ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Felicidade, saúde e ética no ambiente de trabalho
Happiness, health and ethics in the workplace
Alethea Deyze Mendonça1; José Roque Junges2; Tarcísio Márcio Magalhaes Pinheiro3
1. Centrais Elétricas de Minas Gerais - CEMIG. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Programa de Pós Graduaçao de Saúde coletiva. Sao Leopoldo, RS - Brasil
3. Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Faculdade de Medicina - FM, Departamento de Medicina Preventiva e Social. Belo Horizonte, MG - Brasil
Alethea Deyze Mendonça
E-mail: alethea@cemig.com.br
Instituiçao: Faculdade de Medicina da UFMG Belo Horizonte, MG - Brasil
Resumo
O trabalho é fonte de diversas experiências para o ser humano e pode ser entendido de diferentes formas, levando-se em conta a cultura, o país e os costumes da população. Pesquisas realizadas pelo grupo Meaning of Work International Research Team apuraram que o trabalho pode ser considerado para alguns como eixo central na vida, tanto social como de forma pessoal, e para outros como uma atividade neutra.
OBJETIVO: o presente artigo objetiva mostrar a percepção dos trabalhadores de uma grande empresa do setor elétrico brasileiro sobre questoes relacionadas ao sentido do trabalho e à sensação de felicidade.
MÉTODOS: trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório. Foram entrevistados 16 trabalhadores a partir de um roteiro semiestruturado. Investigou-se a percepção dos trabalhadores sobre o trabalho e sua relação com a saúde-doença e a felicidade. Utilizou-se o método de análise de conteúdo proposto por Laurence Bardin.
DISCUSSÃO: é notório que os entrevistados indiquem o trabalho como fonte de renda para a sobrevivência. Destacam, porém, que além da subsistência o trabalho é fonte de relações interpessoais construtivas que permitem construir parcela de sua felicidade e sensação de segurança emocional.
CONCLUSÃO: o estudo, além de sinalizar aspectos negativos do trabalho que, na ausência de relações de respeito, cooperação mútua e ética, criam a sensação de desamparo e/ou estresse que contribuem para o adoecimento e isolamento, ressalta que o trabalho, desde que pautado pela ética e respeito, é um catalizador na percepção de felicidade e um agente na promoção de saúde.
Palavras-chave: Ética Profissional; Felicidade; Trabalho; Saúde do Trabalhador; Satisfação no Emprego.
INTRODUÇÃO
Desde o final do século XX pesquisadores do grupo MOW1 realizam estudos na intenção de identificar como trabalhadores de diferentes regioes e culturas entendem o papel do trabalho em suas vidas. Foram pesquisados oito países (Japao, Israel, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Bélgica e França) com o objetivo de mensurar a centralidade, as normas sociais sobre o trabalho e seu valor. De acordo com a pesquisa, é a educação aplicada na infância e na adolescência que estabelece o valor dado ao trabalho de um indivíduo adulto. O resultado da pesquisa1 revelou que, em termos de importância na vida dos trabalhadores, o trabalho só perde para a família. E que entre os países que participaram da entrevista predomina a concepção positiva em relação ao trabalho, apenas entre alemaes e americanos há uma percepção neutra.
Existe o alerta de que, no mundo atual, ocorre uma desvalorização sem limites da força de trabalho humana, e esta, por sua vez, se vê impelida a buscar por trabalhos cada vez mais precários e informais para sobreviver em um contexto de desemprego generalizado.2 Este não é o caso dos trabalhadores aqui entrevistados, que no caso possuem garantia de emprego firmada em acordo coletivo, além de fazerem jus a vários benefícios empregatícios, como plano de saúde E salário médio três vezes maior que a média nacional. Trata-se, portanto, de um universo seleto de profissionais em que se torna possível falar em felicidade.
A presente pesquisa objetivou descrever a percepção dos trabalhadores de uma grande empresa do setor elétrico brasileiro sobre seu entendimento em relação ao trabalho, de forma a descrever sobre a felicidade no ambiente de trabalho, bem como a relação desta com a saúde.
