RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 26 e1796 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20160096

Voltar ao Sumário

Artigo Original

Imagem corporal e estado nutricional de adolescentes escolares da Regiao Barreiro, Belo Horizonte

Body image perception and nutritional status among teenage students of Barreiro region in Belo Horizonte

Fernanda Marcelina Silva1; Tatiana Resende Prado Rangel de Oliveira2; Mariana Ribeiro de Almeida Lana3

1. Graduaçao/Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Nutricionista/ Bolsista), Belo Horizonte, MG, Brasil
2. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (Professor Adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Belo Horizonte, MG, Brasil
3. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (Professor Assistente do Centro Universitário Una-BH), Belo Horizonte, MG, Brasil

Endereço para correspondência

Fernanda Marcelina Silva
E-mail: nanda2msilva@gmail.com

Recebido em: 11/03/2014.
Aprovado em: 20/01/2017.

Instituiçao: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Resumo

INTRODUÇÃO: A adolescência é estágio da vida caracterizado por complexas transformações somáticas, sociais e psicológicas.
OBJETIVO: Investigar a associação da percepção da imagem corporal com o estado nutricional de adolescentes escolares da regiao do Barreiro, na cidade de Belo Horizonte.
MÉTODOS: Estudo observacional de corte transversal que utilizou o cálculo do índice de massa corporal (IMC) percentilar para avaliação do estado nutricional e um questionário autopreenchido para avaliação da percepção corporal. Procedeu-se à análise estatística dos dados, com uso do teste Qui-Quadrado para verificar se havia associação entre as variáveis e foi utilizado o nível de significância de 5%.
RESULTADOS: Foram avaliados 119 adolescentes, com média de 14,4 ± 0,7 anos de idade, sendo 56,4% do sexo feminino. Verificou-se prevalência de 24,4% de excesso de peso entre os adolescentes. Não foi encontrada diferença do estado nutricional segundo o sexo (p = 0,207), mas observou-se associação entre a percepção corporal e o estado nutricional (p < 0,001). Quase um terço daqueles que se consideram como em situação normal gostariam de perder peso, enquanto 14,8% do mesmo grupo gostariam de ganhar peso. Entre os jovens que se consideram magros, mais da metade (55,6%) acredita que seria bom ganhar peso e a maioria daqueles que se consideram acima do peso acreditam que seria uma boa ideia perder peso.
CONCLUSÕES: O excesso de peso e a insatisfação corporal são de alta prevalência entre os adolescentes. Intervenções para promover hábitos de vida saudáveis nesta fase devem envolver pais e escolas, bem como campanhas de mídia e desenvolvimento de políticas públicas.

Palavras-chave: Adolescente; Estado nutricional; Imagem corporal.

 

INTRODUÇÃO E LITERATURA

A adolescência é o período compreendido entre 10 e 19 anos de idade, sendo caracterizado por transformações biológicas e psicossociais, em que as alterações do corpo ocorrem paralelamente à constituição da personalidade.1,2 Muitos estudos têm revelado prevalência aumentada de insatisfação com a imagem corporal nesta faixa etária, principalmente entre aqueles que se encontram acima do peso. Além disso, é importante fator de risco para o desenvolvimento de distúrbios alimentares e outros problemas psicológicos.3,4 Esse fato pode ser em parte justificado por se tratar de período marcado por transformações relacionadas à formação da imagem corporal,5 que se constitui na forma como se percebe o corpo, e que sofre influência de fatores históricos, sociais, culturais e biológicos.6,7

As práticas alimentares inadequadas e o aumento do sedentarismo entre adolescentes estao relacionados ao processo de transição nutricional no Brasil.8 A prevalência desses comportamentos pode ser grande entre os adolescentes.2 A literatura tem demonstrado alguns fatores que estao relacionados aos comportamentos alimentares inadequados, dentre eles, a insatisfação corporal, nível socioeconômico e índice de massa corporal (IMC).2

