ISSN (on-line): 2238-3182
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CAPES/Qualis: B2
Burnout, estresse, depressão e ansiedade em estudantes de medicina
Burnout, stress, depression and anxiety in medicine students
Bruno Monteiro Carvalho; Bruno Nogueira Mota; Giovana Vieira Xavier Borges; João Victor Loschi de Carvalho Eulálio; Leonardo Santos Rodrigues; Pedro Rezende Leal; Luiz André Maciel Marques; Flaviany Custódio Faria
Faculdade de Medicina de Barbacena, Barbacena, Minas Gerais – Brasil
Endereço para correspondênciaFlaviany Custódio Faria
contato@funjob.edu.br
Resumo
INTRODUÇÃO: A medicina se auto seleciona para indivíduos que são motivados, competitivos e capazes de prosseguir anos de escolaridade intensa e altas expectativas. Infelizmente, essas qualidades também contribuem para o desenvolvimento do burnout. Ansiedade e depressão têm sido associadas a problemas médicos e vulnerabilidades dos alunos ao estresse. A profissão médica exige escassa margem para o erro.
OBJETIVOS: Identificar a prevalência de burnout, estresse, depressão e ansiedade em estudantes dos oito primeiros períodos da graduação de medicina e avaliar os fatores associados.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, realizado com alunos dos quatro primeiros anos (oito semestres) de um curso de medicina brasileiro. Os estudantes dos 8 períodos do curso foram entrevistados quanto às variáveis de saúde mental por meio de testes de Qui-quadrado. Para avaliar os fatores associados a cada variável dependente (estresse, depressão e ansiedade), foram utilizados modelos de regressão linear.
RESULTADOS: Burnout foi o transtorno mais avaliado (relacionado a questões pessoais, aos estudos, aos colegas e aos professores), 72% dos acadêmicos apresentaram burnout pessoal e 65% burnout relacionado aos estudos. Quanto ao estresse, 62% apresentaram este sintoma, 40% dos acadêmicos apresentaram ansiedade e 35,3% apresentaram depressão, variando em graus, desde leve, moderada, severa, e extremamente severa. Não foi detectada variância significativa entre os períodos cursados dos acadêmicos e as variáveis acima descritas.
CONCLUSÕES: Os dados encontrados confirmam sobre a formação médica como geradora de ansiedade, depressão, estresse e burnout. Torna-se necessário auxiliar os alunos a desenvolverem mecanismos de defesa mais maduros e adaptados.
Palavras-chave: Esgotamento Psicológico. Estresse Psicológico. Depressão. Ansiedade. Estudantes de Medicina.
INTRODUÇÃO E LITERATURA
Burnout é um estado de exaustão mental e física relacionado ao trabalho ou atividades de cuidado. A angústia durante a faculdade de medicina pode levar ao esgotamento, com consequências significativas, principalmente se o esgotamento continuar na residência e além.1
O esgotamento médico recebeu uma quantidade considerável de atenção nos últimos anos. A medicina se auto seleciona para indivíduos que são motivados, competitivos e capazes de prosseguir anos de escolaridade intensa e altas expectativas. Infelizmente, essas qualidades também contribuem para o desenvolvimento do burnout, cujas ramificações vão além do indivíduo.2
Estudantes de Medicina tendem a relatar níveis mais altos de angústia do que seus pares da mesma idade, apesar de terem perfis semelhantes ou mais saudáveis do que seus pares no início da faculdade de medicina. Isso sugere que a própria educação médica contribui para o sofrimento do aluno. De fato, estudos documentam que os níveis de estresse aumentam ao longo da faculdade de medicina, com pico no segundo ano ou quando os alunos ingressam nas enfermarias.3
Ansiedade e depressão têm sido associadas a problemas médicos e vulnerabilidades dos alunos ao estresse, níveis mais altos de sofrimento psíquico têm sido associados a diminuição da empatia, pensamentos sérios sobre abandono da faculdade de medicina, ideação suicida e baixo desempenho acadêmico.3
