ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
A percepção de familiares de idosos frágeis sobre grupos de cuidadores na atenção primária à saúde
The perception of frail elderly families about groups of caregivers in primary health care
Paula Ferreira Chacon1; Karla Cristina Giacomin1; Mônica de Assis Fontes Silva1; Patricia Guimaraens Ferreira1; Elizabeth Costa Dias2
1. Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Faculdade de Medicina - FM, Programa de Pós-Graduaçao de Promoçao da Saúde e Prevençao de Violência. Belo Horizonte, MG - Brasil
Paula Ferreira Chacon
E-mail: paulafchacon@yahoo.com.br
Instituiçao: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Belo Horizonte, MG - Brasil
Resumo
INTRODUÇÃO: o envelhecimento populacional desafia a saúde pública a prestar cuidados a idosos frágeis.
OBJETIVO: este estudo buscou compreender a percepção do cuidador familiar de idosos sobre o cuidado, considerando sua participação no Projeto Qualificação do Cuidado ao Idoso Frágil da Prefeitura de Belo Horizonte-MG.
METODOLOGIA: estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, que utilizou questionário estruturado e entrevistas semiestruturadas para traçar o perfil dos participantes e compreender sua percepção sobre a participação no projeto.
RESULTADOS: participaram 37 cuidadores dos quais 14 foram entrevistados; 94,6% mulheres com média de idade de 59 ± 13 anos; renda familiar entre dois e três salários mínimos; 75% residiam próximo ou com o idoso e cuidavam sozinhos. Segundo os relatos, 62,2% não saíam de casa e 18,9% abandonaram o trabalho. Os entrevistados consideraram que o grupo contribuiu para mudar positivamente o cuidado do outro e de si, favorecendo o vínculo com o serviço de saúde.
CONCLUSÃO: grupos de cuidadores informais previstos na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa devem ser incentivados na atenção primária.
Palavras-chave: Idoso; Cuidadores; Grupos de Autoajuda; Atenção Primária à Saúde.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional brasileiro, acelerado e intenso, desafia o setor de saúde1 a cuidar de 25 milhoes de idosos (60 anos e mais), entre os quais 15,6% com algum grau de incapacidade funcional² que demandam cuidados de um cuidador.3,4
Para apoiar o cuidador familiar de pessoas idosas frágeis, qualificar e humanizar o cuidado no domicílio, a Prefeitura de Belo Horizonte implantou, em 2009, o Projeto Qualificação do Cuidado ao Idoso Frágil (PQCIF), com apoio do Ministério da Saúde. Tal projeto visa capacitar os profissionais da atenção primária e de outros níveis de atenção e criar grupos de cuidadores familiares de pessoas idosas frágeis nas unidades básicas de saúde (UBS)5, contribuindo para a mudança de atitudes e aquisição de habilidades no cuidado da pessoa idosa e no autocuidado.6 Em 2011, instituiu o Programa Maior Cuidado, para evitar hospitalizações e institucionalizações das pessoas idosas, contratando cuidadores formais que colaboram com o cuidador familiar em determinadas tarefas, inclusive sua participação nos grupos do PQCIF.7
Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi compreender a percepção do cuidador familiar de idosos frágeis sobre o cuidado a partir de sua participação nos grupos instituídos pelo PQCIF.
METODOLOGIA
Este estudo exploratório descritivo, de abordagem quantitativa e qualitativa, investigou a percepção de cuidadores familiares que participaram dos grupos promovidos pelo PQCIF, no ano de 2013, em Belo Horizonte. O município conta com 299.572 mil idosos8 assistidos em 147 UBS, por 583 equipes de saúde da família, com cobertura de 83% do território.8,9
O perfil dos participantes foi investigado a partir de 30 questoes selecionadas do questionário estruturado do estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE)10 sobre características e aspectos do cuidador a saber: a) aspectos sociodemográficos: sexo, idade, escolaridade, local de moradia, vínculo de parentesco com a pessoa cuidada e religiao; b) condição de trabalho: atual; se parou de trabalhar para cuidar; se contribui para previdência; c) informações sobre o cuidado: tempo gasto, apoio da família e formação específica; d) atividades sociais, produtivas e de lazer do cuidador. Para padronização e melhor domínio do instrumento pela pesquisadora foi realizado pré-teste com cuidadores familiares que participaram do PQCIF antes de 2013.
