ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Violência gera violência: fatores de risco para a tentativa de suicídio entre adolescentes
Violence begets violence: risk factors for attempted suicide among adolescents
Fernanda Alvares Alves Leite1; Michelle Alexandra Gomes Alves2
1. Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Faculdade de Medicina - FM, Programa de Pós-Graduaçao em Promoçao de Saúde e Prevençao da Violência. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais de Minas Gerais - CEPEMG; Centro Universitário UNA-BH. Belo Horizonte, MG - Brasil
Michelle Alexandra Gomes Alves
E-mail: michellealexandragalves@gmail.com
Instituiçao: Faculdade de Medicina da UFMG Belo Horizonte, MG - Brasil
Resumo
OBJETIVO: trata-se de uma pesquisa quantiqualitativa que verificou o número de casos de tentativa de suicídio entre adolescentes do município de Matozinhos, Minas Gerais, no período de 2008 a 2012, assim como buscou compreender os fatores de risco para a escolha dessa violência autoprovocada.
MÉTODOS E RESULTADOS: como resultado da coleta de dados quantitativa nos serviços de saúde local, constatou-se que o dobro dos casos ocorreu com adolescentes do sexo feminino e a escolha prioritária do método para tentativa de suicídio foi pela autointoxicação. Na escuta do grupo focal, desvelou-se que as adolescentes sofreram violência intrafamiliar antes de cometerem a violência autoinfligida e indicaram a primeira como consequência da tentativa de suicídio.
CONCLUSÃO: concluiu-se que a fragilidade das relações e dos vínculos familiares e sociais estabelecidos a partir das violências proporciona uma repetição intrageracional que pode ser prevenida e evitada.
Palavras-chave: Violência; Adolescente; Tentativa de Suicídio.
INTRODUÇÃO
A violência tem se apresentado como um problema universal preocupante, principalmente quando se considera que as ocorrências aumentam entre os jovens. As mortes de adolescentes decorrentes das causas externas, ou seja, acidentes, homicídios e suicídios, no período de 1980 a 2013, elevaram-se consideravelmente, passando de 6,7% para 29%, com perspectiva de crescimento progressivo1.Diante dessa informação, pontua-se a necessidade de estudos e intervenções que privilegiem esse público-alvo. Nessa perspectiva, torna-se relevante compreender a multicausalidade das violências e discutir a forma na qual perpassam o nosso cotidiano influenciando ações, pensamentos e sentimentos.
São diversos os tipos de violência e também as formas como que ela se apresenta. Para melhor compreensão, classificam-se a natureza dos atos violentos ou abusos em quatro modalidades: física, sexual, psicológica e privação ou negligência. As violências existentes também podem ser classificadas conforme sua tipologia e sugerem três categorias, separadas de acordo com as particularidades dos sujeitos que as cometem: a) violência dirigida a si mesmo (autoinfligida); b) violência interpessoal; c) violência coletiva. A violência autoinfligida divide-se em suicídio (ideações suicidas e tentativas) e autoabuso (automutilação).2 O presente trabalho aborda as tentativas de suicídio entre adolescentes do sexo feminino do município de Matozinhos e sua relação com a violência intrafamiliar, entendida como a violência perpetrada por algum membro da família, independentemente do local onde ela ocorre.3
METODOLOGIA
Trata-se de pesquisa quantiqualitativa dividida em duas fases distintas, mas complementares, com o objetivo de investigar a tentativa de suicídio entre adolescentes do município de Matozinhos, Minas Gerais, no período entre 2008 e 2012. O levantamento dos dados quantitativos foi realizado em janeiro de 2013, no setor de epidemiologia do município, nos prontuários do pronto-atendimento (PA - serviço de urgência onde eles eram atendidos e internados) e também do Ambulatório Infantojuvenil (local onde faziam acompanhamento psicológico após alta da internação). No total, foram analisados aproximadamente 137 mil prontuários. Os dados coletados manualmente dos prontuários, armazenados e analisados por meio do programa SPSS versão 19.0, privilegiando as frequências simples dos indicadores: faixa etária, sexo, tipo de tentativa de suicídio.
