ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Um olhar sobre a violência na perspectiva dos homens
Violence in the perspective of men
Rosemary Maria de Oliveira; Alane Maia; Beatriz Eugênia Palhares; Daniele Rodrigues de Souza Carmona; Danielly Aparecida de Jesus; Joao Pedro Laurito Machado; Nadiele Daiane de Oliveira; Palmira de Fátima Bonolo; Elza Machado de Melo
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Faculdade de Medicina-FM, Programa de Pós-Graduaçao em Promoçao da Saúde e Prevençao de Violência. Belo Horizonte, MG - Brasil
Endereço para correspondênciaRosemary Maria de Oliveira
E-mail: rosolive1411@hotmail.com
Apoio financeiro: Brasil. Ministério da Saúde.
Instituiçao: Faculdade de Medicina da UFMG Belo Horizonte, MG - Brasil
Resumo
INTRODUÇÃO: a violência deve ser abordada nas ações de promoção à saúde, na busca da plena cidadania e dos direitos humanos na população geral e em grupos socialmente vulneráveis.
MÉTODOS: estudo qualitativo mediante grupos focais realizado no bairro Veneza, município de Ribeirao das Neves, Minas Gerais. Avaliaram-se quatro faixas etárias (anos): 11 a 14, 15 a 24, 25 a 36 e com 60 anos mais.
OBJETIVO: avaliar a percepção dos homens acerca dos tipos de violência cometida, vivenciada e contribuir para estratégias de prevenção.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: a violência foi definida como verbal, intrafamiliar, institucional, sexual, bem como em consequência de uso de drogas lícitas e ilícitas. De modo geral, os homens atribuem a violência contra a mulher à consequência das atitudes e comportamentos das mesmas. Os homens em todas as faixas etárias relataram vivências de situações de violência, especialmente nas idades mais jovens. Os fatores desencadeantes da violência foram frutos da desigualdade social, do desemprego e uso de bebida alcoólica. Entre as estratégias de prevenção citaram-se o apoio da família, o policiamento de escolas, o conhecimento e a informação, o diálogo e o exemplo paterno: você se espelha no seu pai. Acho que nós, nossa família, todos, somos comparados com uma planta, a planta cresce e dá uma flor bonita.
CONCLUSÕES: destacaram-se a família e as políticas públicas para aumentar a chance de os homens se afastarem da violência. É possível prevenir a violência e interromper o ciclo vicioso entre vivência e a prática de ações de violência.
Palavras-chave: Saúde Pública; Violência Contra a Mulher; Direitos Humanos.
INTRODUÇÃO
A violência é um fenômeno complexo e multicausal. É uma ação determinada a partir das relações de força, tanto em termos de classes sociais quanto em termos interpessoais. Para Chauí1, a violência representa "a conversão dos diferentes em desiguais e a desigualdade em relação entre superior e inferior".
As políticas e os programas de combate à violência de qualquer natureza ou gravidade devem ter a perspectiva de sexo para que mulheres e homens possam ser beneficiados equitativamente. Destaca-se a necessidade de sensibilizar e empoderar para a prevenção da violência com foco especial em adolescentes e adultos jovens.2
A violência é concreta, histórica e deve ser abordada nas ações da promoção da saúde, na busca da plena cidadania e direitos humanos na população geral e, especialmente, em grupos socialmente vulneráveis.3 O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção dos homens acerca dos vários tipos de violência cometida, vivenciada e contribuir para estratégias de prevenção.
MÉTODOS
Análise qualitativa mediante grupos focais com residentes da regiao administrativa de Veneza, no município de Ribeirao das Neves, Minas Gerais. Essa análise configura-se como um subprojeto do estudo realizado em 2009, cuja metodologia consistiu na realização de 30 grupos focais, com residentes do município de Ribeirao das Neves, organizados por faixa etária, sexo e regioes administrativas do município. Ribeirao das Neves tem população de 325.846 habitantes com 99% vivendo em área urbana. O bairro Veneza é atendido por vários serviços, porém tem alto índice de violência e extrema segregação espacial, pois o bairro iniciou-se com uma invasão próximo da rodovia.
