ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Prevalência e fatores associados à obesidade abdominal de mulheres atuantes como agentes comunitárias de saúde
Prevalence and factors associated with abdominal obesity among women working as community health agents
Maria Clara Brant Rocha1; Alenice Aliane Fonseca2; Fernanda Piana Santos Lima de Oliveira*3; João Gustavo Brant Rocha1; Josiane Santos Brant Rocha4,3
1. Residência Médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
2. Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, Brasil
3. Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMOC), Minas Gerais, Brasil
4. Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Minas Gerais, Brasil
Fernanda Piana Santos Lima de Oliveira
Centro Universitário UNIFIPMOC, Ibituruna, Montes Claros, Minas Gerais.
E-mail: fernandapiana@gmail.com
Recebido em: 4 Fevereiro 2025.
Aprovado em: 9 Março 2025.
Data de Publicação: 23 Julho 2025.
Editor Associado Responsável:
Mário Benedito Costa Magalhães
Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Vale do Sapucaí.
Uberlância/MG, Brasil.
Conflito de Interesse: Não há.
Comitê de ética: Número do Parecer - 2.425.756.
Resumo
INTRODUÇÃO: A prevalência de obesidade abdominal tem mostrado um aumento significativo nos últimos anos, sendo mais prevalente entre as mulheres em comparação aos homens. Observa-se que mulheres inseridas no mercado de trabalho apresentam taxas mais elevadas de obesidade abdominal, assim como outras disfunções metabólicas associadas.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de obesidade abdominal, bem como os fatores associados em mulheres Agentes Comunitárias de Saúde.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, analítico, realizado em um grande Centro localizado no Norte de Minas Gerais, Brasil. A variável dependente foi a presença da obesidade abdominal, avaliada por meio da aferição da Circunferência da Cintura (CC), além da avaliação dos fatores sociodemográficos, laborais e clínicos. Foram realizadas análises descritivas e as associações por meio da regressão múltipla de Poisson com variância robusta.
RESULTADOS: Participaram do estudo 565 Agentes Comunitários de Saúde. Dessas, 57.6% (n=389) apresentaram elevada prevalência da obesidade abdominal. As variáveis que se mostraram associadas à obesidade abdominal foram idade maior ou igual a 37 anos (RP=1,48; IC95%=1,25-1,75) percepção do estado de saúde ruim (RP=1,30; IC95%=1,13-1,51) presença de diabetes (RP=1,47; IC95%=1,24-1,75) e hipertensão (RP=1,22; IC95%=1,04-1,44).
CONCLUSÃO: Foi observada uma elevada prevalência de obesidade abdominal, com a condição estando significativamente associada a fatores como idade avançada, percepção negativa do estado de saúde e a presença de diabetes e hipertensão.
Palavras-chave: Agentes comunitários de saúde; Obesidade; Obesidade abdominal; Circunferência da cintura.
INTRODUÇÃO
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo, excedendo a normalidade antropométrica em diferentes graus1. É reconhecida como um crescente problema de saúde pública, devido à sua elevada prevalência e associação com um risco aumentado de múltiplas doenças crônicas, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares2.
O padrão de distribuição de gordura desempenha um papel crucial na determinação do risco metabólico3. A obesidade abdominal avaliada pela circunferência da cintura (CC) é mais patogênica e, portanto, está mais intimamente associada à maioria das anormalidades metabólicas comparado à obesidade geral4,5.
A prevalência de obesidade abdominal vem crescendo nos últimos anos, sendo mais frequente nas mulheres que nos homens6,7. Estudos apontam que as mulheres, especialmente as inseridas no mercado de trabalho, apresentam maiores prevalências de obesidade abdominal, assim como outras desordens metabólicas6. As alterações fisiológicas, o papel social feminino, os cuidados com o lar aliados à execução de atividades laborais, o sedentarismo e a meia-idade podem estar relacionados à prevalência de obesidade abdominal8.
