RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 34 S34-S38 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2024v34s3a06

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Artigo Original

Perfil epidemiológico das sequelas pós-covid 19 em amostra de pacientes ambulatoriais atendidos pelo sistema único de saúde

Epidemiological profile of post-covid 19 sequelates in a sample of outpatients assisted by the single health system

Henrique Vidal Lisboa1; Laura Quintão Santana1; Lorena Luiza Pimenta Magalhães1; Natália Muzzi Lopes De Vasconcelos1; Pedro Henrique Ataíde Freitas1; Tânia Maria Gonçalves Quintão Santana1; Juliano Bergamaschine Mata Diz2

1. Faculdade de Medicina de Barbacena. Barbacena, Minas Gerais - Brasil
2. Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil

Endereço para correspondência

Tânia Maria Gonçalves Quintão Santana
E-mail: tmquintao@yahoo.com.br

Resumo

OBJETIVO: Determinar a prevalência das principais sequelas pós-COVID-19 em pacientes ambulatoriais atendidos em um centro de especialidade médicas vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
MÉTODOS: Trata-se de estudo transversal descritivo, realizado com dados primários obtidos de uma amostra de 248 pacientes adultos (≥18 anos), atendidos no ambulatório de referência em atendimento pós- COVID-19 do Centro de Especialidades Médicas (CEM), no município de Barbacena- MG. A coleta de dados foi conduzida por meio de um questionário padronizado, elaborado pelos próprios autores do estudo. O questionário foi composto por 18 itens referentes ao tema "Queixas pós-COVID-19". A análise dos dados foi conduzida por meio do programa SPSS, versão 19.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA). O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS: No presente estudo, as maiores prevalências foram: dispneia (n=70, 28.22%), fadiga (n=61, 24.6%), mialgia (n=41, 16.5%), queda de cabelo (n=41, 16.5%), perda de memória (n=27, 10.9%), tosse persistente (n=27 10.9%), infecção pulmonar (n=22 8,87%), cefaleia (n=14, 5.65%) e ansiedade (n=6, 2.41).
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que as principais sequelas pós- COVID 19 são: dispnéia, fadiga, queda de cabelo, alergia, tosse, perda de memória, infecção pulmonar, cefaléia, alteração do paladar e ansiedade.

Palavras-chave: Complicações. Prevalência. Sistema respiratório. Alopécia. Pandemias. Doenças cardiovasculares.

 

INTRODUÇÃO E LITERATURA

A COVID-19 foi inicialmente descrita como uma doença aguda, cujos principais sinais/sintomas reportados eram tosse seca, febre, anosmia, ageusia e fadiga 1. Posteriormente, foi observado que embora a maioria dos pacientes apresentem manifestações brandas desses sinais/sintomas, uma parcela considerável de doentes podem evoluir com síndromes clínicas importantes que incluem problemas cardiovasculares (e.g. trombose venosa profunda e hipertensão arterial sistêmica), distúrbios metabólicos (e.g. diabetes mellitus tipo 2) e alterações neuropsiquiátricas 2,3 (e.g. ansiedade e depressão). Essas condições tendem a ocorrer em pacientes com comorbidades prévias, mas também podem acometer indivíduos hígidos em qualquer faixa etária 4.

O término do período de quarentena pode não significar a resolução total das manifestações clínicas, ou mesmo sua diminuição. Sobreviventes da COVID-19 têm apresentado uma gama de manifestações após o período de infecção latente, com diversos graus de severidade que podem ou não se relacionar com a gravidade apresentada durante o período em que o paciente esteve com a infecção ativa 5,6. Denominada no âmbito científico de Persistent Post-COVID-19 Syndrome (PPCS), a síndrome persistente pós-COVID-19 tem sido relacionada com sequelas físicas e cognitivas que podem permanecer por longos períodos após o quadro infeccioso 7.

Sendo assim, a presença de sequelas pós-COVID-19 exige um aprofundamento da comunidade científica, a fim de possibilitar uma melhor compreensão sobre as alterações patológicas que podem surgir após o período de doença ativa 8. Além disso, é de suma importância estabelecer a relação das sequelas com o tempo de internação, tempo de surgimento das alterações clínicas após a resolução da COVID- 19 e a gravidade do acometimento observada nos órgãos/sistemas sequelados, bem como observar a variabilidade desses desfechos ao analisarmos hábitos genéticos e sociais prévios à infecção e que podem estar relacionados com fatores intrínsecos e extrínsecos ao paciente 9.

