RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 30 e-30208 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20200063

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Artigo de Revisão

Terapia assistida por cães na área da saúde: uma revisão de literatura

Dogs-assisted therapy in healthcare: a literature review

Alessandra Cunha Machado1; Gabriel Braga Pinheiro de Faria1; Giulia Machado Caldeira Ardisson1; Maria Eduarda Souza Tassi1; Maria José Guedes Gondim Almeida2

1. Acadêmico (a) de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF. Juiz de Fora, MG - Brasil
2. Mestre em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia. Professora Titular da Faculdade de Medicina e Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, departamento de Direito Público Formal e Ética Profissional. Juiz de Fora, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Alessandra Cunha Machado
E-mail: lekamachado1@gmail.com

Recebido em: 17/07/2020
Aprovado em: 20/07/2020

Instituição: Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, Faculdade de Medicina. Juiz de Fora, Minas Gerais - Brasil.

Resumo

A Terapia Assistida por Cães (cinoterapia) é uma técnica que consiste na introdução desses animais no tratamento de pacientes com o intuito de proporcionar a experiência de uma interação que possa contribuir para a melhora da saúde psicológica, física e social de seus assistidos. A partir disso, este artigo tem como objetivo abordar os aspectos que dão importância a esse tipo de terapia: como ela ocorre, o que justifica sua eficácia, se há influência na melhoria de tratamentos tradicionais e o que essa intervenção pode proporcionar aos indivíduos. Para isso, foi realizada uma pesquisa de revisão de literatura, com uma análise qualitativa dos materiais já publicados sobre o tema. Apesar de ainda serem poucos os estudos na literatura científica, percebe-se que há embasamento histórico-científico para a cinoterapia. Além disso, muitos tratamentos têm apresentado resultados satisfatórios proporcionados pela terapia assistida por cães, como a redução do estresse e ansiedade, além da otimização da cognição e comportamento dos assistidos. Assim sendo, faz-se necessário ampliar os estudos nessa área, ainda tão pouco explorada, tendo em vista os diversos benefícios que ela pode trazer à área da saúde.

Palavras-chave: Terapia Assistida por Animais; Terapias Complementares; Saúde Holística.

 

INTRODUÇÃO

A cinoterapia, ou terapia assistida por cães, é uma técnica que consiste na introdução do cão no tratamento individual ou em grupo, com o intuito de proporcionar a experiência da interação humana e animal e, dessa forma, contribuir para a melhora da saúde psicológica, física e social de seus assistidos. O conhecimento acerca da terapêutica sobre o uso de animais foi inicialmente evidenciado no século IX, na Bélgica, com notificações associadas à utilização de animais no cuidado de pessoas com algum tipo de deficiência.1 Em seus estudos, o autor ressalta, ainda, que este tipo de terapia se disseminou pelo mundo na década de 1960, com o objetivo de auxiliar pacientes acometidos por doenças emocionais, físicas e mentais.

No que diz respeito à interação dos cães com os humanos, é válido ressaltar que o contágio emocional é uma forma primitiva de empatia, que não requer funções psicológicas avançadas.2 Este é um fator que corrobora para que indivíduos com deficiências mentais também sejam beneficiados pela cinoterapia.

Outro estudo afirma que, apesar de não ter sido realizado um estudo padronizado, de modo geral, os resultados indicaram avanços nos parâmetros hemodinâmicos e fisiológicos, além da redução da prescrição de analgésicos e de dor intensa em crianças em tratamento oncológico.3 Também houve melhora do humor e redução de sintomas de depressão e ansiedade.

Enfatizando os possíveis benefícios com a cinoterapia, foram apontados benefícios como lembranças, apego emocional, alegrias e entretenimento, por exemplo, promovidos pela presença de cães nas consultas de fisioterapia de idosas institucionalizadas.4

A introdução de cães como medida terapêutica também foi tema do estudo de monografia, a qual elucida que a interação dessas crianças com os cães é vista como um agente facilitador da interação entre a criança e o ambiente social.5 A partir de diversos estudos envolvendo a cinoterapia, é possível perceber que esta prática pode ser aplicada em situações envolvendo pacientes com doenças e dificuldades próprias, mas tendo em comum os resultados positivos promovidos pela terapia. Os cães contribuem para a redução de sentimentos como estresse, ansiedade e depressão, além de estabelecerem boa relação com os pacientes.

A cinoterapia é, portanto, uma forma de tratamento holístico, que pode proporcionar benefícios significativos aos pacientes e, por essa razão, deve ser mais bem estudada, de tal maneira que suas potencialidades sejam plenamente trabalhadas.

 

REVISÃO DA LITERATURA

Este estudo foi elaborado a partir de uma revisão da literatura nas bases de dados Scielo, Pubmed, Google Acadêmicos, BVS e Capes. As palavras-chave obtidas dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) foram "Terapia Assistida por Animais", "Cães", "Saúde Mental", "Terapias Complementares" e "Saúde Holística".