Atualmente, a mídia tem se destacado por exercer grande influência na formação da imagem corporal, ao estimular a valorização da magreza e do corpo perfeito,5,9 sendo os adolescentes um dos grupos etários mais vulneráveis às pressões da sociedade. Vale ressaltar ainda que a preocupação com a imagem corporal é mais frequente entre adolescentes femininos.7,10 A mídia tem desempenhado também importante papel na construção e desconstrução das práticas alimentares por meio de anúncios de produtos alimentícios, entretanto, a maioria dos alimentos veiculados não são adequados quanto às suas características nutricionais e, portanto, podem levar ao desenvolvimento de várias doenças, dentre elas a obesidade.11

A busca incessante pelo corpo perfeito faz com que os adolescentes recorram cada vez mais às dietas, sendo em sua maioria autoprescritas, exercícios físicos em excesso e vários outros recursos.4,8 Alguns estudos realizados no Brasil mostram que a insatisfação com a imagem corporal pode atingir de 40% a 60% dos adolescentes de ambos os sexos. Além disso, dependendo do grau, a insatisfação pode interferir em aspectos da vida dos jovens, como no comportamento alimentar, autoestima; desempenhos físico, cognitivo e psicossocial; e também no estado nutricional. Esse tipo de comportamento pode contribuir ainda para o desenvolvimento de transtornos alimentares.12,13

Torna-se, portanto, de grande importância a compreensão da complexidade comportamental, e os fatores que a influenciam, incluindo o desenvolvimento de hábitos alimentares inadequados, entre adolescentes, objetivo deste estudo, em que se procurou investigar a associação da percepção da imagem corporal com o estado nutricional de adolescentes, de duas escolas da regiao do Barreiro, na cidade de Belo Horizonte, MG.

 

CASUISTICA E MÉTODOS

Trata-se de estudo observacional de corte transversal. O tamanho amostral foi calculado para estimar a prevalência de cada desfecho em saúde investigado. A amostra inicial foi constituída de 133 adolescentes que cursavam o nono ano do ensino fundamental de duas escolas da regiao do bairro do Barreiro, Belo Horizonte, MG. No entanto, destes, 14 adolescentes foram excluídos por ausência no dia da avaliação ou por não haver consentimento em participar do estudo. Foram elegíveis para o estudo todos os adolescentes que cursavam o nono ano do ensino fundamental, exceto adolescentes grávidas ou os portadores de deficiência física que impossibilitasse a avaliação antropométrica.

Para prevenir ou minimizar erros sistemáticos ou aleatórios durante a coleta dos dados, foram adotados procedimentos padronizados para garantir a qualidade das informações. O estudo investigou a percepção da imagem corporal e o estado nutricional de adolescentes. O estado nutricional foi avaliado por meio de medidas antropométricas, como peso e altura, para o cálculo do IMC.

Os participantes foram pesados e medidos, descalços, em posição ereta e vestidos com roupas leves. Essas medidas foram aferidas em duplicata, nas escolas, pela pesquisadora treinada. O peso foi aferido em uma balança digital, com capacidade máxima de 150 quilos (kg) e variação de ± 100 gramas (g) e a altura por intermédio de fita métrica inelástica, com escala em centímetros, afixada na parede. Os procedimentos foram realizados segundo as instruções do Manual do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN).1

Os dados antropométricos foram analisados por meio do software Who Anthro Plus versão 1.0.4. Para a classificação do estado nutricional, foram adotados os critérios propostos pelo SISVAN, sendo utilizado o indicador preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), o IMC percentilar.1

Para identificar a percepção da imagem corporal, formulou-se um questionário contendo quatro perguntas semiestruturadas, baseadas em problemáticas já avaliadas em diversos estudos,5,12,14 nesta faixa etária, como: Como você se considera? Você se preocupa com o seu peso? Você faz regime para emagrecer ou para manter o peso? Você faz exercícios para emagrecer ou para manter o peso?

