RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 22. 3

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Artigo Original

Avaliação do perfil biopsicossocial de maes adolescentes, da área de abrangência do Centro de Saúde Cachoeirinha, após o parto

Assessment of the bio-psychological, post-delivery profile of adolescent mothers within the reaches of a Public Health Center

Rafaela Cristina Brito Gonçalves1; Patrícia Lauana Campos2; Paula Soares Machado3; Vanessa de Melo Reis4; Vanessa Gonçalves Abdul Samad5; Denise Andrade Domingos Machado6; Elislene Gonçalves7; Alamanda Kfoury Pereira8

1. Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG. Monitora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Acadêmica do Curso de Farmácia da Faculdade de Farmácia da UFMG. Monitora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
3. Acadêmica do Curso de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Monitora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
4. Acadêmica do Curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG. Monitora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
5. Acadêmica do Curso de Educação Física da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG. Monitora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
6. Médica especialista em Medicina de Família e Comunidade pela SBMFC. Médica da Estratégia de Saúde da Família da PBH. Preceptora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
7. Enfermeira especialista em Saúde da Família e enfermeira obstetra. Enfermeira do Programa Saúde da Família - PBH. Professora da Faculdade Estácio BH. Preceptora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil
8. Professora Associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG. Tutora do Grupo Tutorial PET-Saúde Cachoeirinha. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Alamanda Kfoury Pereira
Rua Quintiliano Silva, 253/401 Bairro: Santo Antônio
CEP: 30350-040 Belo Horizonte, MG - Brasil
E-mail: alamanda.k@gmail.com

Recebido em: 16/03/2012
Aprovado em: 08/06/2012

Instituiçao: Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

INTRODUÇÃO: estudo proposto por alunos do Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET-SAUDE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), linha de cuidados em saúde do adolescente. A adolescência caracteriza-se por profundas modificações que marcam a passagem da infância para a vida adulta. A gravidez nesse período os expoe a situações de vulnerabilidade, capaz de limitar projetos futuros.
OBJETIVO: avaliar aspectos biopsicossociais associados à gravidez na adolescência.
MÉTODOS: pesquisa qualitativa com 23 adolescentes da área de abrangência de um Centro de Saúde de Belo Horizonte que tiveram seus partos entre janeiro/2009 e junho/2011. Convidadas a responder um questionário estruturado abordando escolaridade, trabalho, vida social, saúde e renda familiar, 14 aceitaram participar e assinaram o TCLE.
RESULTADOS: a idade média do parto foi de 17 anos. Nove tiveram menarca precoce e quatro tiveram início de atividade sexual precoce; sete usavam método contraceptivo quando engravidaram; 13 realizaram pré-natal; sete tiveram parto operatório; e dois tiveram neonato de baixo peso. Houve ampla adesão à amamentação. Três abandonaram os estudos para cuidar do filho e apenas uma estava trabalhando. Todas se consideravam responsáveis pelo cuidado com o filho, porém 11 necessitavam de apoio financeiro. Contudo, a maternidade foi percebida de forma positiva pela maioria, pois oito relataram mais satisfação com a vida após o parto.
CONCLUSÃO: há contradição entre os dados e a percepção positiva da jovem em relação à sua vida. Isso alerta para a importância de expor situações reais a essas jovens, para que a gravidez seja uma escolha consciente.

Palavras-chave: Adolescente; Gravidez; Parto; Perfil de Saúde; Fatores Socioeconômicos; Fatores Biológicos; Psicologia.

 

INTRODUÇÃO

A adolescência, entendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a fase de transição entre a infância e a idade adulta (10 a 19 anos), caracteriza-se por intenso desenvolvimento biológico, social e comportamental que marcam essa passagem.1 As complexas transformações físicas, psíquicas e comportamentais determinam mudanças de valores e modo de vida, o estabelecimento de novos papéis, busca da própria identidade, organização da personalidade, adaptação ambiental, inserção social e desenvolvimento do pensamento abstrato, destacando-se a aquisição da capacidade reprodutiva e a vivência da sexualidade. Todos esses processos são universais, mas o modo como são vivenciados pelo adolescente é extremamente variável.2

Trata-se de um grupo muito vulnerável às situações que podem comprometer o seu desenvolvimento biopsicossocial expondo-os a condições marginais, de poucas oportunidades e muitos conflitos, impedindo ou atrapalhando o desempenho de um papel social autônomo.3 A gravidez representa bem essa situação.

A gravidez vivida em um momento muito precoce pode ter repercussão na vida pessoal, social, familiar e educacional da adolescente. A maternidade na adolescência ainda tem sido tratada como problema de saúde pública no Brasil, sendo caracterizada como situação associada a riscos sociais e pessoais para o desenvolvimento da adolescente e de seu filho.4 Embora em queda nos últimos 10 anos, ainda apresenta significativa incidência, correspondendo a 19,95% do total de gestações em 2009.5

Muitos estudos têm avaliado a associação entre gravidez na adolescência e complicações maternas e perinatais como anemia, distúrbios de crescimento fetal, pré-eclâmpsia e malformações, além de desproporção feto-materna e partos operatórios. Porém, poucos estudos abordam o impacto da gestação sobre o status biopsicossocial da mae adolescente após o parto.