Os participantes desta análise foram homens. Por ser uma pesquisa qualitativa, a amostra foi definida por saturação dos significados coletivos atribuídos ao objeto investigado. Os critérios de inclusão foram: residir no município, estar na faixa etária de 10 anos ou mais e ter interesse voluntário em participar. A organização dos grupos por regiao administrativa garantiu a presença de participantes originários de diferentes condições de vulnerabilidade social. Os participantes do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Informado.
O registro dos dados empíricos foi feito pela gravação das falas de cada grupo. A etapa da análise foi iniciada pelas transcrições das gravações, seguida por uma leitura exaustiva do material transcrito. A seguir, foram definidas categorias analíticas geradas pela articulação dos pressupostos da teoria condutora do estudo com os dados empíricos coletados e, assim, prosseguiu-se com a análise, realizada por um movimento incessante entre as fontes empíricas e teóricas, característico do método hermenêutico-dialético descrito por Minayo.4
Para esta análise houve a participação de homens de quatro faixas etárias: grupo A - 11 a 14 anos; grupo B - 15 a 25 anos; grupo C - 25 a 36 anos; e grupo D - acima de 60 anos. Os temas dos grupos focais foram: o que é violência; o que é ser homem; percepção sobre as mulheres e a violência contra elas; as violências vivenciadas por homens e mulheres; fatores desencadeantes de violência; estratégias para enfrentar e prevenir a violência.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Violência
Observou-se diversidade entre as faixas etárias na definição do que é a violência. O grupo A (11 a 14 anos) relatou a violência como agressão física e abuso sexual. Além disso, foi discutida a transgressão de normas e violência verbal. Para o grupo B (15 a 25 anos), a violência foi apresentada como agressão física, em algum momento como não intencional, por exemplo, pelo abuso de drogas. Ainda, como uma ação utilizando força e também se enfatizou a violência verbal e intrafamiliar, especialmente entre pai e filho.
Uma coisa dentro de casa no dia a dia é uma violência, pai com filho, filho com pai, violência é várias coisas.
O grupo C (25 a 36 anos) caracterizou a violência como originária das relações interpessoais, especialmente contra a mulher, sendo física, verbal ou psicológica, ou seja, tudo que impede o exercício dos direitos. Há uma tendência a descrever as violências mais graves (morte ou pronto atendimento). O grupo D (acima de 60 anos) conceitua a violência como falta de segurança e deficiência nos serviços de saúde. Destacou-se a violência institucional do setor saúde, sendo que a falta de investimentos na área leva a uma oferta deficiente e falta de acesso da pessoa idosa ao sistema de saúde.3
Tem muita na regiao. Drogas, assaltos. Falta de investimento na saúde.
Ser homem
Houve variações entre os grupos no autorrelato do "ser homem". O grupo A descreve o homem com bons sentimentos ou que tenha formação de nível superior. O grupo B refere-se ao homem como forte e tem que esconder seus sentimentos de sofrimento. No grupo C o homem é referido como responsável pela família, compartilhando tarefas domésticas e sendo modelo para os filhos. Para o idoso do grupo D, o homem deve ser religioso e cuidar da família e dos negócios com honestidade e respeito.
Faculdade. Respeito. Trabalhar. Ser carinhoso, honesto, educado, bom. Responsabilidade, dar um exemplo bom para os filhos.
Percepção sobre as mulheres e a violência contra elas
A percepção da mulher e o motivo por que elas são vítimas de violência mostrou-se de forma homogênea nos quatro grupos analisados. De modo geral os homens participantes acreditam na independência feminina, mas atribuem a violência cometida contra as mulheres à consequência dos atos e atitudes das mesmas.
As mulheres andando quase peladas na rua você não pode nem olhar elas, porque está mexendo. O pior é que tem mulher que merece apanhar.
Relatando a violência contra mulheres, Caldas e Gessolo5 citam que, independentemente da ação, a violação dos direitos das mulheres é exercida pelos homens em resposta a uma ameaça fictícia à sua masculinidade (identidade). A ideia também é que as mulheres querem se igualar aos homens e por isso se expoem a violências.
[...] A namorada dele tava ficando com o primo dele, aí ele pegou os dois de porrada. Tem que matar não, mas dependendo do caso.
