RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 34 S07-S12 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2024v34s3a02

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Artigo Original

Repercussões hemodinâmicas fetais detectadas pela dopplerfluxometria e achados histopatológicos em placentas de gestantes infectadas pelo coronavírus

Fetal hemodinamic repercussions detected by doppler flowmetry and histopathological findings in placentas of pregnant women infected with coronavirus

Beatriz Freitas Amaral1; Esther Silva Villela Ramalho1; Isadora Duarte Sales1; Mariah Rodrigues Souza1; Stella Pires Amorim Barbosa1; Marcos Murilo Faria2; Heverton Pettersen2; Roberta Duarte da Silva Sales1; André Luís Canuto1

1. Faculdade de Medicina de Barbacena, Barbacena, Minas Gerais - Brasil
2. Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil

Endereço para correspondência

Autor correspondente:

André Luís Canuto
E-mail: alcbarbacena@gmail.com

Resumo

OBJETIVO: Comparar os achados de lesões histológicas placentárias indicativas de má perfusão com o Doppler de artéria umbilical em gestantes positivas para COVID-19.
MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional de corte transversal realizado no serviço de obstetrícia do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Barbacena por meio de prontuários de gestantes infectadas com COVID-19 com a finalidade de analisar possíveis alterações vasculares placentárias indicativas de má perfusão. Foram realizadas ultrassonografias obstétricas com Doppler de artérias umbilicais e exame anatomopatológico de placentas buscando avaliar eventuais lesões histológicas placentárias relacionadas à COVID-19 na gravidez.
RESULTADOS: Avaliou-se 63 gestantes com idade entre 17 e 40 anos (média de idade 28,98±5,90 anos) e idade gestacional variável (entre 13 semanas e 39,29 semanas.) Todas as mulheres incluídas no estudo foram submetidas a dopplerfluxometria para análise do IP das artérias umbilicais, marcador dopplervelocimétrico da função placentária. Em relação ao IP, foram considerados alterados 30 (52,38%) exames e 33 (47,62%) exames considerados normais (sem alteração). As placentas também foram avaliadas por microscopia seguida de análise do IP comparados aos do anatomopatológico e apresentou diferença estatisticamente significativa. Dos 36 exames histopatológicos alterados, 26 apresentaram alterações no IP das artérias umbilicais. Da mesma forma, observou- se um resultado estatisticamente significativo ao comparar a gravidade de COVID-19 e o resultado anatomopatológico. Das 36 gestantes com anatomopatológico alterado, 28 estavam classificadas no grupo COVID-19 II. E das 27 gestantes com anatomopatológico normal, 19 foram classificadas como COVID-19 I.
CONCLUSÃO: Uma proporção significativa de placentas de gestantes acometidas pela COVID-19, apresenta lesões histopatológicas compatíveis com má perfusão. Tais achados histopatológicos foram associados ao aumento de resistência de fluxo das artérias umbilicais e consequentemente à insuficiência placentária. As alterações podem estar relacionadas à gravidade da doença materna.

Palavras-chave: COVID-19. Gravidez. Patologia. Histologia. Placenta. Dopplerfluxometria. Fetal.

 

INTRODUÇÃO E LITERATURA

A doença altamente contagiosa do coronavírus que surgiu em 2019 (COVID- 19) desencadeou uma grave crise sanitária mundial após um surto de pneumonia grave de etiologia desconhecida em Wuhan, província de Hubei, China. A patologia consiste em ser causada por um vírus zoonótico, o SARS-CoV-2, da ordem Nidovirales, da família Coronaviridae1. Trata-se do problema de saúde pública de maior impacto nos últimos anos. Mundialmente, o coronavírus afetou mais de 600 milhões de pessoas e o número de óbitos atingiu mais de 6,6 milhões em todo o mundo até janeiro de 20232. No Brasil, foram registradas cerca de 700 mil mortes3. Várias condições foram associadas a um maior risco de desenvolver doença grave: idade avançada, obesidade, diabetes, hipertensão e doença cardiovascular

Em um primeiro momento, não havia associação entre gravidade da doença e gravidez. Com o aparecimento de novas cepas, principalmente as cepas alfas (B.1.1.7), beta (B.1.351), gama (P.1) e delta (B.1.617.2) e mudanças no genoma viral, um número crescente de mulheres grávidas infectadas pelo SARS-CoV-2 passaram a ter natimortos e as gestantes foram incluídas no grupo de maior risco4.

Os pulmões são os órgãos tipicamente afetados, porém, não são os únicos acometidos, visto que uma parcela de indivíduos infectados com COVID-19 grave demostrou manifestações clínicas referentes às lesões cardíacas, hepáticas, do trato digestivo, renais e distúrbios neurológicos. Há, portanto, evidências crescentes que a infecção por COVID-19 também provoca sinais reveladores de lesões placentárias em gestantes5.