Este questionário foi respondido pelos próprios alunos, em período de aula, de modo a não prejudicar o andamento das atividades escolares. Realizou-se análise descritiva dos dados a partir do cálculo das distribuições de frequências e medidas de tendência central e dispersão. A variável idade foi apresentada em média e desvio-padrao. Realizou-se o teste de Qui-Quadrado para verificar a associação entre as variáveis do estudo. Adotou-se o valor de significância de 5%, para todas as análises. Os dados foram processados no Programa Epi Info versão 3.4.5 e analisados com auxílio do software Stata versão 11.0.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) (CAAE - 0231.0.213.000-10) e a participação dos alunos foi condicionada à apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos alunos e pelos respectivos pais e/ou responsáveis antes do início da coleta de dados.

 

RESULTADOS

Foram avaliados 119 adolescentes, com média de 14,4 ± 0,7 anos de idade, sendo 56,4% do sexo feminino. Verificou-se que 10,1%, 20,2% e 4,2% da amostra apresentava magreza, sobrepeso e obesidade, respectivamente (Tabela 1). Não foi encontrada diferença do estado nutricional segundo o sexo (p = 0,207).

 

 

Constatou-se, em respeito à percepção corporal, que 22,7%, 18,5% e 7,5% da amostra se consideravam magro(a), um pouco gordo(a) e gordo(a), respectivamente, sem diferenças segundo sexo (p = 0,170). Observou-se associação entre a percepção corporal e o estado nutricional (p < 0,001) (Tabela 2), sendo que, entre os escolares com magreza, 83,3% se consideravam magros. Entre aqueles com eutrofia, a maior parte (62,8%) se consideravam normais, entretanto, 15,3% se percebiam como um pouco gordos ou muito gordos. Entre aqueles com sobrepeso, 50% se consideravam um pouco gordos e 41,7% se viam como normais. Verificou-se, entre os estudantes com obesidade, que a maioria (80%) se diziam gordos (Tabela 2).

 

 

Observou-se que a maior parte dos participantes (39,5%) referiu estar preocupada com o peso e consideravam que seria bom perder peso (Tabela 3). Houve associação significativa entre a preocupação dos adolescentes com relação ao peso e a percepção corporal (p < 0,001), sendo que 55,6% dos estudantes que se consideravam magros referiam que seria bom ganhar peso e a maioria que se percebia como um pouco gordos (86,4%) e gordos (77,8%) relataram que seria bom perder peso (Tabela 3).

 

 

Quando avaliadas as atitudes dos adolescentes em relação ao peso, 66,7% dos adolescentes afirmaram não fazer regime para emagrecer ou manter o peso, enquanto 11,8% dos jovens relataram fazer regime e 21% disseram às vezes fazer regime para emagrecer ou manter o peso, sendo este comportamento mais comum no sexo feminino (p = 0,001). No que se refere à prática de exercícios, 31,1% relataram fazer exercícios para emagrecer ou manter o peso, enquanto que 21% afirmaram às vezes fazer exercícios para este mesmo fim, entretanto, não se observou diferença significativa entre os sexos (p = 0,09).

 

DISCUSSÃO

Os resultados apresentados neste estudo indicam a prevalência de excesso de peso (sobrepeso somado a obesidade) de 24,4% entre os escolares. Esses achados assemelham-se aos resultados observados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), que avaliou público alvo semelhante ao desta pesquisa.15 De acordo com os dados obtidos na PENSE, 23,2% dos adolescentes apresentavam excesso de peso. Coelho et al.,16 por meio de outro estudo, constataram que 20,1% dos adolescentes avaliados apresentavam excesso de peso, corroborando com os achados aqui apresentados.