Os critérios de seleção foram: ser artigo científico publicado entre 2010 e 2019, escritos em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra para acesso eletrônico livre, abordando o tema "Terapia assistida por animais" (TAA), com foco maior na cinoterapia e abrangendo a área da saúde.

Somando-se todas as bases de dados, foram encontrados 35 artigos diferentes sobre o tema. Após leitura de seus resumos, foram selecionados 30 que preenchiam os critérios previamente propostos, os quais foram lidos e analisados na íntegra por meio de uma leitura crítica.

Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva, baseada em método de síntese e evidência, por meio de revisão narrativa da literatura sobre o tema.

Na pesquisa, teve-se como objetivo principal compreender os benefícios da cinoterapia na estimulação de pacientes, descobrir se há melhora psicológica e fisiológica ao decorrer do tratamento, identificar melhorias no desempenho desses pacientes, além de entender como são os procedimentos para a utilização desse tipo de terapia nos centros de saúde.

 

DISCUSSÃO

A revisão de literatura retornou 35 artigos usando os descritores DeCS, dentre os quais, por meios de refinamento nos resultados e utilizando critérios de inclusão e exclusão, retornaram 30 bibliografias que enfatizam a relevância clínica da cinoterapia, que consiste na Terapia Assistida por Cães.

Inicialmente, o artigo a seguir afirma que:

Múltiplas características de humanos e cães (assim como de outras espécies animais) facilitaram o processo de domesticação e o desenvolvimento de vínculos entre as espécies. Esse processo levou os humanos a atribuir a cães e outros animais de companhia um papel e um valor comparáveis aos de outros indivíduos humanos.6

Dessa forma, o ser humano vê o cão como um ser de sua espécie de forma subjetiva, para o qual ele pode transmitir seus sentimentos e experiências de vida como se fosse um amigo humano, um companheiro fiel que está sempre de ouvidos abertos para o seu dono. Ainda neste artigo, apresenta uma explicação científica para justificar essa relação cão-homem tão peculiar e idealista, que consiste no fato de que:

O vínculo profundo estabelecido entre humanos e cães é mediado pelo hormônio ocitocina, que também está presente nos processos de ligação entre seres humanos nos quais o olhar desempenha um papel fundamental no estabelecimento de proximidade e a aparência de sentimentos de amor e lealdade para com os outros.6

Ademais, o autor apresenta uma explicação histórica, pois, conforme consta no artigo, os animais acompanham o homem desde milhares de anos atrás, já que a relação entre homem e o cachorro remonta ao período paleolítico. Corroborando esta tese, diferentes investigações confirmam que o cão é a variante doméstica do lobo e apontam que o lobo foi o primeiro animal domesticado pelo Homem, há mais de 100.000 anos. O processo de domesticação, portanto, foi realizado pela seleção artificial feita pelo Homem, cujo critério se baseou naqueles que mais ajudavam durante a caçada. Ao longo dos anos essa seleção genética produziu, por um lado, um maior distanciamento das espécies originais e, por outro, a maior proximidade com a espécie humana.

Também é interessante considerar que os benefícios dessa interação entre cão e homem não são unilaterais; pelo contrário, as experiências trocadas entre esses seres são recíprocas, já que "o estudo fornece resultados conclusivos de que o hormônio [ocitocina] é liberado tanto em cães quanto em seus donos, especialmente em os momentos em que eles se encaram".6 Com base nesses dados, percebe-se que há embasamento histórico-científico para a cinoterapia, que consiste, nestes termos, em uma adaptação profissional da área da Saúde de um hábito milenar bem-sucedido ao longo da existência da espécie humana.

Trazendo a abordagem do tema para a atualidade, a Terapia Assistida por Cães possui poucos estudos na literatura científica, por isso os poucos artigos existentes fornecem informações de grande valia para esta revisão. No contexto do tratamento de pacientes com demência, uma revisão sistemática afirma:

Hoje, como as evidências médicas indicam, entre os diferentes tipos de Tratamentos Não Farmacológicos (TNF) direcionados àqueles com demência, um que está sendo colocado em prática é a chamada terapia animal. Essa terapia consiste em intervenções nas quais um animal é incorporado como parte integrante do tratamento, com o objetivo direto de promover melhores funções físicas, psicossociais e cognitivas das pessoas tratadas.7

Além disso, o público-alvo desta modalidade terapêutica abrange pacientes com diferentes patologias. Como afirma a revisão sistemática, o escopo da cinoterapia é amplo e houve, no estudo feito, melhorias óbvias na prática dessa terapia em crianças ou adolescentes em centros para pessoas com distúrbios do desenvolvimento, especialmente em pacientes com síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral ou déficit de atenção, em hospitais e prisões de menores, em programas para pacientes com vírus da imunodeficiência humana, em vítimas de violência e abuso sexual.