A repercussão da infecção por COVID-19 nas gestantes vem merecendo atenção uma vez que, apesar da placenta possuir importante papel como barreira natural para proteger o feto contra vários patógenos que podem infectá-lo durante a gestação, alguns estudos mostram a ocorrência de invasão placentária pelo SARS- CoV-26–9.

Como em outras infecções na gravidez, estudos são fundamentais para compreender a patologia placentária na infecção por SARS-CoV-2 e seu impacto nos resultados maternos e perinatais. Nesse sentido, esse trabalho analisou as repercussões hemodinâmicas fetais detectadas pela dopplerfluxometria das artérias umbilicais e os achados histopatológicos em placentas de gestantes infectadas pela COVID-19.

O presente estudo teve como objetivo comparar os achados de lesões histológicas placentárias indicativas de má perfusão com a dopplerfluxometria das artérias umbilicais em gestantes positivas para COVID-19.

 

MATERIAL

Desenho o estudo/população

Realizou-se um estudo observacional de corte transversal, por meio de análise de prontuários. Foram incluídas gestantes diagnosticadas com COVID-19 entre março de 2021 a Outubro de 2022 e admitidas no serviço de obstetrícia do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Barbacena, referência em gravidez de alto risco e em atendimento à grávidas infectadas pelo novo coronavírus para macro região de Barbacena.

Foram excluídos os prontuários de gestantes com COVID-19 que não tinham a doença confirmada, as que apresentavam doenças cardiovasculares, outras infecções virais confirmadas, aquelas que não foram submetidas ao Doppler das artérias umbilicais e as que não tinham anatomopatológicos das placentas.

Variáveis do estudo

Foram avaliadas possíveis alterações no Doppler fetal, bem como achados de eventuais lesões histopatológicas placentárias relacionadas à COVID-19 em gestantes.

Na avaliação Doppler velocimétrica da artéria umbilical, o IP (índice de pulsatilidade) tem estrita relação com o pleno funcionamento da placenta, refletindo a proporção de vilosidade coriais que desempenham corretamente as suas funções de trocas gasosas entre a mãe e o feto. Nas situações em que o IP se encontrou abaixo de percentil(P) 95% para idade gestacional, tem-se que entre 75-100% das vilosidades funcionam corretamente. Acima de P95% essa proporção cai para 50-75% das vilosidades. Nos casos de diástole zero, apenas 25-50% das vilosidades realizam as trocas corretamente (falência placentária grave) e na diástole reversa essa proporção possui valor inferior a 25% (acidemia fetal e morbidade neonatal).

Dessa forma, foram coletados do prontuário de pacientes com teste positivo para COVID-19: idade da gestante, idade gestacional, resultados de exames de ultrassonografia obstétrica para avaliação do índice de pulsatilidade das artérias umbilicais ao Doppler e exame histopatológico das placentas. Foi considerado alterado quando o IP ultrapassava o percentil 95 para a idade gestacional (perfusão placentária inadequada) e considerado normal se for abaixo desse percentil (perfusão placentária adequada). A partir da coleta de tais dados e da análise de sinais e sintomas descritos nos prontuários, categorizou-se as grávidas em diferentes grupos a fim de determinar a gravidade da COVID-19.

Tal gravidade foi classificada conforme protocolo do Ministério da Saúde do Brasil4, sendo divididas em 3 grupos. Grupo I (sintomas leves): síndrome Gripal - tosse, dor de garganta ou coriza seguido ou não de: perda de olfato (anosmia), alteração do paladar (ageusia), coriza, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e cefaleia. Grupo II (sintomas moderados): tosse persistente + febre persistente diária OU tosse persistente + piora progressiva de outro sintoma relacionado à COVID-19, adinamia (falta de força física), prostração, hipotermia (baixa temperatura do corpo), diarreia OU pelo menos um dos sintomas acima + presença de um fator de risco. Grupo III (sintomas graves): síndrome respiratória aguda grave (SRAG) - síndrome gripal que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada de lábios ou rosto.

 

 

Por meio da coleta placentária das pacientes administradas no presente estudo houve a análise tecidual através da macroscopia óptica convencional, diagnosticando lesões quando existentes em cada uma. Sendo assim, no exame anatomopatológico foram avaliadas a presença das seguintes variáveis: depósito de fibrina intervilosa, intervilosite histiocítica crônica, nós sinciciais, necrose trofoblástica, trombos vasculares. Após esta análise foram considerados alterados aqueles que possuíam achados característicos de má perfusão de acordo com o Consenso de Amsterdam10, utilizado para as definições de lesões nas placentas de gestantes infectadas no contexto da COVID-19.