O objetivo do presente estudo foi estimar a prevalência das principais sequelas pós- COVID-19 em pacientes ambulatoriais atendidos em um centro de especialidades médicas vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

METODOS

Desenho o estudo/população

Trata-se de um estudo observacional transversal, de caráter descritivo, descritivo, realizado com dados obtidos em uma amostra de 248 pacientes adultos (≥18 anos), atendidos no ambulatório de referência em atendimento pós-COVID-19 do Centro de Especialidades Médicas (CEM), no município de Barbacena, Minas Gerais, Brasil. O referido ambulatório funciona como um centro de saúde multiprofissional a partir de pacientes referenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram coletados no período entre agosto de 2021 e janeiro de 2022.

Participantes e aprovação ética.

Os participantes foram recrutados por conveniência, de forma consecutiva, adotando-se os seguintes critérios de inclusão: indivíduos adultos com idade maior ou igual 18 anos que relataram alguma sequela após a infecção pelo vírus SarsCov2. Os critérios de exclusão foram: indivíduos menores de 18 anos e indivíduos que não se infectaram pelo corona vírus. Todos os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos da pesquisa e aqueles que concordaram em participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (Apêndice A). O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME/FUNJOBE), sob o parecer n° 4.987.009 (Anexo).

Coleta de dados e variáveis

A coleta de dados foi conduzida por meio de um questionário multidimensional padronizado, elaborado pelos próprios autores do estudo (Apêndice B). O questionário foi composto por 18 itens referentes ao tema "Síndromes Pós-COVID-19". Todos os autores que coletaram os dados realizaram treinamento prévio para familiarização do questionário e padronização das perguntas. As variáveis sócio demográficas obtidas foram: idade (18–39/40–59/≥60 anos); sexo (masculino/feminino); estado civil (com/sem companheiro); raça/cor (branco/preto/pardo); escolaridade (analfabeto/ensino fundamental/ensino médio/ensino superior); e atividade física (sim/não).

As variáveis clínicas obtidas foram: comorbidades prévias ao COVID-19 (sim/não); hipertensão arterial sistêmica prévia ao COVID-19 (sim/não); diabetes mellitus prévia ao COVID-19 (sim/não); uso de medicamentos durante o período ativo da COVID-19 (sim/não); internação durante o período ativo e/ou após a COVID-19 (sim/não); vacina contra a COVID-19 (sim/não); infecção pela COVID-19 após a vacina (sim/não).

Análise de dados

Os dados foram analisados de forma descritiva por meio de medidas de tendência central e dispersão (média e desvio padrão) para variáveis numéricas e frequência absoluta e relativa (n e %) para variáveis categóricas. Todas as análises estatísticas foram conduzidas utilizando-se o programa SPSS, versão 19.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA).

 

RESULTADOS

A média de idade dos participantes foi de 51,6±16,5 anos, com idade variandoentre 18 e 92 anos. Nos 248 pacientes avaliados, foi possível constatar que a maioriafoi da faixa etária entre 40 e 59 anos (n=100; 40,3%), sexo feminino (n=150; 60,5%), estado civil com companheiro (n=150; 60,5%), raça/cor branca (n=147; 59,3%),escolaridade ensino médio (n=97; 39,1) e não realizava atividade física (n=174; 70,2%) (Tabela 1).

 

 

A maioria dos pacientes reportou comorbidades prévias ao COVID-19 (n=166; 67,0%), ausência de hipertensão arterial sistêmica prévia ao COVID-19 (n=130; 52,4%), ausência de diabetes mellitus prévia ao COVID-19 (n=207; 83,5%), uso de medicamentos durante o período ativo da COVID-19 (n=188; 75,8%), ausência de internação durante o período ativo e/ou após a COVID-19 (n=145; 58,5%), ter vacinado contra a COVID-19 (n=247; 99,6%) e ausência de infecção pela COVID-19 após a vacina (n=178; 71,7%) (Tabela 2).

 

 

As principais queixas corresponderam ao comprometimento do aparelho respiratório. Em síntese, as 10 queixas mais prevalentes após a COVID-19 foram: dispneia (n=70; 28,2%), fadiga (n=61; 24,6%), mialgia (n=41; 16,5%), queda de cabelo(n=41; 16,5%), perda de memória (n=27; 10,9%), tosse persistente (n=27; 10,9%), infecção pulmonar (n=22; 8,9%), cefaleia (n=14; 5,7%) e ansiedade (n=6; 2,4%) (Gráfico 1).

 

 

Além destes, outros acometimentos relatados envolveram o sistema cardiovascular (palpitações, arritmias, cardiomegalia e derrame pericárdico), sistema respiratório (sinusite, asma e edema de pulmão), sistema nervoso (ansiedade, depressão, labirintite e síndrome do pânico) e sistema endócrino (hiperlipidemia,disfunção tireoidiana e diabetes mellitus tipo 2).