Alguns estudos demonstram a importância do papel provedor do homem na ordem doméstica. O desemprego configura-se desse modo como uma vivência de impotência, refletindo negativamente na virilidade.6
Igual o cara que o filho saiu pra trabalhar em São Paulo, ficou três meses fora, aí o pai ficou cuidando da nora, e o pai tomou a mulher do filho porque o cara não deu conta do recado.
Outro ponto relevante é que em muitos casos a violência tem caráter punitivo a algum tipo de traição. Vários depoimentos reforçam esse tipo de pensamento nos homens. A violência de gênero ocorre no ambiente intrafamiliar e na participação social da mulher.7 Porém, o trabalho da mulher aparece somente como contribuição para o orçamento doméstico.
Antes o homem queria segurar a onda em casa sozinho. Hoje não... ela tem que me ajudar.
As violências vivenciadas por homens e mulheres
Dados recentemente publicados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar8 com estudantes do 9º ano do ensino fundamental de todo o país e estatística da Organização Mundial da Saúde9 demonstram que metade dos escolares (50,8%) frequenta escolas situadas em áreas de risco em termos de violência. Assim, o grupo A relatou situação análoga em relação às vivências de violência. Em relação a participar de eventos violentos, esse grupo ainda descreve episódios de violência intrafamiliar, como pai batendo em filho, briga entre irmãos.
Em casa, minha irma apanhou. Nós dois brigamos [irmãos] e quando ele começa a me irritar eu começo a bater nele e ele me bate. Mas que pai que não bate? Não tem pai que não bate não.
Sobre ter cometido violência, a maioria afirmou já ter praticado algum ato violento, mas alguns declararam que o fizeram apenas em resposta a provocações.
Eu já bati. A gente não quer brigar, mas os meninos ficam: "vem brigar, você é mulherzinha".
Quanto ao envolvimento de homens e mulheres em violência, o grupo A tem a percepção de que o tipo de violência em que ambos se envolvem de maneira semelhante é por meio da criminalidade, da prostituição e por causa das drogas. Apesar de perceber que tanto homens quanto mulheres participam de situações perigosas, expressam sua visão de que muitas vezes os homens ficam mais expostos à violência por causa da exigência a que são submetidos em seu papel masculino e que as mulheres lidam melhor com o confronto violento.
Tem mulher que vende o corpo por dinheiro e depois vai lá e mata o homem. Prostituição ganha dinheiro fácil. Como ele é homem ele tem que cuidar de tudo, aí muita violência. A mulher é mais encostada, mais calma e os homens agressivos. A mulher tem mais controle sobre ela.
O grupo B fez referência a envolvimento em violência interpessoal, entre irmãos e com pessoas desconhecidas, esta última por perda de controle.
Já dei paulada no meu irmão. As vezes a gente tá errado, mas não se dá conta. A gente acaba se desesperando.
Os participantes do grupo C relataram discriminação e preconceito devido à condição socioeconômica, aparência e ao pertencimento territorial.
Falam que é traficante por morar no bairro. O cara rala o tempo todo, tudo pra poder comprar um carro, e o pessoal: "esse cara tá roubando".
Esse grupo também pontuou experiências de violência por meio da ação policial. Sobre o envolvimento das mulheres com a violência, o grupo C também acredita que elas estao agindo de forma similar aos homens, com a diferença de que percebem que em alguns casos, como ciúmes e traição, estao agindo de forma até mais agressiva.
Tem mulher mais brava que o homem, as mulheres são até mais violentas... Tem mulher que não aceita traição de jeito nenhum.
O grupo D já descreve que as mulheres são até mais violentas, mas usando algum tipo de estratégia em que ela agride de forma mais sutil, sem agressão física.
A gente que é casado sabe, a mulher não poe a mão, mas ela tem uma maneira de praticar violência com o marido, sem agressão física.
Discussão, briga entre alunos, entre aluno e professor e entre as mulheres dentro da escola foram experiências que tanto o grupo A quanto o B expuseram.
Na escola. No colégio. Perto de casa [...] o professor [...] na sala como não conseguiu expulsar ele da escola aí tentou matar ele. Cortam o cabelo das meninas na minha escola.
Em geral, relatam que o distrito apresenta-se como uma regiao bastante vulnerável em relação ao nível de violência, todos os grupos relataram ter presenciado episódios com morte e assalto.