Os cuidadores elegíveis para o estudo foram identificados nas listas de presença e selecionados conforme critérios de inclusão: permanecer cuidador familiar de idoso e estar em condições de responder ao questionário, respeitando-se a multivocalidade quanto a sexo, idade, parentesco com a pessoa cuidada, local de moradia, tempo de cuidado e território. Foram critérios de exclusão: óbito da pessoa idosa; ser cuidador formal ou profissional da UBS; residir fora da área de abrangência da UBS; não ser localizado ou não aceitar participar. Os dados obtidos na etapa quantitativa foram organizados em banco de dados e o software Statistical Package for the Social Sciences for Windows Student Version (SPSS), versão 18.0, utilizado para os procedimentos estatísticos, cálculo da frequência, medida de tendência central (média) e de dispersão (desvio-padrao).
Na etapa qualitativa, investigou-se a percepção dos cuidadores sobre o cuidado e sua participação nos grupos, por meio de entrevistas individuais com roteiro semiestruturado sobre: a) como se sente cuidando de alguém idoso?; b) o que é cuidar?; c) a participação no grupo. A aplicação do questionário e a entrevista foram realizadas na UBS ou no domicílio, conforme escolha do cuidador. O número de entrevistas foi definido segundo o critério de saturação.11 As entrevistas, gravadas e transcritas pela pesquisadora, duraram em média 30 minutos. Para garantir o anonimato, o cuidador foi identificado, respectivamente, pelo sexo (letras M para mulher e H para homem), número de ordem da entrevista, idade e estado civil. Os dados qualitativos foram analisados segundo o método proposto por Bardin12 em três etapas: a) pré-análise, na qual se buscou sistematizar as ideias e impressões iniciais; b) exploração do material com leitura atenta das entrevistas, visando identificar as categorias analíticas; c) tratamento e interpretação dos resultados.
Esta pesquisa é parte do projeto "Estudo do Processo de Desenvolvimento do Projeto Qualificação do Cuidado ao Idoso Frágil em Belo Horizonte-MG", aprovado pelos Comitês de Ética em pesquisa da UFMG e da Prefeitura de Belo Horizonte (CAAE 325882147300015140) em 17.10.2014.Os cuidadores que aceitaram participar do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O questionário foi respondido por 37 cuidadores familiares, cujos resultados estao apresentados na Tabela 1. No universo pesquisado, o perfil sociodemográfico encontrado assemelha-se a outros descritos na literatura brasileira10,13 e internacional.14,15 O grupo é formado majoritariamente por mulheres, com média de idade de 59 anos (± 13 anos), sendo a faixa etária predominante acima de 60 anos. A maior presença feminina decorre de normas e valores culturais vigentes na sociedade, segundo os quais a mulher geralmente é a cuidadora do lar, do cônjuge, dos filhos e mais tarde de seus pais.3

Quanto à escolaridade, 75,6% dos cuidadores pesquisados tinham quatro a oito anos de estudo e se consideravam capazes de ler um recado (89,2%), o que difere do estudo cubano cujos participantes possuíam ensino médio completo16 e de um estudo realizado na Bahia cujos cuidadores tinham escolaridade mais baixa.17 Quanto à renda familiar, diferindo dos cuidadores pesquisados por Anjos et al.17, a maioria recebia dois a três salários mínimos e 75,7% deles tinham renda própria. Destes, 48,6% não exerciam ocupação formal e 35,1% estavam aposentados (dados não apresentados). Muitas vezes a atividade de cuidar leva à restrição da jornada de trabalho ou ao abandono do trabalho formal18, conforme observado em 18,9% dos cuidadores entrevistados. E, destes, 67,6% não estavam contribuindo para a previdência social. Em estudo italiano, 80% dos cuidadores familiares eram mulheres, entre 25 e 49 anos e estavam fora do mercado de trabalho em consequência da tarefa de cuidar.14
No grupo pesquisado, mais de 75% dos cuidadores residiam em casa própria, com a pessoa idosa ou próximo dela, e apenas uma minoria morava sozinha, confirmando o estudo SABE brasileiro.10
Quanto à religiao - uma importante estratégia de enfrentamento para lidar com problemas relativos ao cuidado -, predominou o cristianismo (59,5% católicos; 32,4% evangélicos), o espiritismo (2,7%) e 5,4% não tinham religiao. Por vezes, a fé revela a falta de alternativas e de apoio das políticas públicas3 e o familiar sente-se responsável pelo cuidado ao idoso nas 24 horas (45,9%) do dia. Em Portugal, esse tempo era permanente e por muitas horas, observando-se limitações na vida cotidiana, na saúde e no bem-estar do cuidador.15 O caráter crônico do cuidar repercute na condição física e psicológica de quem cuida, especialmente se ele(a) também é idoso(a).13
Exceto por uma entrevistada de 88 anos que cuida dos irmãos há pelo menos 70 anos, o tempo na condição de cuidador variou de um a 26 anos. Apesar disso, quase todos (97,3%) admitiram não terem preparo para a tarefa, confirmando as observações de Caldas19 e Anjos et al.17, que também constataram a ausência de preparo dos cuidadores familiares.