Em seguida, foram coletados os dados qualitativos por meio de grupo focal com adolescentes. A escolha por essa técnica de coleta de dados justifica-se pela necessidade de ouvir as concepções, pensamentos e sentimentos desse público e dialogar sobre a tentativa de suicídio no município. Nessa relação intersubjetiva com os integrantes do grupo focal foram colhidos dados necessários para a apreensão dos motivos/problema da tentativa de suicídio. A discussão em grupo teve, em segundo plano, caráter mobilizador para proporcionar reflexão e uma ação acerca desse problema de saúde pública. As conversas foram gravadas e também se contou com a presença de um observador externo que relatou as impressões verbais e não verbais do grupo. Foi realizada análise de conteúdo4 seguindo as etapas sugeridas pela autora: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário UNA (CEP/UNA), sob o número CAAE 11451412.2.0000.5098. Todos os aspectos éticos envolvendo seres humanos foram respeitados e todos os participantes e responsáveis assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram encontrados 126 casos de tentativas de suicídio entre adolescentes (Tabela 1). Ressalta-se que apenas um deles estava com o CID correspondente, sendo que outros foram classificados como: com outro CID, mas escrito por extenso; casos sem CID, mas escrito por extenso; casos suspeitos com outro CID, casos suspeitos sem CID. Baseado na classificação das lesões autoprovocadas intencionalmente descritas na CID, foi possível listar os tipos de tentativa de suicídio.
É possível verificar, na Tabela 1, a preferência pela intoxicação para ambos os sexos, exceto em 2012, no qual a escolha masculina prevalente foi pelo corte. Destaca-se o uso de chumbinho, medicação, agente tóxico e álcool/droga, o que converge com a literatura brasileira sobre o assunto, que afirma ser o envenenamento a forma eleita e o que varia é apenas a escolha feita entre medicamentos e pesticidas.5
Percebe-se também, ao longo dos anos, uma manutenção do número de casos de tentativa de suicídio e o aumento da letalidade dos instrumentos utilizados, na sua maioria, pelo sexo masculino, assim como o predomínio feminino nas tentativas de suicídio, que somam 84 casos, representando o dobro de registros do sexo masculino, em acordo com a literatura.5
Ressalta-se que na categoria "outros" encontraram-se: ingestao de objetos, descrições ilegíveis e casos não especificados.
Em relação à parte qualitativa da pesquisa, ressalta-se que foi realizado grupo focal com ambos os sexos, porém neste trabalho serao abordados apenas os aspectos referentes ao sexo feminino, visto que, de acordo com dados quantitativos anteriores, é o público que mais busca essa autoagressão como saída para resolução de conflitos e outras violências. As adolescentes expuseram explicitamente as violências interpessoais sofridas, tanto intrafamiliares quanto comunitárias, realçando a estreita relação de condicionalidade entre estas e a violência autodirigida.
Nos aspectos familiares, destacou-se a disponibilidade de meios em casa para tentativa de suicídio, ou seja, como na maioria dos casos a escolha foi pela autointoxicação, anunciaram a existência e facilidade de obtenção do produto.
A2: ... eu tomei... meus avós tinha problema de coração, pressão alta, eles tinham acabado de comprá os remédio, eu tinha pegado todos os remédios deles e tinha tomado café com eles...
A3: Eu tomei uns remédios, tomei muitos remédios...
A acessibilidade aos "muitos" medicamentos no próprio contexto familiar coloca em evidência a negligência, que é, por si, ato violento contra o sujeito que exige proteção. Outros questionamentos são pertinentes quando se aborda a funcionalidade protetiva de uma família, que deve se basear no diálogo, respeito, coerência e liberdade.