MÉTODOS
Este estudo qualitativo caracterizou-se como descritivo e exploratório, com foco na percepção e na fala dos trabalhadores. A seleção dos entrevistados foi feita de forma intencional e não probabilística, sendo adotado o critério de acessibilidade e de saturação. Foram entrevistados 16 trabalhadores que atuam em duas áreas distintas: a área financeira e a área operacional. Na amostra buscou-se um equilíbrio quantitativo entre os sexos.
A coleta de dados foi feita por entrevistas semiestruturadas com três pré-testes. O roteiro de entrevistas consistiu de 11 questoes que buscavam captar informações sobre como o trabalhador entende a felicidade, como ele se enxerga no ambiente de trabalho, se o ambiente de trabalho pode contribuir para sua felicidade, como é o ambiente de trabalho que proporciona infelicidade e se é possível perceber alterações na saúde, estando inserido em ambientes de trabalho infelizes, bem como avaliar o sentido e importância do trabalho em sua vida.
A partir das respostas, eram explorados possíveis desdobramentos relacionados à saúde física e emocional e, na sequência, a pergunta era: "como é um ambiente ideal de trabalho no qual você se sinta feliz e realizado"? As entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas. A análise de conteúdo dos dados foi feita através do método proposto por Bardin3 e obedeceu aos princípios da exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência relativas às transcrições das falas dos entrevistados. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG em 09 de março de 2016 (CAAE 52395515.6.0000.5149).
RESULTADOS
A média de idade dos sujeitos pesquisados foi de 39 anos e o tempo médio de trabalho na empresa foi de 15 anos. Dos 16 entrevistados, 13 possuíam curso superior completo, inclusive três com mestrado. Para 43,75% dos entrevistados esse foi o primeiro emprego, entre os quais 56,25% se declararam da raça branca, 25% da raça negra e 18,75% da raça parda; 62,5% trabalhavam na área financeira e em horário comercial e 37,5 trabalhavam na área de geração e transmissão, dos quais 50% em escala de turno. A Tabela 1 apresenta o perfil dos trabalhadores entrevistados em relação a idade, sexo, raça, escolaridade, cargo, estado civil, tempo de serviço e renda bruta.
Os dados foram codificados em seis categorias de análise: entender a felicidade; possível relação felicidade e saúde; significado e importância do trabalho na vida e como o trabalho contribui para a felicidade; desafios no trabalho e não felicidade; ambiente de trabalho e seus impactos na saúde; e a dicotomia da felicidade no ambiente de trabalho.
Em relação ao que o trabalhador entende por felicidade, obtiveram-se respostas distintas, porém a maioria relacionou a felicidade a um estado de espírito, de leveza e contentamento, ou seja, sensações psíquicas positivas. Sentem-se mais colaborativos no trabalho quando estao felizes e querem compartilhar esse sentimento com as demais pessoas do trabalho, amigos e família.
Felicidade é um estado de espírito, uma sensação interna que é capaz de ser transmitida, sentida e percebida. Ela vem de dentro pra fora, mas pode ser influenciada externamente por questoes sociais (Vera - 23 anos - 03 de empresa).
Felicidade... Certamente não está ligado à parte financeira. Está ligado a como você se sente em relação a cada ato da sua vida, como você se sente em relação a você mesmo, às coisas que você faz (Leonardo - 47 anos - 29 de empresa).
Questionados sobre a possível relação entre a sensação de felicidade e a saúde relatam que sentem aumento no desempenho individual quando se sentem felizes e que a felicidade tem o efeito de "blindagem emocional" com potencial de equilibrar o sono e a respiração. Confere também um estado de bem-aventurança humana e aumenta a capacidade de resistir e enfrentar os desafios no trabalho.
O bem-estar físico e mental, isso significa saúde no meu ponto de vista, ele é alimentada pela felicidade (Marta - 30 anos - 10 de empresa).
A gente tem uma força [...] uma imunidade emocional que nos blinda de várias agressões que a gente sente no dia-a-dia (Luana - 42 anos - 24 de empresa).