 

DISCUSSÃO

A infecção pelo vírus SARS-COV-2 se mostrou, de forma inegável, impactanteem termos de saúde pública. Além da alta incidência de hospitalizações por complicações sistêmicas e alta mortalidade durante o período crítico da doença, as repercussões tardias apresentaram capacidade de perdurar após o período de doençaativa, com grande número de queixas sendo reportadas em todo o mundo, com sinais/sintomas únicos ou associados, a depender do paciente e suas características 10. A cronicidade de tais sintomas tornou-se conhecida por síndrome pós-COVID-19, o que é determinada pelo espaço de tempo entre a recuperação biológica e a recuperação clínica 11.

Os sintomas relacionados à síndrome pós-COVID-19 em estudos até então publicados demonstram grande variedade de queixas relatadas12.reportaram que apenas 10,8% de pacientes pesquisados se mantiveram assintomáticos após a infecção pelo COVID-19, e nos sintomáticos, a fadiga constituiua principal queixa com prevalência de 72,8%. Sequencialmente a dispneia foi o segundo sintoma mais encontrado. Tosse, cefaleia 13, disfunção olfatória, alopecia, dores articulares e alteração do paladar também foram mencionadas como prevalentes. Esses achados são também corroborados pelo trabalho de van Kessel etal. 14. Em grande parte dos pacientes infectados pelo COVID-19 observou-se a queda de cabelo persistente tanto durante quanto após o período de recuperação, o que pode estar relacionado com intenso estresse físico e emocional durante o período dedoença ativa. Dessa forma, é evidenciado que alguns fatores de risco para a gravidadeda infecção por COVID-19 como a idade avançada e presença de comorbidades, podem estar relacionados aos mecanismos que predispõem à alopecia 15.

Mostra-se notável também o aparecimento de sequelas cardiovasculares, no qual os pacientes com formas graves da COVID-19 apresentaram comprometimentos cardiovasculares importantes tais como fenômenos tromboembólicos, miocardite e insuficiência cardíaca, com redução da função sistólica e arritmias, muitas vezes, letais. Além disso, em um estudo da Organização Pan-Americana da Saúde 16 cardiomiócitos, inflamação sistêmica, fibrose intersticial miocárdica e hipóxia 17. Portanto, é possível inferir que devido a essas lesões miocárdicas, pacientes com COVID-19 possuem elevada morbimortalidade, especialmente, em pacientes com doenças cardiovasculares prévias.

Importante ressaltar que não apenas a prevalência de sintomas clínicos, mas também alterações psíquicas intervindo no convívio social foram mencionados pelos pacientes amostrados 18. Cita-se a perda de memória e a depressão como dois entre os sintomas psiquiátricos com maior prevalência, sendo também reportado por Stein 2023 19 em uma revisão específica sobre manifestações psiquiátricas secundárias à COVID-19. Nesse sentido, pode-se perceber uma associação importante entre doenças infecciosas e alterações no estado de humor do indivíduo infectado. Vindegaard e Benros 202020 enfatizam que a relação direta entre essas variáveis,e os efeitos destas sobre a saúde mental, são fatores de suma importância na abordagem clínica dos pacientes com queixas pós-COVID-19.

As principais limitações do presente estudo são: a) o desenho transversal, o que impede inferir relações de causalidade; b) há o viés de esquecimento a ser considerado a população-alvo, Por outro lado, pontos fortes também devem ser mencionados: a) uma vez que a amostra foi composta de pacientes adultos ambulatoriais do SUS, é possível generalizar as principais queixas que chegam ao serviço público de saúde; b) do conhecimento dos autores esse é o primeiro estudo a investigar a ocorrência de queixas pós-COVID-19 em pacientes ambulatoriais no município de Barbacena-MG, o que pode fornecer subsídios para estratégias de manejo mais direcionadas e eficazes para esses pacientes; c) ainda que a amostra seja de conveniência, o número de participantes incluídos (n=248), permitiu apresentar um panorama epidemiológico confiável e abrangente das condições de saúde da população local após a infecção pelo COVID-19.

 

CONCLUSÃO

O presente estudo estimou a prevalência das principais sequelas pós-COVID-19 na população de Barbacena-MG. As principais manifestações observadas, em ordem crescente, são: ansiedade (n=6; 2,4%), alteração do paladar (n=13; 5,2%), cefaleia (n=14; 5,7%), infecção pulmonar (n=22; 8,9%), perda de memória (n=27; 10,9%), tosse persistente (n=27; 10,9%), mialgia (n=41; 16,5%), queda de cabelo (n=41; 16,5%), fadiga (n=61; 24,6%) e dispneia (n=70; 28,2%). Tais achados apresentam importância tanto para a compreensão da doença e suas consequências, como também para a atuação profissional no manejo das sequelas encontradas.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores do presente estudo agradecem a FAME/FUNJOBE por possibilitar a realização da pesquisa e por todo o apoio fornecido. De forma especial, agradecem também a todos os pacientes que se prontificaram a responder o questionárioaplicado.

 

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