Aspectos éticos

O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Faculdade de Medicina de Barbacena com o número de parecer 5.150.996.

 

MÉTODO

Os dados foram expressos em porcentagem, média ± desvio-padrão ou mediana (intervalo interquartil), quando apropriado. Para verificar se os dados apresentaram padrão de normalidade foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk. As comparações das variáveis contínuas foram realizadas utilizando o teste de kruskal- wallis, o qual consiste em comparar mais de dois grupos independentes, de tamanhos iguais ou não, com uma variável de resposta quantitativa. O teste de Mann- whitney, foi realizado para comparação de dois grupos não pareados, verificando-se se pertencem ou não à mesma população.

As variáveis categóricas foram comparadas através do teste qui-quadrado. Os valores de p <0,05 foram considerados estatisticamente significativos. As análises foram realizadas no programa Stata versão 9.2.

 

DISCUSSÃO

Foram avaliadas 63 gestantes, as idades encontradas foram 17 e 40 anos (média de idade 28,98 ± 5,90 anos) e idade gestacional que variou entre 13 semanas e 39,29 semanas.

Tais gestantes foram classificadas de acordo com a gravidade da doença COVID-19 seguindo o Manual de Assistência a Gestante com COVID-19 do Ministério da Saúde – 2020 4 sendo o total de 23 (36,51%) mulheres no grupo I (doença leve), 30 (47,62%) no grupo II (doença moderada) e 10 (15,87%) no grupo III (doença grave).

Todas as pacientes incluídas no estudo foram submetidas a dopplerfluxometria para análise do IP das artérias umbilicais, marcador dopplervelocimétrico da função placentária. Em relação ao IP, 33 (52,38%) exames foram considerados alterados para a idade gestacional e 30 (47,62%) exames considerados normais (sem alteração).

Além disso, as placentas foram avaliadas por macroscopia, seguida de análise histopatológica por patologista, visando detectar áreas de trombos, infartos, corangiose e depósitos de fibrina, sendo os três achados mais encontrados a deposição de fibrina perivilosa, intervilosite e necrose trofoblástica. Os resultados citados demonstram alterações histopatológicas compatíveis com má perfusão e placentite por COVID-19 em 36 placentas (57,14%) e normalidade em 27 placentas analisadas (42,86%).

Na tabela abaixo, estão apresentados os resultados da comparação entre o IP das artérias umbilicais, classificações de gravidade da COVID-19, idade das gestantes e idade gestacional com os achados histopatológicos. Observou-se que os resultados do IP comparados aos dos exames histopatológicos é apresentaram diferença estatisticamente significativa. Dos 36 exames histopatológicos alterados, 26 apresentaram alterações no IP das artérias umbilicais.

Da mesma forma, observou-se um resultado estatisticamente significativo ao comparar a gravidade de COVID-19 e o resultado histopatológico. Das 36 gestantes com exame alterado, 28 estavam classificadas no grupo COVID-19 II (doença moderada). E das 27 gestantes com exame histopatopatológico normal, 19 foram classificadas como COVID-19 I (doença leve). (Tabela 1).

 

 

A tabela 2 demonstra os resultados da comparação entre classificações de gravidade de COVID-19, idade das gestantes e idade gestacional com o IP das artérias umbilicais . Observou-se que a gravidade de COVID-19 comparada ao IP apresentou diferença estatisticamente significativa. Das 30 gestantes com IP alterados, 23 estavam classificadas no grupo COVID-19 II. E das 33 gestantes com IP normal, 21 foram classificadas como COVID-19 I.

 

 

DISCUSSÃO

Alguns vírus, sabidamente, podem atravessar a barreira placentária e infectar diretamente o feto, como o Zika vírus 11, vírus da Rubéola12, herpes-vírus13, e o citomegalovírus14. Cada um deles com repercussões importantes na patologia placentária e consequências fetais bastante conhecidas. Uma grande preocupação no início da pandemia por COVID-19 foi o efeito do vírus SARS-CoV-2 em mulheres grávidas e as possíveis repercussões fetais. Entender a fisiolopatologia da placenta na infecção por SARS-CoV-2 pode ajudar a comunidade científica no manejo das gestações acometidas e seu impacto nos resultados perinatais15.