O principal impacto quando a gente tá feliz, na saúde, é a disposição, [...] você fica mais motivado pra vida [...] mais completo, a gente fica mais apto a espalhar essa felicidade também, querer contagiar as pessoas (Tiago - 30 anos - 03 de empresa).
A gente adoece menos. Porque o corpo, ele adoece por causa de doença da alma, de doença da mente, entao, assim, se você está bem psicologicamente, se está satisfeito com aquilo que você faz, a saúde reflete (Vitória - 47 anos - 10 de empresa).
Em relação à importância dada ao trabalho na vida percebe-se na fala de muitos trabalhadores que sentem prazer em exercer um trabalho e serem úteis. Afirmam que são condicionados desde a infância a realizar um trabalho. O trabalho foi tido como importante fator para a autonomia financeira e o reconhecimento social que o legitima por aquilo que realiza.
Além de retirar o meu sustento, [...] para ter um mínimo de segurança, que é importante, o trabalho também é uma forma de se realizar, de você saber que está contribuindo para algo maior (Camila - 28 anos - 03 de empresa).
O trabalho é o ápice da realização de uma coisa que a gente vai sendo preparado desde quando a gente é criança (Amanda - 41 anos - 24 de empresa).
As relações interpessoais, a ética, o respeito, o trabalho em equipe e o reconhecimento mútuo foram tidos como os principais fatores para a felicidade no ambiente de trabalho. A interação, a descontração e uniao da equipe contribuem para amenizar a pressão no trabalho, bem como para fortalecer os vínculos. Foi destacado que o trabalho que desafia e que permite transformação e crescimento pessoal contribui para a felicidade no ambiente de trabalho.
Não importa se o trabalho é difícil, é chato ou é complicado. Se você está perto de pessoas proativas, que ajudam, que são companheiras, tudo se torna bem mais fácil (Joao - 50 anos - 28 de empresa).
São as relações... São as relações. Se a gente tem um ambiente que a gente tem liberdade para expor nossas ideias, para poder fazer o nosso trabalho com liberdade, sem ser tolhido na ideia ou sem ser cobrado de uma forma que seja degradante (Tiago - 30 anos - 03 de empresa).
É a transformação, o poder de a gente transformar, entao quando a gente vê uma coisa sendo transformada, qualquer que seja, causa esse sentimento de felicidade (Lucas - 33 anos - 10 de empresa).
Perguntados sobre a sensação de infelicidade no trabalho e a saúde, os trabalhadores relataram que ocorre a redução da produtividade com sensação de desconforto. Percebem que a infelicidade enfraquece o corpo e a mente e descontrola o sono e a respiração. Quando o ambiente é hostil, frio e sem apoio dos superiores e dos colegas, afirmam que se sentem fracos e buscam se internalizar como recurso para defesa emocional. Declaram que a quantidade de atestados aumenta, sentem-se tensos, desmotivados, sem energia e muitas vezes agressivos dentro de casa.
Uma depressão mais profunda [...] E eu fui criando uma condição de defesa que era me internalizar (Luana - 42 anos - 24 de empresa).
Já trabalhei em ambiente onde eu não consegui ter forças suficientes para [...] reagir e, com isso, infeliz. Fisicamente esgotado, esgotado. Chegava em casa seis horas da tarde sem forças para fazer nada. Quem sofre mais é a família (Leonardo - 47 anos - 29 de empresa).
Porque se você estiver em um ambiente que te deixa mal, aquilo vai te minando, mina suas energias, mina a vontade de trabalhar, mina a vontade de interagir, vai frustrando internamente a pessoa (Demétrio - 46 anos - 28 de empresa).
As vezes fica naquele serviço robótico, não te desafia, te emburrece mesmo (Camila - 28 anos - 03 de empresa).
Quando eu entrei não tive tanto suporte, nem dos colegas e nem do líder [...] eu não dava conta de fazer aquilo e achava que o problema era comigo [...] Eu não conseguia parar de pensar...Eu passei a ter problemas para dormir (Tiago - 30 anos - 03 de empresa).