Com este objetivo, o grupo tutorial do Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET-SAUDE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atuando numa Unidade Básica de Saúde (UBS) da regiao metropolitana de Belo Horizonte, buscou analisar o fenômeno da maternidade na adolescência por meio de entrevistas realizadas com maes adolescentes no pós-parto, moradoras nessa área de abrangência. Dessa forma, pretendeu-se confrontar concepções prévias sobre a gravidez na adolescência, que em grande parte identificam um panorama negativo, com a experiência vivenciada por essas jovens maes e suas reais impressões.

 

OBJETIVO

Analisar o perfil biológico, psicológico e social das maes adolescentes que no momento da pesquisa ou do parto residiam na área de abrangência de um centro de saúde (CS) da regiao metropolitana de Belo Horizonte.

 

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo transversal para análise descritiva qualitativa. No período de janeiro de 2009 a junho de 2011, 199 mulheres fizeram pré-natal no CS, das quais 23 tinham entre 15 e 19 anos de idade. Como se encontravam na faixa etária de interesse da pesquisa e estavam no pós-parto, essas 23 jovens foram convidadas a participar deste estudo a partir de uma entrevista previamente agendada, sendo que 14 aceitaram participar, assinando o termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Este estudo foi aprovado pelo COEP/PBH sob o número 0066.0.410.410-10A. As demais nove jovens não participaram por motivos diversos, como: mudança de residência, recusa a fazer a entrevista, abortamento ou parto de natimorto.

A coleta de dados ocorreu nos meses de junho e julho de 2011, englobando jovens maes que no período do parto ou da entrevista residiam na área de abrangência do centro de saúde.

Foi elaborado um questionário previamente estruturado com 34 perguntas que envolviam opções definidas de resposta, abordando aspectos como: escolaridade, trabalho, vida social, saúde geral, aceitação familiar e social da gravidez, cuidados com a gestação e com o filho, renda familiar, participação estrutural e financeira do pai da criança e qualidade de vida pós-parto.

 

RESULTADOS

A idade média das jovens foi de 18 anos e a idade média do parto foi de 17 anos, variando de 15 a 19 anos; nove tiveram menarca precoce (12 anos ou menos) acompanhada de início precoce de atividade sexual (14 anos ou menos).

Quando questionadas sobre o uso de métodos contraceptivos no período em que engravidaram, sete afirmaram que utilizavam algum método.

O total de nove jovens declarou estar em ótimo estado de saúde, 12 com vacinação em dia. A grande maioria realizou pré-natal (13 maes) e, entre elas, oito realizaram seis consultas ou mais. Chama a atenção o fato de que, das 14 jovens, sete tiveram parto operatório (cesariana ou fórcipe) e duas informaram neonato de baixo peso.

No momento da entrevista, sete jovens ainda estavam amamentando, quatro amamentaram por mais de 10 meses, duas por até seis meses e duas não amamentaram.

Em relação à escolaridade, verificou-se que a maioria das jovens cursava o ensino fundamental quando engravidaram. Das 14 jovens entrevistadas, uma cursava o ensino fundamental, quatro o ensino médio e nove não estudavam. Após o parto, três abandonaram os estudos para cuidar do filho e apenas um em 14 estava trabalhando; 11 jovens nunca trabalharam.

A média salarial familiar das jovens entrevistadas era entre um e três salários mínimos; 11 informaram receber alguma ajuda financeira do pai da criança. A despeito da aceitação parcial da gravidez pelos familiares, relatada pela maioria das jovens, 10 delas continuavam morando com a família de origem após o parto. Todas as entrevistadas se consideravam responsáveis diretas pelo cuidado com o filho, sendo que nove relatavam apoio do pai da criança. Entre as entrevistadas, nove passaram a frequentar menos (ou deixaram de frequentar) atividades de lazer. Apesar de tudo isso, a maioria está satisfeita com a vida atual, com oito maes manifestando mais satisfação com a vida no período pós-parto.

 

DISCUSSÃO

Nas últimas décadas, o início das relações sexuais tornou-se cada vez mais precoce. No entanto, o debate acerca da sexualidade dentro das famílias e das escolas não acompanhou as mudanças,(1) o que, de certa forma, contribuiu para o aumento da frequência da gravidez na adolescência em diversos países.