Dentre as mulheres acometidas destacam-se as Agentes Comunitárias de Saúde (ACSs). As ACSs realizam orientações sobre hábitos de vida saudável, incluindo alimentação, atividade física e controle de peso corporal, contribuindo para o gerenciamento de doenças crônicas na atenção primária à saúde9. No entanto, estudos mostram que as ACS não seguem adequadamente as diretrizes de promoção da saúde em seus próprios comportamentos, repercutindo, negativamente, a saúde dessas profissionais10.
Identificar a presença de fatores associados à ocorrência de obesidade abdominal em ACSs é um ponto importante de investigação, uma vez que pode influenciar a implementação de ações de promoção e proteção à sua saúde, e na qualidade de vida e trabalho desses profissionais. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a prevalência e fatores associados à obesidade abdominal em ACSs que atuam em um grande Centro Urbano no norte de Minas Gerais.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo transversal analítico, derivado de um projeto de pesquisa intitulado "Condições de trabalho e saúde de Agentes Comunitários de Saúde do norte de Minas Gerais: estudo longitudinal", realizado na cidade de Montes Claros, MG.
Na época da realização do estudo, atuavam nas 135 equipes de Estratégia da Saúde da Família (ESF) do município de Montes Claros, com um total de 600 ACSs, que foram consideradas como população-alvo. Todas as ACS foram convidadas a participar por meio de carta-convite enviada pelos pesquisadores, por intermédio da coordenação de atenção primária do município, de forma voluntária. Entretanto, 35 profissionais estavam em desvio de função e/ou licença médica, e foram excluídas do estudo. Participaram 565 ACSs.
Previamente à coleta, foi realizada a capacitação dos entrevistadores e o estudo-piloto com 15 ACS, a fim de padronizar os procedimentos da pesquisa. O estudo-piloto permitiu que fossem testados na prática os questionários e o desempenho dos entrevistadores. Após essa fase, a pesquisa de campo foi iniciada.
Profissionais da Saúde, juntamente com alunos de Iniciação Científica, realizaram a coleta de dados de forma individualizada, em uma sala reservada, no Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (CEREST), em dias úteis da semana, no turno matutino, no período correspondente entre agosto e outubro de 2018. O instrumento foi composto por avaliação antropométrica e questionários que abordavam fatores sociodemográficos, laborais, percepção do estado de saúde e clínicos.
A variável dependente no presente estudo referiu-se à obesidade abdominal, aferida a partir da circunferência da cintura (CC). A CC foi considerada elevada quando maior que 80 cm e posteriormente categorizadas (normal e alterada) conforme pontos de corte recomendados pela Organização Mundial da Saúde11. A avaliação foi realizada com as ACSs na posição ereta, respirando normalmente, com os pés juntos, a parte superior da vestimenta (blusa) erguida e com os braços cruzados na frente do peito. A medida foi feita com uma fita métrica inextensível, no ponto médio entre a crista ilíaca e a borda inferior do último arco costal, em uma sala reservada.
As variáveis independentes envolveram fatores sociodemográficos, laborais e clínicos. Os fatores sociodemográficos referiram a idade (até 36 anos e 11 meses/ mais que 37 anos); cor da pele (não branca/branca); estado civil (com companheiro/sem companheiro); escolaridade (ensino superior/até ensino médio); renda familiar (mais que 1 salário mínimo/ até 1 salário mínimo).
A variável laboral envolveu o tempo de atuação na função e contou com a seguinte pergunta para investigação: "Há quanto tempo você atua como ACS?" Posteriormente a variável foi dicotomizada considerando o valor encontrado na mediana em: até 5 anos, e mais que 5 anos.
As condições clínicas foram investigadas através do autorrelato. A presença de Diabetes e Hipertensão foi investigada por meio das questões extraídas do Vigitel (2018)12: "Algum médico já lhe disse que você tem diabetes? Ou hipertensão?". Posteriormente dicotomizadas em: não tem; e tem. A autopercepção de saúde foi obtida por meio da pergunta: "Em comparação com pessoas da sua idade, como você considera o seu estado de saúde?" As quatro categorias de resposta foram dicotomizadas em: positiva (para as opções "muito bom" e "bom") e negativa (para as opções "regular" e "ruim")13.