O trabalho desestimulante e repetitivo foi sinalizado como fator que promove o "emburrecimento", uma vez que corrói o potencial de criatividade. A pressão e as altas demandas no trabalho são fatores que geram infelicidade e descontentamento, privando o trabalhador da pausa necessária para se restabelecer. A falta de cooperação e apoio por parte dos superiores, bem como falta de comunicação, feedback e ações éticas, foram mencionadas como motivos que promovem a infelicidade no trabalho e o distanciamento. O trabalhador se isola como forma de reagir.
A empresa oferece vários benefícios, mas ainda não é um trabalho que me desafia. É um trabalho bem operacional o que eu faço [...] um pouco robótico, se for executado por mim ou por outra pessoa acaba não tendo diferenças (Camila - 28 anos - 03 de empresa).
Desrespeito, preconceito, imposição, grosseria, abuso, aquelas entrelinhas de duplo sentido, aquelas frases com sentido depreciativo enrustido, pessoas que não valorizam o trabalho dos outros ou elas expoem a pessoa na hora de dar determinado feedback negativo, eu acho que isso são assim, minam, minam totalmente a possibilidade de felicidade no trabalho, eu acho que acarretam uma degradação no quesito humano (Vera - 23 anos - 03 de empresa).
DISCUSSÃO
Os resultados evidenciam que a sensação de felicidade colabora para o bom desempenho e produtividade no trabalho. Ela depende de condições éticas de respeito, incentivo, reconhecimento e interação mútuas no ambiente profissional.4 Quando existem essas condições, o potencial de criatividade e a capacidade de assumir desafios pelo trabalhador são fortalecidos, do contrário, surgem sentimentos de desconforto e frustração que desenergiza o profissional com efeitos negativos sobre o desempenho e produtividade. Essa dinâmica negativa se somatiza por meio de sintomas corporais e adoecimento que levam aos atestados médicos e abstenções.
Portanto, o bom desempenho e produtividade dependem fundamentalmente da cultura organizacional desenvolvida pela empresa, que pode favorecer fatores saudáveis e/ou patologizadores no ambiente de trabalho. Essa cultura pode ser movida por valores éticos que priorizam o ser humano trabalhador ou por valores exploratórios que visam apenas à produção. Faz-se urgente discutir a questao, uma vez que os fatores estressantes e degradantes no ambiente de trabalho já são reconhecidos como fonte importante de adoecimento na sociedade atual.
As doenças ditas modernas afetam áreas da saúde humana difíceis de serem identificadas, interpretadas e combatidas, porque atingem principalmente a parte psíquica e psiquiátrica do trabalhador.5 Estudos sobre a psicodinâmica do trabalho também revelam que a organização do trabalho domina a vida mental do trabalhador, uma vez que cria um comportamento produtivo estereotipado e padronizado - "o operário-massa" -, provocando um sofrimento mudo e empobrecedor, pois promove a alienação do trabalhador quando o priva de "comportamentos livres".
A anulação pode ser muda e invisível e também malconhecida pelos próprios operários, ocupados que estao em seus esforços para garantir a produção.6 Pode-se dizer que adoecimento e sofrimento psíquicos relacionados ao trabalho são, na atualidade, um dos maiores, senão o maior desafio com o qual se defrontam os profissionais dedicados ao cuidado da saúde dos trabalhadores.7 Por conseguinte, o trabalhador tenta domesticar a dor no trabalho e para isso usa estratégias para contê-la e controlá-la. E considera-se curado quando o sintoma da enfermidade desaparece ou quando a dor é abrandada e dissimulada.6 O corpo só pode ser aceito no "silêncio dos órgaos" e os corpos produtivos do homem ou da mulher serao tanto mais aceitos quanto menos se tiver de falar deles.6 Quando o trabalhador, após todos os esforços, não consegue domesticar a dor, pode advir a doença que, de certa forma, representa a cristalização do sofrimento.8
O trabalho, que é o espaço de sobrevivência daqueles que apenas dispoem da força de trabalho para sobreviver, vem se tornando local de jornadas extenuantes e de precarização dos direitos sociais, onde se intensifica o medo constante do desemprego.9 No local de trabalho estao presentes o estresse para se manter no ofício, as tarefas repetitivas e sem sentido, além das múltiplas formas do adoecimento típico e característico da era informacional. A globalização e a vertigem tecnológica transmutaram a perspectiva do trabalho de prazer para sofrimento, o que vem abarrotando a mente humana de conflitos.10
Portanto, não se trata apenas de uma cultura organizacional que faz adoecer, mas de uma concepção do humano presente no atual contexto sociocultural de racionalidade instrumental que vulnera o ser humano em suas estruturas antropológicas, provocando reducionismos que o negam como ser integral. O trabalho é o caminho de realização humana que desenvolve essas estruturas, levando-as à sua expressão como sujeito que atua.