A violência intrafamiliar que atinge crianças e adolescentes cometidas por seus pais, membros de família extensa ou pelos responsáveis revelam uma transgressão dos adultos, porque além de não cumprirem o dever de proteger e promover os direitos de suas crianças e adolescentes, são eles próprios os agentes.6
A família, suposto continente afetivo, revela-se, pois, como lugar de descaso, de omissões e de transgressões. Ali onde as crianças e adolescentes buscam referências e cuidados, torna-se um ambiente desestabilizador, causador de vulnerabilidade psicológica, de fragilidade afetiva. As multifaces da violência conduzem e condizem com as violências.
Considerando a comunicação familiar, verificou-se sua precária existência entre os membros da família na qual as adolescentes conviviam.
A3: [...] num tinha aquela comunicação com meus pais, porque eles num davam liberdade pra mim falá, pra eu me expressá o que eu tava sentino... Bom, eu assim, o meu pai era... ele é muito fechado, até hoje, ele comunica bem pouco dentro de casa. A minha mae é tipo explosiva, nervosa demais, entao assim, a gente não... às vezes o assunto que eu queria falá com ela eu num conseguia, por ela ser muito nervosa ela não dava liberdade de eu comunicá...
A2: [...] para tê um diálogo mesmo com meus pais é muito difícil, adolescência também num tive...
Nesses trechos fica evidente a necessidade de um espaço de escuta e a ausência de respeito diante da necessidade do outro. Com a supressão dessa demanda, a adolescente coloca-se em "outro lugar" que não aquele de quem necessita de cuidado, respeito e carinho. Uma adolescente dizer que nunca teve adolescência ou que não pôde aproveitá-la é a maior expressão da violência interpessoal e coletiva, pois diante da privação de cuidados vê-se ocupando outro papel social diante da sociedade.
A falta de diálogo, as omissões de cuidado, o desrespeito, as rotulagens pejorativas, as agressões verbais, as posturas referenciais geracionais, as agressões físicas, todas formas de violências intrafamiliares, verificadas na escuta do grupo focal com as adolescentes em Matozinhos.
Como resultado dessa violência sofrida, expressa a partir da ausência de diálogo e respeito, o isolamento aparece como possibilidade, saída e, quem sabe, punição.
A2: ... mas só que antes eu num tinha liberdade pra saí, eu num pude aproveitá a minha adolescência... Podê saí, podê conversá mais com os amigos. Num tinha lazê, eles não levava a gente pra passear. Quando era criança num podia aproveitá porque era criança, pra saí, pra tê um diálogo mesmo com seus pais é muito difícil, adolescência também num tive...
A3: [...] mas aquela angústia que eu sentia era tao grande que eu chorava, ficava mais dentro do quarto, num comunicava com a minha família...
Diante de tanto sofrimento, sem suporte familiar, psíquico e social, as fantasias negativas se multiplicam enfatizando uma "síndrome suicida", momento no qual "nasce a ideia de morte": "[...] pérdida de intereses, repliegue sobre sí mismo; suspensión de las vivencias en el tiempo; Inhibición de la agresividad" ("[...] perda de interesse, volta para si mesmo, suspensão das experiências exteriores, inibição da agressividade" - tradução livre).7 Nessa fase, o potencial suicida é mediano e o autor ressalta a possibilidade e necessidade de "prevenção", de ações interventivas e preventivas.
As tentativas de suicídio são ensaios ou buscas de mudanças no seu entorno para término do sofrimento sentido.7 E reforça-se que são imprescindíveis a assistência e o cuidado da pessoa nesse momento.
Os adolescentes são negligenciados e as suas tentativas são vistas, por alguns, como ações individuais, irresponsáveis e "pedidoras" de zelo que não necessitam de intervenções. A partir do uso do poder nos serviços de atenção e cuidado da criança e do adolescente e também no seio do núcleo familiar e social, são, algumas vezes, ridicularizados e discriminados. Eles são mais uma vez "violentados" no seu direito de ser sujeito.