Estudos exploram a vulnerabilidade dos alunos ao estresse e demonstram principais estressores para os estudantes de medicina, como por exemplo, falta de equilíbrio, relacionamentos, má orientação/apoio ao aluno, volume de informações, finanças, incerteza do futuro, falta de tempo para si mesmo, tempo e responsabilidade e necessidade de sucesso. Além disto, outros estudos evidenciaram alguns temas principais associados ao sofrimento do aluno como ajuste, preocupações éticas, exposição ao paciente a morte e sofrimento, maus-tratos estudantis, eventos da vida e dívida educacional.4
A medicina requer dos seus acadêmicos e profissionais certas características intelectuais e pessoais, essenciais a uma eficaz gestão dos aspectos biopsicossociais da doença e desempenho clínico. A profissão médica exige escassa margem para o erro e a permanente incerteza ao lidar com questões de extrema sensibilidade, mostrando ser uma importante fonte de estresse para os estudantes de medicina, que parecem sofrer com antecedência. A exposição excessiva a altos níveis de ansiedade, especialmente dentro do ambiente educativo, mostrou-se associada a uma significativa diminuição e prejuízo na qualidade de vida destes estudantes, contribuindo frequentemente em depressão, abuso de substâncias e ideação suicida.5
A vida universitária durante a formação médica requer compromisso e responsabilidade em tempo integral dos graduandos, em relação as tarefas acadêmicas e cuidados prestados aos pacientes e seus acompanhantes. Longas jornadas de estudo, privação de sono, bem como outros fatores podem intervir na vida pessoal cotidiana e são comuns durante este período.6
Esses aspectos, associados à falta de fatores que promovam a qualidade de vida, podem levar a níveis de estresse que impactam negativamente na saúde física, mental e emocional dos estudantes, comprometendo o desempenho acadêmico.
A espiritualidade e o envolvimento em religiões organizadas podem proporcionar aumento do senso de propósito e significado da vida, que são associados a maior resiliência e resistência ao estresse relacionado às doenças. Vários estudos enfatizam o desempenho da religião/espiritualidade como fator de proteção à saúde, acelerando a e prevenindo a recaída da depressão, por exemplo.7
Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo quantificar os fatores associados com transtornos mentais que afetam o desempenho e a qualidade de vida dos estudantes de graduação em medicina, identificar a prevalência de burnout, estresse, depressão, ansiedade e religiosidade em estudantes de medicina e avaliar seus respectivos fatores associados.
MATERIAL OU CASUÍSTICA
Com a autorização do professor presente em sala de aula, foram entregues aos alunos os questionários relacionados à religiosidade (Duke Religion Index), à saúde mental (DASS-21 - Depression, Anxiety and Stress Scale) e Copenhagen Burnout Inventory for college students (CBI-S), eles preencheram os dados de forma individual, em cerca de 10 minutos, e após completo foi recolhido para análise. Os questionários contam com os seguintes dados: Identificação (cabeçalho) na qual possui informações sobre idade, sexo, período que cursa na faculdade e religião. Questionário DUREL (Duke University Religious Index): Esse instrumento avalia a religiosidade. Questionário DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale): A Depression, Anxiety and Stress Scale – Short Form (DASS-21) tem como objetivo medir e diferenciar, ao máximo, os sintomas de ansiedade e depressão. Foi utilizada a versão conciliada do DASS. Utilizado também o questionário CBI – S (Copenhagen Burnout Inventory – Student Version). O CBI é um questionário constituído por vinte e cinco (25) questões que avaliam o burnout. A proposta no presente projeto mostrou-se de acordo com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde – Ministério da Saúde, das diretrizes e das normas que regulamentam as pesquisas envolvendo seres humanos. O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (CEP) da Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME/FUNJOBE), em 06 de julho de 2022, com o número de parecer 5.511.668. As variáveis de estudo foram inseridas em planilha eletrônica a partir dos dados dos questionários e processados em software estatístico STATA v 9.2. Foram produzidas tabelas do tipo linhas por colunas com frequências absoluta e relativa. Foram calculadas medidas de tendência central e dispersão das variáveis quantitativas. A existência de relação entre as variáveis de estudo foi medida através de testes de Qui-quadrado. Foram consideradas significativas as diferenças observadas com valor P ≤ 0,05. Os dados foram expressos em porcentagem, média, desvio-padrão ou mediana (intervalo interquartil), quando apropriado.