O ser humano possui três estruturas distintas, das quais ele se apropria como sujeito, a partir de suas relações com o mundo, com o outro e com o absoluto.11 Assim, ele se torna sujeito de suas potencialidades. Suas estruturas são o corpo, a psique e o espírito. O corpo confere ao ser humano a possibilidade de interagir com o mundo numa relação de objetividade, que pode ser o trabalho. A psique permite ao homem estabelecer relações de intersubjetividade no seu contexto de sociabilidade. O espírito permite estabelecer relações de transcendência que superam sua exterioridade somática e sua interioridade psíquica pela sua abertura ao sentido absoluto. Portanto, o trabalhador não é apenas um corpo que produz, ele é dotado de uma complexidade somatopsíquico-espiritual.
Dessa forma, ele não pode ser reduzido à mera "força de trabalho" a ser vendida, muito menos a puro consumidor no mercado, mas sua vocação ao trabalho é o caminho de realização de sua potência de vida, que é essencialmente a relação. O comprador da "força de trabalho" não consegue desmembrar o ser humano integral e complexo que executa algo visando apenas à produtividade capitalista.12
CONCLUSÕES
Foi possível concluir que o trabalho é uma atividade de fundamental importância para a realização humana e que a felicidade é possível desde que haja transformações nas atuais condições e conflitos do mundo do trabalho.
É imprescindível destacar que, mesmo não sendo dono do produto gerado por meio de seu trabalho, utilizando seus braços ou sua mente, o trabalhador é o sujeito de sua vida, fazendo jus a toda a complexidade como ser humano, sendo autor de sua própria história, de forma a tomar consciência de que ele é muito mais que o trabalho que realiza e que não pode deixar de buscar sua felicidade ao exercer um labor.
Novos estudos são necessários para se adentrar na questao do domínio da subjetividade e da autenticidade humana no trabalho, que de certa forma estao sendo pautadas pelas regras capitalistas. A padronização dos resultados humanos extrai do trabalhador como ser humano integral os comportamentos espontâneos e criativos, cerceando-o daquilo que realmente traz sentido para a vida e lhe confere a sensação de felicidade.
REFERENCIAS
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6. Dejours C. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. 5ª ed. São Paulo: Cortez; 1992.
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10. Pinto JAR. Justiça do trabalho e a proteção da saúde mental do trabalhador no cotidiano do trabalho. In: Ferreira JJ, Penido LO. Saúde mental no trabalho: coletânea do Fórum de Saúde e Segurança no Trabalho do Estado de Goiás. [citado em 2016 nov. 11]. Disponível em https://bibliotecaprt21.files.wordpress.com/2013/09/livro-saude-mental-no-trabalho-2013-prt18.pdf
11. Jungues JR. Bioética: perspectivas e desafios. São Leopoldo: Unisinos; 1999.
12. Martins COM, Pinheiro AGP. Sofrimento psíquico nas relações de trabalho. Rev Psicol. 2006; 1(7): 79-85.
* Artigo inédito, resultado parcial de pesquisa de mestrado: Felicidade no ambiente de trabalho: realidade ou utopia? - (UFMG - Faculdade de Medicina - Programa Promoção de Saúde e Prevenção da Violência).
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