Ademais, o cuidado impoe a esses cuidadores limitações para realizar atividades relativas a convívio social e familiar, lazer e cuidado de si. Na Tabela 2 estao apresentadas as atividades realizadas por eles.

Os resultados mostram que atividades sociais, produtivas e de lazer, que exigem a saída dos cuidadores, são realizadas por apenas 40,5% deles, demonstrando que o cuidado interfere no convívio social. Quanto aos motivos alegados pelos entrevistados para não exercerem tais atividades, foram citados: a sobrecarga (34,0%), a falta de interesse (23,9%) que advém de laços sociais e familiares fragilizados (18%) e não ter com quem deixar a pessoa idosa (14,9%), além de problemas de saúde do cuidador (4,3%), não se sentir à vontade para participar (3,5%), falta de oportunidade e de recursos financeiros (1,4%). Esse achado concorda com o de outros estudos nos quais cuidadores afirmam não participar de atividades sociais porque dedicam a maior parte de seu tempo aos cuidados com seu familiar ou pela falta de apoio para cuidar,18,20 resultando em isolamento social e conflitos familiares.18 Na maioria das vezes, a família e os amigos não percebem a necessidade de apoio ao cuidador, não entendem as mudanças ocorridas com a pessoa idosa e se afastam,20 o que aumenta o sentimento de solidao de quem cuida.
Foram entrevistados 12 mulheres e dois homens com idades entre 37 e 88 anos. Eram casados sete cuidadores, quatro eram solteiros, dois separados e um viúvo. Apenas três não residiam com a pessoa idosa. A maioria cuidava dos pais, quatro dos cônjuges, dois de irmãos e uma mulher de sua sogra. Uma entrevistada precisou parar de trabalhar para cuidar do marido.
A transcrição e leitura atenta das entrevistas permitiram fragmentá-las21 em 27 unidades de significado relacionadas ao cuidado. A análise de conteúdo focalizou categorias que versavam sobre: a) a pessoa de quem cuida; o que é cuidar; efeitos decorrentes do cuidado na vida e na saúde do cuidador; b) a avaliação sobre a participação no grupo; c) sugestoes para grupos futuros. Da análise final, após a interação entre as categorias e sua articulação com o contexto sociocultural vigente, emergiram duas categorias temáticas: "o que é cuidar" e "a percepção sobre o grupo de cuidadores".
"O que é cuidar"
Nesta categoria os entrevistados relataram o significado do cuidado, como se sentem cuidando e por que cuidam. O cuidado é definido em atitudes e sentimentos como "amor", "atenção", "preocupação", "dedicação", "parceria", "oração", "gentileza", "oportunidade", "responsabilidade", "não maltratar", "dar remédio e comida na hora certa", "prazer", "obrigação", "missão". A cuidadora mais velha do grupo vê no cuidado o sentido para sua vida e sintetiza: "Muito feliz. Muito feliz mesmo. Só alegria" (M1, 88 anos, solteira). Cuidadores portugueses também percebem o cuidado como algo que traz dignidade, satisfação e gratidao da família.15 Para o homem cuidador, cuidar inclui as tarefas domésticas, o que difere de pesquisa realizada por Silveira et al.22, cujos participantes cuidam em "retribuição", por "obrigação" e para "suprir necessidades" do familiar idoso, sem, contudo, incluir as atividades domésticas.
O acúmulo de tarefas e responsabilidades do cuidado modifica a vida dos entrevistados. Essa constatação, já verificada na etapa quantitativa (Tabela 2), traduz-se nas narrativas por termos como: "cansada", "doente", "não contar com ajuda de outros familiares", "ter saído do trabalho", "não tenho companhia"; "nem sempre estou disponível"; "não conheço pessoas", "não sou chamada para sair". Esse isolamento social e as mudanças na relação familiar e no círculo de amizades repercutem negativamente na saúde do cuidador.13 Embora todos os entrevistados utilizassem expressões positivas como "sentir bem", "ser útil", "dever cumprido", "cuidar por amor" e "oportunidade de aproximação com a pessoa idosa", descreveram-se como "impacientes", "fatigadas" e "presas" pelo cuidado e expressam sentimentos variados, conflituosos e ambíguos. Ao falar sobre quem cuidam, realçaram características negativas, tais como "teimosa", "ranzinza", "nervoso" ou infantilizadas - "é como se fosse uma criança", "igual ao feto".