Os resultados encontrados mostram a importância do desenvolvimento de ações de promoção da saúde e tratamento da obesidade no ambiente escolar. No entanto, o tratamento da obesidade nesta faixa etária pode representar grande desafio, tendo em vista que o adolescente depende das escolhas alimentares e disponibilidade de tempo dos pais. Além disso, a falta de entendimento do jovem quanto aos danos que a obesidade pode lhe trazer também dificulta a adesão à terapêutica.17 Segundo o American Dietetic Association, a obesidade na infância e adolescência requer intervenções que combinem programas com múltiplos componentes, baseados na família e na escola, e que incluam a prática de atividade física, treinamento dos pais, aconselhamento comportamental e educação nutricional.18

De acordo com os dados aqui apresentados, 51,3% dos adolescentes se consideravam normais, 22,7% se diziam magros e 26,1% um pouco gordos ou gordos. Esses dados se aproximam ao observado na PENSE, uma vez que 22,1% dos escolares se achavam magros ou muito magros, 60,1% se consideravam normais e 17,7% disseram estar gordos ou muito gordos.15 Castro et al.,5 utilizando dados da PENSE, constataram que entre os alunos com baixo peso, a maior proporção se classificou como "magro", entre aqueles com peso adequado, a maior proporção se classificou como "normal" e, entre os com excesso de peso, a maior proporção se classificou como "gordo", em concordância com o que foi aqui observado.

Entretanto, vale ressaltar que, a preocupação com o peso e a insatisfação corporal não está relacionada apenas ao excesso de peso ou baixo peso. Como observado em vários estudos, mesmo os adolescentes classificados como eutróficos acreditam ser necessário perder peso.2,14,19 Muitos estudos destacam que as rápidas alterações corpóreas, como o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial somadas às normas da sociedade de padrao de beleza corroboram para o sentimento de desconforto ou até de insatisfação com sua aparência física.2,20,21

Os dados aqui apresentados permitiram verificar que quase um terço dos escolares que se consideravam normais gostariam de perder peso, enquanto 14,8% deste mesmo grupo gostaria de ganhar peso. Entre os jovens que se consideravam magros, mais da metade (55,6%) acreditava que seria bom ganhar peso e, a maior parte daqueles que se consideravam acima do peso, acreditavam que seria bom perder peso. Esse achado se assemelha aos de Dumith et al.,22 que em seu estudo constataram que cerca de três quartos dos adolescentes classificados como magros gostariam de aumentar a silhueta e entre os classificados como obesos, mais de 90% gostaria de diminuir a silhueta.

Essa disparidade observada entre a imagem corporal percebida e a desejada pelos adolescentes pode resultar em comportamentos inadequados, como dietas autoprescritas, intensificação da atividade física, uso inapropriado de medicamentos, sem acompanhamento e/ou orientação profissional. Além disso, um alto grau de insatisfação com a imagem corporal pode se associar a situações depressivas, desordens psicossomáticas e distúrbios alimentares.2,20,23,24

Os resultados do presente estudo mostraram que 32,5% dos jovens estavam fazendo regime para emagrecer ou manter o peso e 40% faziam exercícios com esse mesmo intuito. Observa-se que, quando os dados aqui apresentados foram comparados aos da PENSE, 62,8% dos adolescentes estavam fazendo algo em relação ao seu peso, seja para ganhá-lo, perdê-lo ou mantê-lo, sendo essa atitude mais frequente no sexo feminino. Dunker et al.2 verificaram que metade dos adolescentes das escolas estudadas já fizeram dieta em algum momento na vida.

Entre os alunos que se encontravam acima do peso, assim como foi observado por Castro et al.5, a maior parte se preocupava com peso e gostaria de perder peso, de modo que assumiam postura para atingir este objetivo, seja pela prática de atividade física ou realização de regime.

De maneira geral, falta a estes adolescentes maior acesso à informação adequada e programas voltados à prática de atividade física e a educação nutricional na escola. No que concerne à nutrição, a mera transmissão de informações não é suficiente, pois a informação nutricional alcança a dimensão intelectual, e a alimentação envolve muito mais do que isso.