Os dados foram tabulados por meio do software Statistical Package for the Social Science (SPSS)®, versão 22.0. Para analisar a associação entre obesidade abdominal com as variáveis independentes, procedeu-se à análise bivariada pelo teste ?2 de Pearson. Aquelas que se mostraram associadas até o nível de 20,0% (p≤0,20) foram selecionadas para análise de regressão múltipla de Poisson com variância robusta. Para estimar a magnitude das associações foi realizado o cálculo da razão de prevalência (RP) ajustada e os respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Considerou-se nível de significância de 5,0% (p<0,05) para o modelo final.
O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, no dia 08 de dezembro de 2017, sob o parecer de n° 2.425.756. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido como condição prévia para a coleta de dados.
RESULTADOS
Participaram do estudo 565 Agentes Comunitárias de Saúde. Dessas, 55,2% (n=312) apresentaram alteração da circunferência da cintura. A caracterização do grupo avaliado é apresentada Tabela 1. A maioria das ACS possuía mais que 37 anos de idade (53,8%), cor de pele não branca (87,4%), com companheiro (62,3%), com escolaridade até o ensino médio (59,2%) e renda familiar maior que um salário mínimo (92.4%).
A Tabela 2 apresenta o resultado da análise bruta e ajustada entre as características do grupo avaliado e obesidade abdominal. As variáveis que se mostraram associadas à obesidade abdominal foram: idade (RP=1,57; IC95%=1,33-1,85), estado civil (RP=0,80; IC95%=0,68-0,94), renda familiar (RP=1,24; IC95%=0,99-1,55), percepção do estado de saúde (RP=1,35; IC95%=1,16-1,56), diabetes (RP=1,50; IC95%=1,26-1,78) e hipertensão (RP=1,53; IC95%=1,31-1,78). As variáveis que se mostraram associadas à obesidade abdominal, após a análise multivariada, foram: idade maior ou igual a 37 anos (RP=1,48; IC95%=1,25-1,75); p=0.000), percepção do estado de saúde ruim (RP=1,30; IC95%=1,13-1,51; p=0,000) presença de diabetes (RP=1,47; IC95%=1,24-1,75; p=0,000) e hipertensão (RP=1,22; IC95%=1,04-1,44; p=0,014).
DISCUSSÃO
O presente estudo verificou elevada prevalência da obesidade abdominal nas ACSs avaliadas e apresentou associação com fatores sociodemográficos e clínicos. No contexto internacional, estudo recente realizado na China com mulheres de 18 a 59 anos de idade evidenciou uma prevalência de 42% da obesidade abdominal14. No Brasil, estudo longitudinal referente à saúde do adulto (Elsa-Brasil), publicado em 2022, com mulheres, apresentou prevalência da obesidade abdominal de 30.33%15. Taxas, ainda mais elevadas, foram encontradas em estudos realizados no estado de Minas Gerais com mulheres quilombolas cuja prevalência da obesidade abdominal atingiu 71,3% das participantes16.
A obesidade abdominal está fortemente relacionada a doenças crônicas, apresentando como fator independente para distúrbios metabólicos17, insuficiência cardíaca18 e doenças cardiovasculares (DCV)14. Diversas vias contribuem para o mecanismo de desenvolvimento dessas doenças, como a liberação de citocinas pró-inflamatórias, que levam à indução de inflamação crônica, disfunção metabólica, diferenciação celular e angiogênese19. Considerando o exposto, medidas intervencionistas devem ser acionadas, principalmente, considerando o perfil laboral das mulheres avaliadas neste estudo.
Neste estudo a obesidade abdominal apresentou associação significativa com o avançar da idade. Esse achado está de acordo com estudos de Queiroz et al. (2021)16 e Gibson et al. (2023)20. Fato que pode ser explicado em função das modificações inerentes ao envelhecimento, nomeadamente em mulheres, com as alterações hormonais e a redução da taxa metabólica basal que provocam modificações na composição corporal como o acúmulo de gordura abdominal21. As mulheres de meia-idade geralmente experimentam um aumento médio na circunferência da cintura em até 2,2 cm22, o que pode provocar doenças cardiovasculares e metabólicas, como a resistência à insulina e a Diabetes tipo 223. Portanto, uma melhor compreensão dos mecanismos subjacentes que impulsionam o ganho de obesidade abdominal, durante a meia-idade especialmente para esse público, faz-se oportuno.