A menarca precoce acontece em um momento de grande imaturidade psicossocial, tornando a jovem mais suscetível ao início do exercício da sexualidade, o que pode expressar diversos aspectos emocionais e pensamentos da jovem. Esses aspectos podem significar uma forma de expressão de amor e confiança, uma necessidade de autoafirmação.6 Isso se reflete também no número de parceiros com os quais elas se relacionaram, sendo importante ressaltar que seis entre as 14 informaram mais de três parceiros.

A desinformação retarda o início do uso de métodos contraceptivos e, mesmo quando usado, é feito de forma inadequada.7 Percebe-se, também, muito mais do que desconhecimento, negligência e má informação sobre as funções corporais, o que prejudica a compreensão sobre a contracepção e diminui o interesse na obtenção do conhecimento.

Observaram-se boas condições de saúde entre as jovens entrevistadas, entretanto, como em outros estudos, apurou-se associação entre a gravidez na adolescência e o aumento dos riscos gestacionais como partos prematuros, recém-nascido com baixo peso e anemia materna, independentemente de aspectos socioeconómicos.8,9

Houve ampla adesão à amamentação, mesmo outros estudos mostrando que, apesar da diferença não ser muito grande, maes adolescentes têm mais dificuldade para amamentar nos primeiros dias e, além disso, realizam desmame mais precocemente, com menos prevalência de amamentação aos seis meses.10

Verificou-se, como em outros estudos, que a gestação na adolescência tem como uma de suas repercussões o abandono precoce dos estudos, resultando em capacitação deficiente, consequentemente, poucas opções no mercado de trabalho, gerando um processo cíclico de perpetuação de condições precárias de vida e vulnerabilidade social.11

A gravidez precoce limita aspectos essenciais na vida das jovens, como o lazer, trabalho e escolaridade. Percebem-se, entretanto, sentimentos contraditórios em que, de um lado, o limitado associa-se a mais satisfação com a vida. Todos esses pontos refletem a ausência da construção de um projeto de vida, o que pode evidenciar o desequilíbrio de juízo crítico sobre a vida das entrevistadas. Deve-se considerar também que, embora a gravidez na adolescência frequentemente esteja associada a um contexto de desvantagem social das jovens, é importante considerar que sua ocorrência já se dá em situação de oportunidades restritas, com poucas opções e inúmeras restrições.4,12

 

CONCLUSÕES

O presente estudo proporcionou o reajustamento das ideias a respeito da gravidez na adolescência, a partir do enfoque das próprias jovens, confrontando com dados de estudos científicos e com a própria visão da sociedade, permitindo uma reflexão sobre como essa realidade é percebida pelas adolescentes entrevistadas.

Embora o número de maes adolescentes entrevistadas seja reduzido, a análise descritiva permite algumas ponderações. Destaca-se, neste estudo, ambiguidade entre aspectos reais e emocionais ou comportamentais.

Verifica-se que a mae adolescente sofre as repercussões da maternidade sobre seu status biopsicossocial. O não planejamento da gravidez, as condições da gestação e do parto (50% de partos operatórios) e as modificações na estrutura familiar, nas perspectivas de estudo, trabalho e lazer são todos percebidos pela jovem. Contraditoriamente, a maternidade na adolescência foi percebida de forma positiva pela maior parte das entrevistadas. Entretanto, a maioria delas interrompeu atividades escolares e trabalhistas, o que as torna dependentes da família ou da renda do genitor. Isso se confronta com a percepção da mae adolescente de que sua vida está "melhor".

Gontijo et al.4, em estudo de revisão, reforça a contradição entre o discurso sobre gravidez na adolescência, que a qualifica como um problema, e a prática cotidiana das jovens que a experimentam, principalmente no que se refere às adolescentes em situação de risco social e pessoal. É possível que a maternidade seja um fenômeno de centralidade na vida dessas adolescentes, algo que lhes concede status de reconhecimento social, que é visto por elas de forma positiva.

Tal situação alerta para a necessidade de fornecer a essas jovens orientações visando reinseri-las no seu ciclo social e, dessa forma, promover melhor perspectiva.

A imaturidade, a desinformação e, principalmente, a má formação parecem contribuir para essa visão simplista e ambivalente. Neste sentido, é imprescindível que medidas educativas sejam promovidas por diferentes setores sociais além da saúde, ampliando as discussões referentes à sexualidade e, principalmente, focando a gravidez na adolescência, abordando questoes como: a preparação psicológica, financeira e social que a criação de um filho exige; o aumento das dificuldades para a manutenção na escola; as alterações cotidianas na vida das maes, assim como a responsabilidade frente a uma nova vida. O objetivo é contemplar a gravidez na sua total dimensão, valorizando perspectivas psicológicas, emocionais, biológicas, culturais e sociais, com o intuito de alcançar mais eficientemente os adolescentes. Enfim, é importante expor situações reais a essas jovens a fim de que a gravidez seja uma escolha consciente e produto de reflexão sobre o projeto que cada uma tem sobre sua vida.

 

REFERENCIAS

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