Assim como lesões microvasculares, tromboses e dano alveolar difuso foram encontrados em autópsias pulmonares de pacientes acometidos, vários estudos já demonstraram a associação entre infecção materna por COVID-19 e lesões histológicas placentárias alterando funcional e morfologicamente a placenta16,17. Como demonstrado nas publicações; esperávamos que lesões com características de dano vascular e má perfusão, semelhantes às encontradas nos pulmões de pacientes acometidos pela COVID-19, seriam também encontradas nas placentas de gestantes infectadas pelo Sars-Cov-218–20. As alterações histopatológicas sugestivas de má perfusão placentária, por sua vez, podem resultar em alterações na dopplerfluxometria das artérias umbilicais uma vez que este vaso, ao Doppler, sinaliza a função placentária.

Em relação à gravidade da doença e sua associação com a patologia placentária, pouco está estabelecido na literatura até o momento. No Brasil, o Ministério da Saúde classificou a doença COVID-19 em três grupos: leve, moderado e grave4. Utilizamos a mesma classificação de gravidade para relacionar aos achados histopatológicos da placenta e alterações de fluxo ao Doppler.

Assim, nosso trabalho encontrou, em uma porcentagem das placentas examinadas, lesões histopatológicas compatíveis com má perfusão vascular como: depósitos de fibrina, tromboses vasculares, necrose trofoblástica, corangiose, nós sinciciais e intervilosites. A deposição maciça de fibrina perivilosa, a intervilosite histiocítica crônica e a necrose trofoblástica encontradas, são características do processo de placentite causada pela doença. Tais achados estão de acordo com o Consenso de Amsterdam10, utilizado para as definições de achados histopatológicos placentários no contexto da COVID-19 e corroboram com um grande estudo publicado recentemente21.

Encontramos, ainda, correlação significativa entre as placentas com características histológicas de má perfusão e aumento no IP das artérias umbilicais. O aumento do IP destes vasos, denota aumento de resistência de fluxo vascular caracterizando quadro insuficiência placentária ao diminuir o fluxo sanguíneo nas vilosidades coriais e espaços intervilosos. O comprometimento do fluxo sanguíneo na placenta, em diversas situações clínicas, pode promover danos importantes na gestação como: restrição do crescimento, acidemia fetal, prematuridade, óbito intrauterino e neonatal22.

Durante nossa investigação achados considerados pouco comuns foram encontrados como: trombose maciça e trombo em uma das artérias umbilicais. As duas situações tiveram como desfecho o óbito neonatal. Tais achados nos chamaram a atenção uma vez que a doença COVID-19 tem descrita em sua fisiopatologia o comprometimento do endotélio vascular23.

Estudos que examinam os efeitos da COVID-19 em placentas de mulheres grávidas ainda são limitados, e os estudos com ultrassom e Doppler são praticamente inexistentes. Encontramos uma única publicação recente onde Soto-Sánchez et.al avalia o Doppler da veia umbilical em gestante com COVID-1924. Em uma outra publicação, o Doppler da artéria umbilical apresentou diástole zero em um feto com restrição de crescimento25. Não encontramos, até o momento, nenhuma publicação que compara os resultados histopatológicos de placentas com o Doppler de artéria umbilical.

Como fatores limitantes da nossa investigação, colocamos a falta de um grupo controle e as pacientes não estarem separadas de acordo com a idade gestacional. Em contrapartida, o fato de serem pacientes hospitalizadas, em sua maioria com doença moderada, apresentando algum grau de dispnéia, desconforto respiratório e/ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente, pode ter favorecido o aparecimento das lesões histológicas placentárias.

O estudo transversal não permite avaliar causalidade, portanto, novos estudos podem ser realizados para correlacionar a patologia vascular placentária, induzida pelo SARS-CoV-2 e resultados perinatais.

 

CONCLUSÃO

Uma proporção significativa de placentas de gestantes acometidas pela COVID-19, apresenta lesões histopatológicas compatíveis com má perfusão. Tais achados histopatológicos foram associados ao aumento de resistência de fluxo das artérias umbilicais e consequentemente à insuficiência placentária. As alterações podem estar relacionadas à gravidade da doença materna.

 

AGRADECIMENTOS

O desenvolvimento deste trabalho de conclusão de curso contou com auxílio de excelentes médicos, dentre eles, gostaríamos de agradecer especialmente a Dra. Roberta Sales por todas as pesquisas, colaboração e disposição no processo de obtenção de dados, além de toda a paciência, acolhimento e ajuda ao longo desses dois anos. Dedicamos esse trabalho à você, com todo carinho, respeito e gratidão.

Também agradecemos imensamente ao Dr. André Canuto, Dr. Marcos Murilo Faria, Dr. Heverton Pettersen e Dra. Leda Marília Fonseca Lucinda pela disponibilidade, orientação e ensinamentos, colaborando para a conclusão deste projeto tão enriquecedor em nossa formação médica.

 

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