Para intervir, é imprescindível o "olhar do outro". Nesse caso, entende-se como suporte emocional, familiar e social. É fazer com que essas adolescentes saiam da invisibilidade colocada e construída. Caso ess a ajuda não apareça no âmbito doméstico, torna-se urgente outro espaço de escuta para esse sujeito, para que a sua fantasia não se transforme em plano, ou seja, ideação suicida.
A2: [...] eu achava que a minha família era muito desligada... o meu pai, ele começô a trabalhá e ele ficava fora o dia inteiro, era 24 por 24. Entao eu num tenho... até hoje eu num tenho um abraço de pai, não tenho. Sabe quando ocê sente falta de carinho?
Diante da fragilidade dos vínculos, da pouca afetividade, das privações de cuidado, abandonos e negligências sofridas, as adolescentes descobrem-se sozinhas, "sem saída" para tanto sofrimento. Aparecem entao os planos de morte, a "ideação suicida". Preleciona-se que: "[...] La fantasía permanente de huída, el sentimiento de soledad y de que no existe solución ni comprensión para su sufrimiento, transforma el deseo de alejamiento en la idea de desaparecer, de matarse" [...] A fantasia permanente de ruína, o sentimento de solidao e de que não existe solução nem compreensão para o seu sofrimento, transforma o desejo de afastamento em uma ideia de desaparecer, de matar-se" - tradução livre).7 Essa é a fantasia de morte, também chamada de ideação suicida. Nesse momento, há um planejamento da ação com detalhes do tipo: onde, quando, como e que, variando, para o autor, segundo a situação e personalidade do sujeito.
Destaca-se a importância dos vínculos afetivos familiares e as consequências catastróficas diante da demanda não suprida, que nada mais são do que resposta às violências vivenciadas, a tentativa de suicídio como busca desesperada por rompimento da violência, por meio da própria violência.7
A3: - Como naquele instante eu num tive apoio pra um tratamento, eu tentei suicídio. Eu achava assim, num tem outra saída. Ocê se sente tao... parece que cê sofre tanto sozinha, cê num tem aquela pessoa, num tem aquele... num tem um tratamento pra ocê fazê na hora. Num tem ninguém pra te ajudá, o que eu tô fazeno aqui? O que eu vô fazer da minha vida? Vô fica sofreno, sofreno? Melhor acabá com tudo de uma vez. Entao a única saída... acho que todo mundo que é deprimido e num tem ninguém pra ajudá, quando num cai no mundo das drogas tenta o suicídio. É uma experiência muito ruim. Por isso que eu falo que hoje em dia o que falta, a falta que faz é um grupo relacionado aos jovens ou um grupo com os próprios pais pra interagi mais com os filhos. Acho que falta isso. Porque aquele sofrimento é muito grande, ocê num vê saída, ocê tenta de um jeito, tenta de outro, ocê acha que todo mundo... ninguém tá ali pra te ajudá, ninguém tá ali pra te escutá, ninguém tá ali pra te dá um abraço, "conta comigo pro que ocê precisá." Entao acho que a única saída que ocê vê é essa. No momento que eu tava angustiada e num tinha ninguém pra me ajudá, que era a depressão. Muita gente fala, nossa, mas porque ocê fez isso? Todo mundo sempre fala isso, mas na hora que ocê tá ali naquela depressão, ocê num vê outra saída, por isso que eu tentei o suicídio.
Sobre os fatores de risco sociais para a tentativa de suicídio, destaca-se a violência estrutural, que é a base de todas as outras violências, pois ela é silenciosa e se naturaliza no cotidiano da nossa sociedade, sendo "[...] responsável por privilégios e formas de dominação" que reproduzem as misérias e desigualdades, mantendo, inclusive, "[...] o domínio adultocêntrico sobre crianças e adolescentes".8 A ausência de espaços de lazer para as adolescentes do município de Matozinhos aparece enquanto incômodo e demanda.
A3: Bom, lazê é meio difícil aqui, esse espaço, porque num tem...