Essa experiência heterogênea, influenciada por valores culturais e muitas vezes não escolhida ou esperada, pode se dar de diferentes formas e despertar sentimentos múltiplos no cuidador3,23, pois a qualidade do relacionamento familiar influi na forma de cuidar. Conflitos, desarmonia e incompatibilidade de valores comprometem a qualidade do cuidado e desafiam a obrigação imposta pela legislação de que o cuidado seria responsabilidade, em primeiro lugar, da família.4,20
"A percepção sobre o grupo de cuidadores"
Embora decorrido mais de um ano da realização dos grupos, os cuidadores narraram a atividade em riqueza de detalhes. Elogiaram o horário, tempo de reuniao; agenda favorável; atenção e dedicação da equipe; dinâmicas utilizadas. Estudo de revisão sistemática identificou que, à semelhança da metodologia empregada no grupo do PQCIF, atividades variadas, como palestras, relaxamento e discussão de temas, são mais efetivas.24
Na percepção dos entrevistados, o grupo promoveu mudanças na forma de cuidar e no vínculo com o serviço de saúde e ajudou-os de muitas maneiras: "apoio", "aprendizado", "aproximação da equipe", "inclusão", "valorização", "socialização", "troca de experiências", "segurança". E permitiu tomar consciência de que:"Eu tenho que ter qualidade de vida para que eu possa acompanhá-la, eu tenho que estar bem comigo. Porque senão eu vou desabar. [...] se você não cuida de você, não consegue cuidar de outra pessoa" (M6,53 anos, separada).
As cuidadoras entrevistadas, mesmo idosas, continuaram exercendo a tarefa de cuidar, expondo-se a problemas de saúde, desgastes físico e emocional, sobrecarga, além do comprometimento do próprio cuidado,13 posto que quando atuam na própria família esquecem de si para cuidar do outro.24 Estudo realizado em São Paulo confirma que atividades de grupo contribuem no manejo da pessoa cuidada, proporcionam bem-estar emocional e social para o cuidador e desenvolvem habilidades para o cuidado que geram segurança e reduzem o risco de adoecimento para ambos - cuidador e pessoa cuidada.25 Na Colômbia, um programa educativo com atividades coletivas de valorização do cuidador familiar e de construção de rede de apoio obteve resultados positivos quanto à sobrecarga e funcionalidade familiar, confirmando a importância do trabalho com grupos de cuidadores.26
Também se reconhecem mudanças no vínculo com o serviço, conforme esclarecem estas entrevistadas:
Eu vi portas... que quando precisasse eu podia contar... o curso ajudou muito, porque às vezes o cuidador fica um pouco perdido, cansado, pensando: o que eu vou fazer? (M10, 62anos, solteira).
As pessoas aprendem mais, têm mais conhecimento e vai poupar bastante esse lado [do serviço] (M2, 45 anos, divorciada).
A interação e a cooperação entre profissionais e cuidadores reduzem o trabalho para ambos, que passam a contar com o serviço em suas dificuldades,27 prevenindo a institucionalização da pessoa idosa.22 Os entrevistados reconheceram o valor da experiência coletiva de aprendizagem e apresentaram sugestoes para a continuidade e aprimoramento dos grupos. Sugeriram o estabelecimento de efetiva parceria com o programa Maior Cuidado27, para viabilizar sua participação.
Esta pesquisa confirma que ser cuidador de uma pessoa idosa frágil envolve múltiplas atividades e responsabilidades, perpassando por características de sexo, idade, escolaridade, condições socioeconômicas e culturais, que precisam ser consideradas na atenção primária.
Quanto às limitações deste estudo, cabe ressaltar que a coleta dos dados foi realizada um ano após a participação dos cuidadores nos grupos, o que pode favorecer um viés de memória. Apesar disso, todos os cuidadores familiares localizados aceitaram participar, demonstrando bastante segurança nas informações, espontaneidade e interesse nas respostas.
CONCLUSÃO
O presente estudo demonstrou, em ambas as etapas, quanti e qualitativa, que, embora os cuidadores se declarem satisfeitos com a tarefa de cuidar, a sua inserção social, o lazer e a convivência com amigos e familiares ficam comprometidos. Faltam informações, suporte emocional e rede de apoio que possam amenizar a sobrecarga, a solidao e o despreparo para o cuidado. A religiao aparece como estratégia de enfrentamento dessa dificuldade no cuidar.
Na percepção dos cuidadores, os grupos do PQ-CIF na atenção primária abrem portas para o serviço, fortalecem o vínculo com as equipes e os beneficiam em relação à compreensão do processo de envelhecimento, do cuidado do outro e de si.
Inserir o cuidador no plano de assistência e promoção da saúde da família, dando-lhe visibilidade e valorizando seu papel, é uma das recomendações da PNSPI e integra o escopo da Estratégia de Saúde da Família. Portanto, é fundamental que os gestores promovam grupos de cuidadores familiares na atenção primária, como parte da agenda das equipes no cuidado à população idosa e reconheçam um aliado frágil e até entao pouco visível ao serviço: os cuidadores familiares.
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