Fatores desencadeantes de violência
Os grupos entrevistados atribuem a ocorrência de violência a diversos fatores, tanto políticos e sociais - a exemplo do desemprego, desigualdades social e uso de drogas - quanto familiares ou interpessoais - como o ciúme. A maioria dos grupos citou o desemprego como fator que predispoe os indivíduos às situações de violência, de acordo com os seguintes depoimentos. Houve associação da situação de desemprego e criminalidade. Esse entendimento é corroborado por autores que demonstram o aumento da violência em períodos de recessão econômica, especialmente a classe trabalhadora urbana, que sofre com a falta oportunidades de empregos e diminuição de salários.10
Se não arrumar emprego, o que fazer? Roubar, traficar?
Os entrevistados indicaram a situação de desemprego como gerador de criminalidade. A desigualdade social foi citada de forma mais direta nos grupos B, C e D.
[...] O cara estuda para fazer um concurso público, o cara vai disputar com gente que já fez faculdade, estudou em escola particular, entao a chance dele é bem maior. [...] Quando a gente fala de violência, fala de problemas sociais.
Outro fator muito citado entre os grupos A, B e C foi de que o uso de drogas gera violência. De acordo com Laranjeira et al.11, a violência, muitas vezes, está ligada está ligada ao uso de bebida alcoólica. O fator ciúme também esteve presente nos discursos dos grupos A e C, como estimulador da violência.
Estratégias para enfrentar e prevenir a violência
Na visão dos entrevistados, é possível prevenir e combater a violência de diversas formas. O grupo A apresentou como estratégias a ajuda dos pais; o poder da polícia e da religiao; ou ainda apenas evitar brigas, mau comportamento; ou ter mais respeito pelas pessoas.
Chama os pais. Chama a polícia pra dar um jeito... Talvez se tivesse polícia na escola. Ir mais na igreja. Evitar as discussões.
No entanto, de forma mais elaborada percebem que muitos estao enfrentando a violência com mais violência, reconhecendo que enfrentar a violência dessa forma só causa mais violência, gerando um círculo vicioso de perpetuação da violência nas relações sociais.
Eles não estao enfrentando a violência, a violência gera mais violência.
Em seu estudo, Murta12 afirma que abordar o manejo de emoções e o pensamento crítico acerca dos papéis de sexo ganha sentido, tendo em vista que os estereótipos de papéis de sexo masculino e feminino encerram diversos tabus quanto ao reconhecimento e à expressão de emoções para homens e mulheres. Nesse sentido, o grupo B acredita que atividades que propiciem contato com pessoas diferentes de seu meio podem ajudar a adquirir mais conhecimento e, consequentemente, mais sabedoria para enfrentar e superar a violência.
Adquirir mais conhecimento e conhecimento é sabedoria, dependendo da idade você tem mais sabedoria. [...] É bom ter dialogo com alguém.
Demonstrando a função paterna como figura importante na estruturação da psique humana e na construção da personalidade das crianças, Benczik13 cita a interação entre pai e filho no desenvolvimento cognitivo e social da criança. O grupo D também entende que dialogar com os filhos ajuda a evitar a violência, assim como investir nas pessoas e na família.
Você se espelha no seu pai. Se seu pai é um bebum, você vai querer ser igual. Acho que nós, nossa família, todos, somos comparados com uma planta, a planta cresce e dá uma flor bonita.
O grupo C aposta no diálogo antes que a violência aconteça. Ou, ainda, como acreditam os homens do grupo A, evitar o envolvimento em eventos violentos, principalmente ao considerar a regiao onde vivem. Acreditam também que o ser humano é naturalmente violento e por isso precisa de "governo".
Eu sei que eu moro num lugar perigoso. Até dentro de casa tá perigoso. [...] A questao de violência, eu observo muito que a violência está no ser humano, mas todo ser humano precisa de um bom governo.
De maneira semelhante, os grupos B, C e D apresentaram percepções mais elaboradas sobre o enfrentamento e prevenção da violência e as relacionam às questoes sociais. Entendem que investir na educação de qualidade e criar políticas sociais para os jovens e adolescentes e mais oportunidades de emprego podem contribuir para diminuir a violência.
Escola. Mais emprego. Porque o desemprego gera violência. Se tivesse atividade pra ocupar todo, mundo um curso.