Assim, cabe à educação nutricional o desafio de criar estratégias educativas que não se restrinjam à transmissão de informações, mas possibilitem a criação de novos sentidos para o ato de se alimentar, por meio da mobilização de aspectos que alcancem as várias dimensões do comportamento alimentar.25 Os conhecimentos ou as aptidoes resultantes desse processo contribuem para a integração do adolescente com o meio social, proporcionando condições para que possa tomar decisões para resolução de problemas mediante a fatos percebidos.26

No presente estudo foi possível perceber maior preocupação com relação ao peso entre adolescentes do sexo feminino, sendo mais comum a realização de regime para perder ou manter o peso no sexo feminino comparado ao masculino, achados semelhantes ao observado por Castro et al.5. Striegel-Moore, em seu estudo,27 aponta maior preocupação no sexo masculino em adquirir um corpo musculoso e reduzir a gordura corporal do que a realização de regime, no entanto, diferentemente do presente estudo, tendo em vista que não foi encontrada diferença estatística quanto à prática de atividade física entre os sexos.

As intervenções destinadas a promover hábitos de vida saudáveis e prevenir o excesso de peso na infância e adolescência devem envolver os pais como importante força de mudança no comportamento alimentar de seus filhos. É necessário desenvolver programas que visem melhorar a capacidade dos pais em moldar o comportamento das crianças e adolescentes para a alimentação saudável e estilo de vida mais ativo.28 Segundo Han et al.,29 estudos recentes sugerem que intervenções com estes objetivos, quando realizadas em escolas, tendem a ser eficazes, mas ressaltam ainda a importância de políticas públicas e realização de campanhas pela mídia, para a obtenção de alimentar adequada.

Limitações do estudo

As características do grupo etário estudado, o método utilizado para obtenção dos dados (questionários autoaplicáveis), bem como algumas dificuldades associadas a questoes logísticas das escolas representaram importantes limitações deste estudo.

 

CONCLUSÕES

A insatisfação corporal apresenta alta prevalência entre os adolescentes, de modo que, parcela, principalmente no sexo feminino, usa de artifícios como a realização de regime para alcançar o corpo desejado. Dessa forma, deve-se procurar, no ambiente escolar, medidas que possam contribuir para a conscientização desses adolescentes, para que suas condutas não tragam prejuízos e/ou interfiram no estado nutricional e nas suas condições de vida.

A família desempenha papel relevante no processo de educação dos adolescentes, porém não se pode esquecer que a escola constitui importante espaço para prevenção de doenças como obesidade e até mesmo para promoção de hábitos de vida saudáveis.

 

REFERENCIAS

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN / Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

2. Dunker KLL, Fernandes CPB, Carreira Filho D. Influência do nível socioeconômico sobre comportamentos de risco para transtornos alimentares em adolescentes. J Bras Psiquiatr. 2009;58(3):156-61.

3. Mond J, van den Berg P, Boutelle K, Hannan P, Neumark-Sztainer D. Obesity, body dissatisfaction, and emotional well-being in early and late adolescence: findings from the project EAT study. J Adolesc Health. 2011;48(4):373-8.

4. Petroski EL, Pelegrini A, Glaner MF. Motivos e prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(4):1071-7.

5. Castro IRR, Levy RB, Cardoso LO, Passos MD, Sardinha LMV, Tavares LF, et al. Imagem corporal, estado nutricional e comportamento com relação ao peso entre adolescentes brasileiros. Ciênc Saúde Coletiva. 2010;15(Supl. 2):3099-108.

6. Aerts D, Chinazzo H, Santos JA, Oserow NR. Percepção da imagem corporal de adolescentes escolares brancas e não brancas de escolas públicas do Município de Gravataí, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Epidemiol Serv Saúde. 2011;20(3):363-72.

7. Aerts D, Madeira RR, Zart VB. Imagem corporal de adolescentes escolares em Gravataí-RS. Epidemiol Serv Saúde. 2010;19(3):283-91.