A autopercepção de saúde negativa representa um fator de risco para a inatividade física, maior tempo de exposição a telas, segundo Santos et al. (2022)24. Essa situação pode acarretar complicações, como o desenvolvimento da obesidade abdominal conforme estudo realizado por Coelho et al. (2023)25. Nesse estudo, as ACSs que apresentaram pior percepção do estado de saúde apresentaram maiores prevalências da obesidade abdominal. A percepção de saúde feita pelo próprio indivíduo é um forte preditor de morbidade e mortalidade, mesmo se outros fatores como variáveis físicas, psicossociais e sociodemográficas forem controlados26. Por essas razões a autopercepção de saúde é considerada um indicador útil e uma ferramenta prática em inquéritos de saúde populacionais13.
Após análise multivariada, a presença de diabetes e hipertensão manteve-se associada à obesidade abdominal, estudos realizados por Silveira et al. (2018)27 em mulheres vão ao encontro desse resultado. Os achados chamam a atenção considerando que as ACSs são, também, responsáveis por conscientizar a população quanto à prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), nomeadamente a obesidade abdominal. Esse profissional desempenha um papel fundamental na melhoria das condições de saúde da população, atuando como elo entre a equipe de saúde e a comunidade, o que facilita o acesso da população aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)28.
Diante disso, é essencial que estratégias de capacitação e conscientização sobre essas condições sejam intensificadas, não apenas para melhorar a saúde das ACSs, mas também para que possam desempenhar seu papel educativo com maior eficácia. Medidas de conscientização e treinamento contínuo para essas profissionais devem ser reforçadas, de modo a garantir que adquiram o conhecimento necessário para promover a prevenção e o manejo adequado da obesidade abdominal e outras DCNTs, tanto em sua própria saúde quanto na comunidade em que atuam.
O presente estudo apresenta limitação que deve ser pontuada. O delineamento transversal não permite que se façam inferências de causa-efeito em relação à variável desfecho e às variáveis estudadas. Por outro lado, destaca-se a relevância do presente estudo, considerando que ocorreu em um grande Centro Urbano, localizado no Norte de Minas Gerais, Brasil, e contou com uma população representativa das ACSs. Os resultados apresentados podem incentivar para que outras pesquisas envolvendo esse público e DCNT sejam desenvolvidas.
CONCLUSÃO
O presente estudo verificou elevada prevalência de obesidade abdominal nas ACSs da cidade de Montes Claros/MG. Idade maior ou igual a 37 anos, percepção do estado de saúde ruim e presença de diabetes e hipertensão estiveram associados ao desfecho investigado. Esses resultados sinalizam para o desenvolvimento de um olhar mais atento para as ACS, sobretudo no que se refere à construção de um estilo de vida mais saudável. Espera-se que esses achados sirvam para incentivar os gestores a desenvolverem ações relacionadas ao cuidado das ACSs, que têm um importante papel para consolidação da reorientação do modelo de assistência em saúde.
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES:
As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:
Conceptualização, Investigação, Metodologia, Visualização & Escrita - análise e edição: JSBR; MCBR; JGBR. Administração do Projeto, Supervisão & Escrita - rascunho original: JSBR; MCBR; JGBR. Validação, Software: FPSL de O; AAF. Curadoria de Dados & Análise Formal: JSBR.
COPYRIGHT
Copyright© 2023 Rocha et al. Este é um artigo em acesso aberto distribuído nos termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Licença Internacional que permite o uso irrestrito, a distribuição e reprodução em qualquer meio desde que o artigo original seja devidamente citado.