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo transversal, realizado com alunos dos quatro primeiros anos (oito semestres) de um curso de medicina brasileiro no período de agosto de 2022 a agosto de 2023. Os estudantes dos oito períodos do curso foram submetidos a questionários para avaliação de burnout, estresse, ansiedade, depressão e religiosidade. Foram entrevistados um total de 374 acadêmicos de Medicina. Foi considerada, para o desenvolvimento da pesquisa proposta, a Faculdade de Medicina de Barbacena/MG (FAME/FUNJOBE). A população do estudo foi selecionada a partir dos alunos matriculados no curso de medicina da Faculdade de Medicina de Barbacena no período de abril a setembro de 2023 e que aceitaram responder o questionário proposto aos mesmos. Os critérios de exclusão foram acadêmicos que recusaram participar da pesquisa e questionários de estudantes que responderam de forma incompleta, não finalizando na íntegra as respostas.
RESULTADOS
A prevalência de acadêmicos quanto ao gênero teve maior porcentagem no sexo feminino correspondendo a 61,2 %, e no sexo masculino de 31,8%. A faixa etária variou com mínima de 17 anos de idade e máxima de 37 anos ou mais. A faixa etária de 17-21 anos de idade foi a mais encontrada e prevalente com 63,4%, vindo na sequência a maior prevalência na faixa etária de 22- 26 anos com 25,4%.
Quanto a comparação de análise de gênero e as variáveis pesquisadas, o sexo feminino tende a ser mais ansioso, depressivo, estressado e apresentar Burnout, comparado ao sexo masculino. O sexo feminino apresentou maior prevalência de ansiedade, totalizando 46,3% no nível de leve à extremamente severo. Referente a variável depressão, o sexo feminino também apresentou maior prevalência comparado ao sexo masculino.
Referente ao período que teve mais adesão e participação nas respostas aos questionários foi o 1º período, totalizando 19% em sua totalidade. Em segundo lugar, o período que mais participou da pesquisa foi o 5º período, com uma porcentagem igual a 14,2%. A turma que mais apresentou recusa a participar da pesquisa foi o 3º período, totalizando 5,4%.
Quanto a variável depressão, 64,7% dos acadêmicos de medicina não apresentam quadros de depressão (n=242). Referente a variável ansiedade, 59,3% dos acadêmicos não apresentam ansiedade e estão dentro da normalidade esperada. Quanto a variável estresse, 37,4% dos acadêmicos estão dentro da normalidade. Sobre a variável burnout, os acadêmicos de medicina foram entrevistados sobre a relação com os colegas, questões pessoais, relação ao estudo e em relação aos professores, e de acordo com essas análises, foi identificado uma maior prevalência de burnout pessoal e em relação aos estudos, que apresentaram 72% e 65% respectivamente.
O DASS (Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse), mostrou que a relação de todos os acadêmicos entrevistados que apresentaram ansiedade, depressão ou estresse de leve a moderado, também apresentaram associação com burnout de todas as suas óticas citadas anteriormente.

Quanto ao questionário DUREL (Duke University Religious Index), os resultados encontrados referentes as seguintes considerações: ansiedade, depressão, estresse e Burnout (em relação aos colegas, aos professores, pessoal e em relação aos estudos), foram mais prevalentes e significativos em não católicos (foram incluídos as demais religiões nesta diferenciação, incluindo também ateu e agnósticos – pois não teve variância estatística significativa entre eles), do que nos católicos, demonstrando que a Religiosidade, principalmente dos fiéis praticantes, é fator protetor para enfrentamento de problemas diários, situações estressantes, e questões referentes a vida acadêmica no geral sobre compromissos e responsabilidades.