A2: Bom, o meu lazer aqui em Matozinhos, num tenho. Eu acho que lazê aqui eu não tenho... Eu não acho que aqui tem espaço, porque cultura... aqui não tem esse tipo de coisa. Bom, coisas para interagi com gente jovem num tem. É muito difícil. Se tem é porque cada um caça seu rumo e num expoe o que tá ruim...
E como resposta a essa ausência de espaços para o encontro, o diálogo, o sentimento de pertencimento, a adolescência encontra resposta em outros dispositivos que também produzem o prazer, a droga.
A3: Entao eu acho assim, que os jovens hoje em dia, a droga pra eles, viraram uma diversão pra eles. Isso pra eles agora... ou não...eu vou usá pra mim esquecê os problemas... Entao eles tao tipo, revidano, desfocano o que eles sente por dentro, porque quando eles tao lá eles ficam doido, eles esquecem mesmo. Entao eu acho que isso virou um meio deles, tipo colocarem pra fora o que tá sentino. Eu acho que principalmente dentro de casa, porque tem uns jovens, tipo assim, eles busca esse meio pra pode descarregar aquela... tudo que vem guardano...
Diante dessa ausência, os sujeitos tentam produzir sentido para sua existência:
Se falta sentido, vínculo, sentimento de identidade e de pertença, falta o próprio sujeito - não há reprodução simbólica da sociedade. O vazio resultante, sem dúvida, demandará ser preenchido: é necessário "empanturrar" de coisas e, uma vez que o outro não conta, entra-se no jogo do vale tudo - comida, mercadorias, emoções fortes, "adrenalina", prazeres perversos, agressões, vandalismo, destruição, etc. -, numa tentativa va de recuperar o sentido da própria existência. Nessa situação, a violência passa a ser o único e mais eficiente mediador das relações humanas e seus conflitos, impregnando-as e aos sujeitos e suas concepções (grifo nosso).9
Um ponto de grande importância a ser destacado é que, apesar da existência dos sistemas de notificação de casos de violência, no Brasil, os quantitativos não expressam fielmente nossa realidade, principalmente quando se trata das "tentativas de suicídio". É relevante o aumento expressivo de casos encontrados na faixa etária dos jovens. A subnotificação pode ser também interpretada como uma violência coletiva, visto que não haverá investimento político, econômico e social para a resolução de um problema que, teoricamente, não existe! São violências que geram violências!
Diante dessa problemática, aposta-se em uma visão sistêmica sobre essa problemática e inclui a família e o contexto social,9 pois acredita que o conflito não é individual e apresenta um quadro ressaltando a contribuição desses fatores "externos" ao sujeito como causa primária para que decida por ações que visam à morte ou ao alívio de um sofrimento.10,11
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verificou-se, com base nos relatos das adolescentes, a estreita relação entre a violência intrafamiliar como fator de risco para a tentativa de suicídio. São violências que geram outras violências! A fragilidade das relações e dos vínculos familiares e sociais estabelecidos a partir das violências proporciona uma repetição intrageracional que pode ser prevenida e evitada. A cultura da paz deve ser divulgada e exercida por toda a sociedade, inclusive pelos profissionais que lidam com público infantojuvenil.
REFERENCIAS
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5. Alves MAG, Cadete MMM. Produções científicas brasileiras sobre a prevenção da tentativa de suicídio infanto-juvenil nas últimas décadas. In:V Congreso Latino Americano de Prevención Del Suicidio; 2013 Set 5-7; Campeche, México:Taller; 2013.
6. Azevedo MA, Guerra VNA. Infância e violência doméstica: fronteiras do conhecimento. São Paulo: Cortez; 2005.
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10. Melo EM. Podemos prevenir a violência: teorias e práticas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde. Série: Promoção de Saúde e Prevenção da Violência. Brasília (DF); 2010. 278p.
11. Bentancurt L. Detección y prevención del suicidio en jóvenes: "herramientas para el docente". In:V Congreso Latino Americano de Prevención Del Suicidio; 2013 Set 5-7; Campeche, México; Taller; 2013.
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