REFERÊNCIAS
1. Melo SPSC, Cesse EÂP, Lira PIC, Ferreira LCCN, Rissin A, Batista Filho M. Overweight and obesity and associated factors in adults in a poor urban area of Northeastern Brazil. Rev Bras Epidemiol [Internet]. 2020; [citado 2023 Out 31]; 23:e200036. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepid/a/d3Mg79yX3bTkDBS3hc55LLw/?lang=pt&format=pdf
2. World Health Organization (WHO). Obesity and Overweight [Internet]. Geneva: WHO; 2024; [acesso em 2023 Out 10]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight
3. Chaudhary M, Sharma P. Abdominal obesity in India: analysis of the National Family Health Survey-5 (2019-2021) data. Lancet Reg Health Southeast Asia. 2023 Jul 1; 14:100208-8. DOI: https://doi.org/10.1016/j.lansea.2023.100208
4. Martins-Silva T, Vaz JS, Mola CL, Assunção MCF, Tovo-Rodrigues L. Prevalence of obesity in rural and urban áreas in Brazil: National Health Survey, 2013. Rev Bras Epidemiol. 2019;22:E190049. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-549720190049
5. Sun X, Liu Z, Du T. Secular trends in the prevalence of abdominal obesity among normal-weight Chinese adults, 1993-2015. Sci Rep. 2021;11(1):16404. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-021-95777-y
6. Fröhlich C, Garcez A, Canuto R, Paniz VMV, Pattussi MP, Olinto MTA. Obesidade abdominal e padrões alimentares em mulheres trabalhadoras de turnos. Ciênc Saúde Coletiva. 2019;24(9):3283-92. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232018249.27882017
7. Macedo JP, Macedo MTS, Souza GP, Lara RAM, Boa Santos IC, Aguiar LGS, et al. Prevalência da obesidade abdominal e fatores preditores em colaboradores técnicos de uma instituição particular do Norte de Minas Gerais. Rev Bras Obes Nutri Emagrec. 2022; [citado 2023 Set 17]; 16(103):814-822. Disponível em: http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2133#:~:text=http%3A//www.rbone.com.br/index.php/ rbone/article/view/2133
8. Bereka SG, Demisse AW, Getahun GK. Prevalence of abdominal obesity and associated risk factors among women civil servants in Addis Ababa, Ethiopia, 2021: an institution-based study. BMC Nutrition. 2022;8:119. DOI: https://doi.org/10.1186/s40795-022-00613-9
9. Magalhães NP, Sousa PS, Pereira GV, Silveira MF, Brito MFS, Rocha JSB, et al. Health-related habits among community health Workers in Montes Claros, Minas Gerais, Brazil: a cross-sectional study, 2018. Epidemiol Serv Saúde. 2021;30(3):e2020976. DOI: https://doi.org/10.1590/S1679-49742021000300002
10. Pretto ADB, Pastore CA, Assunção MCF. Comportamentos relacionados à saúde entre profissionais de ambulatórios do Sistema Único de Saúde no município de Pelotas-RS. Epidemiol Serv Saude. 2014;23(4):635-44. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742014000400005
11. World Health Organization (WHO). Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report on a Who Consultation on Obesity [Internet]. Geneva: WHO; 1998; [acesso em 2023 Ago 29]. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/biblioteca/who-obesity-preventing-and-managing-the-global-epidemic/
12. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2018: Comportamento no Trânsito: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco para lesões causadas pelo trânsito nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2018 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2020; [acesso em 2023 Ago 29]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/cartilhas/2018/vigitel-2018-comportamento-transito-pdf
13. Silva VH, Rocha JSB, Caldeira AP. Factors associated with negative self-rated health in menopausal women. Ciênc Saúde Colet. 2018;23:1611-20. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.17112016
14. Choi HG, Kim HJ. Association between metabolically obese but normal weight and cardiovascular diseases in Korean menopausal women. Menopause. 2023 May 1;30(5):506-11. DOI: https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002092