8. Fortes LS, Almeida SS, Cipriani FM, Ferreira MEC. Comportamento alimentar inadequado: uma investigação longitudinal com adolescentes do sexo feminino. Rev Paul Pediatr. 2014;32(1):85-91.

9. Frois E, Moreira J, Stengel M. Mídias e a imagem corporal na adolescência: o corpo em discussão. Psicol Estud. 2011;16(1):71-7.

10. Witt JSGZ, Schneider AP. Nutrição Estética: valorização do corpo e da beleza através do cuidado nutricional. Ciênc Saúde Coletiva. 2011;16(9):3909-16.

11. Wanderley EN, Ferreira VA. Obesidade: uma perspectiva plural. Ciênc Saúde Coletiva. 2010;15(1):185-94.

12. Miranda VPN, Conti MA, Bastos R, Ferreira MEC. Insatisfação corporal em adolescentes brasileiros de municípios de pequeno porte de Minas Gerais. J Bras Psiquiatr. 2011;60(3):190-7.

13. Rech CR, Araújo EDS, Vanat JR. Autopercepção da imagem corporal em estudantes do curso de educação física. Rev Bras Educ Fís Esporte. 2010;24(2):285-92.

14. Triches RM, Giugliani ERJ. Insatisfação corporal em escolares de dois municípios da regiao Sul do Brasil. Rev Nutr. 2007;20(2):119-28.

15. Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: Avaliação do estado nutricional dos escolares do 9º ano do ensino fundamental. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2010.

16. Coelho LG, Cândido APC, Machado-Coelho GLL, Freitas SN. Associação entre estado nutricional, hábitos alimentares e nível de atividade física em escolares. J Pediatr (Rio J). 2012;88(5):406-12.

17. Mello ED, Luft VC, Meyer F. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? J Pediatr (Rio J). 2004;80(3):173-82.

18. American Dietetic Association (ADA). Position of the American Dietetic Association: individual-, family-, school-, and community-based interventions for pediatric overweight. J Am Diet Assoc. 2006;106(6):925-45.

19. Araújo C, Toral N, Silva ACF, Velásquez-Melendez G, Dias AJR. Estado nutricional dos adolescentes e sua relação com variáveis sociodemográficas: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 2009. Ciênc Saúde Coletiva. 2010;15(Supl. 2):3077-84.

20. Gonzalez A, Kohn MR, Clarke SD. Eating disorders in adolescents. Aust Fam Physician. 2007;36(8):614-9.

21. Amaral TM, Ferreira RA. Anorexia e bulimia - Um transtorno alimentar: não se trata disso. Rev Méd Minas Gerais. 2008;18(4 Suppl. 1):5-12.

22. Dumith SC, Menezes AMB, Bielemann RM, Petresco S, Silva ICM, Linhares RS, et al. Insatisfação corporal em adolescentes: um estudo de base populacional. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(9):2499-505.

23. Dunker KLL, Philippi ST. Hábitos e comportamentos alimentares de adolescentes com sintomas de anorexia nervosa. Rev Nutr. 2003;16(1):51-60.

24. Branco LM, Hilário MOE, Cintra IP. Percepção e satisfação corporal em adolescentes e a relação com seu estado nutricional. Rev Psiquiatr Clín. 2006;33(6):292-6.

25. Rodrigues EM, Boog MCF. Vivência afetiva com alimentos: estratégia de sensibilização em ação educativa com adolescentes obesos. Nutr Pauta. 2005;13(72):41-5.

26. Rodrigues EM, Boog MCF. Problematização como estratégia de educação nutricional com adolescentes obesos. Cad Saúde Pública. 2006;22(5):923-31.

27. Striegel-Moore RH. Body image concerns among children. J Pediatr. 2001;138(2):158-60.

28. Savage JS, Fisher JO, Birch LL. Parental influence on eating behavior: conception to adolescence. J Law Med Ethics. 2007;35(1):22-34.

29. Han JC, Lawlor DA, Kimm SY. Childhood obesity. Lancet. 2010;375(9727):1737-48.