada de saúde, que preconiza a participação de equipes multidisciplinares para um cuidado mais abrangente e integral à pessoa necessitada22.

No que diz respeito ao tratamento medicamentoso para a anosmia, o uso de PEA e Luteolina destacou-se com uma abordagem eficiente frente a esse distúrbio11. Esse desfecho encontra respaldo nos resultados apresentados por um estudo belga que empregou o teste Sniffin Sticks para avaliar a eficácia de um suplemento oral contendo PEA 700mg e Luteolina 70mg em 72 pacientes23. Nessa pesquisa, foi observada uma melhora significativa nos escores avaliados, confirmando a eficácia dessa abordagem farmacológica na gestão desse sintoma24.

Vale destacar que, por tratar-se de um estudo secundário, as limitações dos artigos incluídos podem refletir nos resultados deste trabalho. Dessa maneira, a pequena quantidade de participantes nos estudos implica uma análise de baixo poder estatístico, que pode não representar a população geral afetada pela síndrome pós-COVID-19. Ademais, considerando que essa é uma condição recente e sem diretrizes consolidadas para manejo, o curto período em que os estudos foram conduzidos pode ter limitado a avaliação da eficácia das intervenções testadas, uma vez que aspectos como risco de recidivas e eficácia a longo prazo não foram abordados detalhadamente. Adicionalmente, o uso de metodologias não sistemáticas pode ter interferido na precisão das intervenções realizadas, tal qual na avaliação dessas. Por fim, os critérios de inclusão relativos aos idiomas podem ter restringido a abrangência da busca.

 

CONCLUSÃO

A análise dos estudos revelou avanços importantes no manejo terapêutico da síndrome pós-COVID-19, destacando a eficácia da fisioterapia no alívio de sintomas físicos, como dispneia e fadiga, e no fortalecimento da função respiratória e muscular. No campo farmacológico, abordagens como o uso de corticosteroides e suplementos de palmitoiletanolamida e luteolina mostraram-se promissoras no tratamento de disfunções sensoriais.

Embora importantes avanços tenham sido alcançados, permanece a necessidade de explorar estratégias voltadas para alterações cognitivas e emocionais, ainda pouco investigadas. Todavia, com o crescente aumento das evidências científicas, novas possibilidades de tratamento podem ser vislumbradas.

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES:

As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:

Coelho LSC propôs o tema desenvolvido, realizou o levantamento bibliográfico e participou da redação e elaboração da versão final do artigo. Santos LAS participou do levantamento bibliográfico, da síntese dos resultados e da redação do artigo. Ramos IS participou do processo de síntese dos resultados e da redação do artigo. Paulo VS participou da discussão teórica e redação da versão final do artigo. Barreto JC participou da discussão teórica e da redação da versão final do artigo. Jesus FAM participou da redação da versão final do artigo. Borges GF orientou o estudo e revisou o artigo. Todos os autores discutiram, leram e aprovaram a versão final do artigo.

 

COPYRIGHT

Copyright© 2024 Coelho et al. Este é um artigo em acesso aberto distribuído nos termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Licença Internacional que permite o uso irrestrito, a distribuição e reprodução em qualquer meio desde que o artigo original seja devidamente citado.

 

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