De acordo com o CBI-S, a questão de estudos é o principal causador de esgotamento nos acadêmicos, e as causas em relação aos professores e colegas, também têm significância e correlação, não sendo casos isolados.
Sobre a religião, mulheres e homens, apresentaram maior prevalência no Catolicismo. Tanto o gênero feminino, quanto masculino, praticam mais a religião católica do que as demais existentes, e a variável Religiosidade demonstrou ser um fator protetor (coping positivo) para amenizar sentimentos desagradáveis de estresse, ansiedade e depressão.
Não foi detectada variância significativa entre os períodos cursados, no quesito das variáveis de ansiedade, depressão, estresse, frequência à igreja ou templos, frequência com que o indivíduo dedica o seu tempo a atividades religiosas e religiosidade intrínseca, nem a burnout pessoal, ou relacionado aos estudos, colegas e aos professores.
Em síntese, o presente estudo demonstra diante estes resultados e para o devido objetivo proposto que é um tema relevante ao meio, uma vez que esses pontos devem ser discutidos no ambiente médico, para que consequências maiores possam ser evitadas.
DISCUSSÃO
A escola médica é reconhecida como um fator estressor de grande impacto na vida da saúde do graduando. Pesquisas com foco nos universitários têm ganhado mais espaço nas últimas décadas em todo o mundo.8
Quanto aos fatores relacionados à idade, encontrou-se em sua maioria neste estudo jovens entre 17 a 21 anos de idade, e este achado pode ser associado a adolescência e o início da vida adulta, na qual são fases da vida em que grandes transformações, tanto fisiológicas, quanto sociais, começam a se manifestar, o que pode aumentar as chances do desenvolvimento de alterações psicopatológicas e ao surgimento de sintomas de depressão e ansiedade.9
A alta prevalência de burnout em acadêmicos de medicina, em comparação a estudantes de outros cursos de graduação em faixas etárias correspondentes, destaca particularidades do curso como fatores predisponentes ao adoecimento mental, entre outros fatores etiológicos estão a sobrecarga de horas, a percepção de competitividade entre os discentes, a tendência à privação do sono e a exposição a sofrimento e morte. O burnout engloba sintomas como exaustão emocional, despersonalização e desrealização pessoal.10,11
Em analogia aos resultados encontrados no presente estudo, foi encontrado em literatura uma revisão sistemática sobre transtornos mentais entre estudantes de medicina brasileiros e descrevia os seguintes dados de prevalência: 31% de casos de depressão; 13,1% de burnout; 13,4% de ideação suicida; 51,5% de transtornos de sono; 89,6% de ansiedade e sentimento de desesperança em 95,5% dos alunos.10
A despeito da relevância do tema, estudos brasileiros sobre sintomas de ansiedade e depressão, em relação a estudantes de medicina ainda são poucos - basicamente transversais e não multicêntricos. A maioria dos pesquisadores concorda que estes sintomas são relevantes durante a formação do médico e influenciam sua maneira de lidar com a profissão, sua própria saúde e seus futuros pacientes, alertando que, acredita-se que a dificuldade de alguns médicos diagnosticarem transtornos mentais pode ter sua origem já no curso médico, este é um excelente momento para abordá-los, já que também não pode haver saúde sem estudantes de Medicina saudáveis, pois aspectos cognitivos, humanos, e comportamentais podem ser influenciados por alterações emocionais não tratadas e não necessariamente graves nesta população.11
Sabe-se que o estudante de medicina passa por uma série de novas experiências que desencadeiam ansiedade e conflitos durante a vida acadêmica. Mudança no estilo de vida, menos tempo para o convívio social, alta cobrança de conhecimento, contato íntimo com a doença e com a morte, criam um ambiente de muita aflição.12
O estresse esteve associado ao estilo de vida dos estudantes, grande volume de informações para compreender, conciliar o limitado tempo para estudar com a realização das atividades de lazer e domésticas, competição entre os estudantes, questões íntimas, aspectos familiares, vestibular competitivo, estranhamento da metodologia de ensino da faculdade, estudantes sem bolsa de estudo e o fato dos estudantes não procurar atendimento psicológico.12
Quanto à ansiedade, a literatura demonstra o fato do acadêmico sentir-se sozinho e moralmente prejudicado, dormir menos horas por dia, sentir-se pressionado pelos pais, e uso de drogas psicoativas.12
Houve uma multicolinearidade neste estudo, na qual variáveis independentes se correlacionam com variáveis independentes. No caso, estresse, ansiedade e sintomas depressivos, inclusive burnout, são altamente correlacionados, exibindo sintomas comuns, por isso quando um sintoma aumenta, tende a elevar os outros.