15. Torres GG, Siqueira JH, Martinez, Pereira TSS, Velásquez Meléndez JG, Duncan BB, OGE, et al. Consumption of alcoholic beverages and abdominal obesity: cross-sectional analysis of ELSA-Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2022;27(2):737-46. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232022272.02282021
16. Queiroz PSF, Miranda LP, Oliveira PSD, Rodrigues Neto JF, Sampaio CA, Oliveira TL, et al. Abdominal obesity and associated factors in quilombola communities in Northern Minas Gerais, Brazil, 2019. Epidemiol Serv Saúde. 2021;30(30):e2020833. DOI: https://doi.org/10.1590/S1679-49742021000300023
17. Warren TY, Wilcox S, Dowda M, Baruth M. Independent association of waist circumference with hypertension and diabetes in African American women, South Carolina, 2007-2009. Prev Chronic Dis. 2012;9:E105. DOI: https://doi.org/10.5888/pcd9.110170
18. Alencar AKN, Wang H, Oliveira GMM, Sun X, Zapata-Sudo G, Groban L. Crossroads between Estrogen Loss, Obesity, and Heart Failure with Preserved Ejection Fraction. Arq Bras Cardiol. 2021;117(6):1191-201. DOI: https://doi.org/10.36660/abc.20200855
19. Silveira EA, Vaseghi G, Santos ASC, Kliemann N, Masoudkabir F, Noll M, et al. Visceral Obesity and Its Shared Role in Cancer and Cardiovascular Disease: A Scoping Review of the Pathophysiology and Pharmacological Treatments. Int J Mol Sci. 2020 Nov 27;21(23):9042. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms21239042
20. Gibson CJ, Shiozawa A, Epstein AJ, Han W, Mancuso S. Association between vasomotor symptom frequency and weight gain in the Study of Women's Health Across the Nation. Menopause. 2023 Jul 1;30(7):709-16. DOI: https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002198
21. Sabóia RS, Araújo AP, Barbosa JMA, Galvão CEP, Cruvel JMS, Ferreira SCN. Obesidade abdominal e fatores associados em adultos atendidos em uma clínica escola. Rev Bras Promoção Saúde. 2016;29(2):259-67. DOI: https://doi.org/10.5020/18061230.2016.p259
22. Sternfeld B, Wang H, Quesenberry CP Jr, Abrams B, Everson-Rose SA, Greendale GA, et al. Physical activity and changes in weight and waist circumference in midlife women: findings from the Study of Women's Health Across the Nation. Am J Epidemiol. 2004 Nov 1;160(9):912-22. DOI: https://doi.org/10.1093/aje/kwh299
23. Fenton A. Weight, Shape, and Body Composition Changes at Menopause. J Midlife Health. 2021 Jul/Set;12(3):187-92. DOI: https://doi.org/10.4103/jmh.jmh_123_21
24. Santos MVA, Feitosa CAL. Avaliação da Qualidade de Vida Dos Agentes Comunitários de Saúde de Um Município do Interior de Pernambuco. RMS [Internet]. 2022 Jun 30; [citado 2023 Out 24]; 4(2):161-7. Disponível em: https://www.revistamultisertao.com.br/index.php/revista/article/view/411
25. Coelho CO, Silva SLA, Pereira DS, Campos EMS. Use of potentially inappropriate medications by older adults in Primary Health Care: cross-sectional study. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2023;26(1):1-15. DOI: https://doi.org/10.1590/1981-22562023026.230129.pt
26. Perruccio AV, Katz JN, Losina E. Health burden in chronic disease: multimorbidity is associated with self-rated health more than medical comorbidity alone. J Clin Epidemiol. 2012 Jan;65(1):100-6. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jclinepi.2011.04.013
27. Silveira EA, Vieira LL, Souza JD. Elevada prevalência de obesidade abdominal em idosos e associação com diabetes, hipertensão e doenças respiratórias. Ciênc saúde Colet. 2018;23(3), 903-12. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232018233.01612016
28. Oliveira FF, Almeida MTP, Ferreira MG, Pinto IC, Amaral GG. Importância do agente comunitário de saúde nas ações da Estratégia Saúde da Família: revisão integrativa. Rev Baiana Saúde Pública. 2022;46(3):291-313. DOI: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2022.v46.n3.a3771
Copyright 2026 Revista Médica de Minas Gerais

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License