O grupo E, formado por homens acima de 60 anos, mostrou uma visão mais conformada diante das dificuldades apresentadas pelo fenômeno da violência. O idoso, para lidar com as limitações da idade e as consequentes vulnerabilidades a que está sujeito pode adotar uma atitude místico-religiosa, assumindo uma postura conformista.14 Apresentaram desta forma como únicas alternativas de enfrentamento uma polícia competente, a provisão divina, Deus, ou evitar situações perigosas adotando horários para sair de casa e voltar.
CONCLUSÕES
Nossos achados sobre violência são corroborados pela literatura internacional que evidencia que a temática mais frequente é sobre a violência global centrada na violência física.5,15 Ressalta-se que para entender os fatores associados à violência, torna-se imprescindível avaliar aspectos econômicos, sociais, políticos, culturais, entre outros.
Outra categoria que se destacou foi o uso de drogas, especialmente o álcool, como fator associado à violência. O abuso de álcool tornou-se uma variável fundamental no estudo da violência interpessoal, tanto para a pessoa que é vitima quanto para a agressora. Dessa forma, é possível supor que políticas públicas que estimulem a redução de consumo de álcool possam beneficiar a prevenção da violência.
Nas estratégias de prevenção destacou-se a família como apoio e, ainda, o diálogo e as políticas públicas aumentando as oportunidades para a população masculina jovem ter chances de afastar-se de situações de violência. Nesse contexto, Melo e Campos16 reconhecme as famílias como espaços de igualdade, individualidade e afetividade. Ainda, a maturidade que vem com a idade e o conhecimento foram relatados como fatores positivos de prevenção da violência.
É possível prevenir a violência e as evidências mostram desde ações individuais e comunitárias até políticas públicas e governamentais9. Todos nós somos responsáveis por tornar os ambientes mais seguros para os nossos jovens.
REFERENCIAS
1. Chauí M. Ética e violência no Brasil. Rev Centro Univ São Camilo. 2011; 5(4): 378-83.
2. Waiselfisz JJ. O mapa da violência II. Os jovens do Brasil. Brasília: Unesco; 2000.
3. Gomes R, Minayo MCS, Silva CFR. Violência contra a mulher: uma questao transnacional e transcultural das relações de gênero. In: Souza ER, Minayo MCS, organizadores Impacto da violência na saúde dos brasileiros. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.
4. Minayo MCS. Análise qualitativa: teoria, passos e fidedignidade. Ciênc Saúde Coletiva. 2012; (17): 621-6.
5. Caldas JMP, Gessolo KM. Violencia de género: nuevas realidades y nuevos retos. Saúde Soc. 2008; 17(3): 161-70.
6. Saffioti HIB. Já se mete a colher em briga de marido e mulher. São Paulo Perspec. 1999; 13(4): 82-91.
7. Souza SR. Comentários à lei de combate à violência contra a mulher. Curitiba: Juruá; 2007.
8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNse). Brasília: IBGE; 2015.
9. World Health Organization. Global Status Report on Violence Prevention. Genebra: WHO; 2014.
10. Ayres RL. Crime and violence as development issues in Latin America and the Caribbean. Washington: Latin American and Caribbean Studies; 1998.
11. Laranjeira R, Duailibi SM, Pinsky I. Alcool e violência: a psiquiatria e a saúde pública. Rev Bras Psiquiatr. 2005; 27(3): 176-7.
12. Murta SG, Santos BRP, Nobre LA, Araújo IF, Miranda AAV, Rodrigues IO, et al. Prevenção à violência no namoro e promoção de habilidades de vida em adolescentes. Psicol USP. 2013;24(2):263-88.
13. Benczik EBP. A importância da figura paterna para o desenvolvimento infantil. Rev Psicopedagia. 2011; 28(85): 67-75.
14. Battini E, Maciel EM, Finato MSS. Identificação de variáveis que afetam o envelhecimento: análise comportamental de um caso clínico. Estud Psicol. 2006; 23(4): 455-62.
15. Souza ER, Minayo MCS, organizadores. Impacto da violência na saúde dos brasileiros. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.
16. Melo ZM, Campos ZDP. Família na contemporaneidade: danos da violência. Recife: Bagaço; 2004.
Copyright 2026 Revista Médica de Minas Gerais

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License