Os resultados encontrados através da aplicabilidade dos questionários aos acadêmicos de medicina, evidenciaram que ansiedade, depressão, estresse e burnout (em relação aos colegas, aos professores, pessoal e em relação aos estudos), foram mais prevalentes e significativos em não católicos do que nos católicos (praticantes), demonstrando que a Religiosidade é um fator protetor para enfrentamento de conflitos e situações desagradáveis.
Conhecer os fatores de risco e proteção para a saúde mental é de extrema relevância para o planejamento e execução de ações, especialmente na vida acadêmica no curso de medicina. O estudo aqui apresentado possibilita que a temática ganhe visibilidade dado a produção ainda escassa envolvendo o assunto, podendo suscitar mais pesquisas neste âmbito.
Como fatores limitantes de investigação deste estudo, deve-se a recusa de alguns acadêmicos a participarem da pesquisa, não respondendo aos questionários, outra questão limitante e que possibilitaria um possível viés na pesquisa, seria o fato de ser diferentes períodos, cada turma (período) poderia estar em uma fase acadêmica distinta, por exemplo, o acadêmico participante estar em semana de provas, entregas de trabalhos/seminários, estágios, atividades extracurriculares, entre outros. A fase acadêmica na qual o estudante estava passando no dia da resposta ao questionário poderia sofrer impacto e alterações em suas respostas.
Referente a potenciais benefícios do estudo dizem respeito a reforçar atendimento psicológico para os estudantes de medicina, propor e estabelecer serviços de aconselhamentos estudantis e acessíveis para conter estas morbidades.
CONCLUSÕES
Os dados encontrados confirmam sobre a formação médica como geradora de ansiedade, depressão, estresse e burnout.
Torna-se necessário auxiliar os alunos a desenvolver e intensificar mecanismos de defesa mais maduros e adaptados. Consequentemente, planos de prevenção, atenção e estratégias de apoio psicológico a este grupo devem ser reforçados em nosso meio para auxiliá-los em sua trajetória para a vida profissional.
Faz-se necessário o reconhecimento de burnout enquanto condição de adoecimento que interfere na qualidade da formação acadêmica, para que sejam formuladas estratégias de prevenção e diagnóstico precoce durante a graduação.
De forma geral, ainda são escassos os estudos acerca de estratégias de prevenção de burnout. Considerando os prejuízos de adoecimento mental para a formação subjetiva e acadêmica, são necessárias novas evidências embasando estratégias de transformação da formação médica.
AGRADECIMENTOS
A Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME/FUNJOBE), que nos acolhe sempre de braços abertos. À nossa orientadora Flaviany Custódio Faria, que nos acompanhou, fornecendo o auxílio necessário para a elaboração e construção desse projeto. Aos professores Márcio Heitor Stelmo da Silva e Leda Marília Fonseca Lucinda por terem nos auxiliado com tanto carinho e dedicação. Por fim, agradecemos aos discentes que aceitaram participar deste trabalho, respondendo aos questionários.
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