Além da revisão sistemática discutida anteriormente, a pesquisa qualitativo-exploratória descrita em um segundo artigo, aborda a utilização da terapia nesse mesmo contexto, ressaltando que a cinoterapia é fundamental para pacientes com síndrome de Down, uma vez que possibilita o desenvolvimento de várias habilidades que geralmente se encontram deficientes.8 Durante a pesquisa, o autor relata que:

[...] eram preparadas atividades que envolviam aspectos cognitivos e motores, como subir e descer escadas, pular, caminhar, dar comandos para o cão, acariciar, tocar, sentir, entre outros. O cachorro era utilizado como um estímulo para o desenvolvimento das propostas pedagógicas, pois as crianças se sentiam motivadas a realizar o que era solicitado em companhia dos animais.8

Neste mesmo artigo científico, também são citados vários outros benefícios providos pela prática, como: melhoras no humor; recuperação de lembranças e acontecimentos recentes; auxílio na redução do medo, da ansiedade e da depressão; aumento e aquisição de habilidades intelectuais; controle do estresse e diminuição da pressão, reduzindo as chances de cardiopatias; autocuidado e cuidado com o outro, o que leva a um aumento da autoestima e da autonomia, visto que "ao cuidar do animal, a criança sente-se motivada a cuidar de si, melhorando o sistema imunológico, facilitando o processo de ensino e aprendizagem, além da comunicação e da formação de vínculos".8

Além dos benefícios já mencionados, a cinoterapia pode ser uma grande aliada no tratamento de pacientes em internação hospitalar.3 Como discutido no relato de experiência anteriormente citado, além da queda do estresse, da otimização da cognição e do comportamento e redução da ansiedade, "quando realizada em ambiente hospitalar, a TAA pode proporcionar relaxamento ao paciente, melhorando até mesmo a relação com as equipes de saúde envolvidas no tratamento do mesmo''.3

Ainda de acordo com o relato de experiência supracitado, a realização regular das sessões de TAA acarreta uma melhora geral do estado do paciente, sendo também importante para promover uma quebra da rotina hospitalar. O relato de um dos pacientes da pesquisa endossa o posicionamento adotado:

"Excelente! Acredito que há uma evolução considerável no quadro clínico, pois a partir do momento em que o paciente sai do quarto e interage com um cão em um ambiente menos tenso, o sistema nervoso relaxa, e o paciente relaxa e melhora. Obrigada pela oportunidade, a pet terapia me ajudou significativamente".3

O estudo obteve sucesso com uma nítida melhora dos pacientes, sendo evidenciados a redução e o alívio da dor e da ansiedade; e o aumento da qualidade de vida, observando-se o interesse daqueles que participaram de uma sessão em seguir participando da terapia.

Ainda neste mesmo cenário, outro artigo expõe o fato de que, no Brasil, existem poucos locais que permitem o acesso de animais para a prática da terapia, restringindo a aplicação da prática a instituições com grande infraestrutura, como o hospital Albert Einstein, em São Paulo.5 Esse fato pode estar relacionado ao baixo número de informações sobre a técnica e ao pouco conhecimento da população sobre o tema, além da escassez de matérias sobre o assunto, sendo, então, de grande relevância a produção de novos estudos.

Também é abordado os protocolos de segurança no processo terapêutico, essenciais para que a técnica seja aplicada. A TAA é realizada mais comumente em ambiente hospitalar com pacientes internados, sendo ressaltado que os benefícios independem do tempo de internação. O animal deve estar apto a obedecer a comandos básicos e é importante o aprendizado de truques e brincadeiras que auxiliem no processo terapêutico, o que torna o treinamento do animal um processo demorado. O cão deve estar vacinado, saudável e higienizado, ainda mais se tratando de um ambiente hospitalar que carece de muita higiene. "Na avaliação do temperamento do animal, é importante aplicar testes e verificar as reações do avaliado a estímulos estressores. Dessa forma, torna-se possível ter noção de como ele irá se portar em determinadas situações".5 O autor informa que os principais critérios de exclusão do animal durante a seleção para uma TAA são a idade avançada, as condições físicas inadequadas e o comportamento extremamente agitado.

Outro estudo que também aborda a prática da cinoterapia é um artigo9, que cita diversos benefícios da utilização do cão no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, como: aumento da autoestima; compensação de déficits afetivos e estruturais; aumento da concentração plasmática de endorfinas e diminuição da concentração sérica de cortisol, substância que atua no estado de ansiedade; melhora da interação social; autocuidado e comunicação entre equipe de saúde, família e outras crianças. 9 A TAA pode ser utilizada pelos profissionais de saúde como um facilitador durante o tratamento,

[...] para a adaptação da criança em situações estressantes, aumentar a mobilidade e atividade muscular, e favorecer a colaboração da criança durante os procedimentos, pois se sentem mais relaxadas e confiantes, percebendo que o ambiente hospitalar também lhes proporciona momentos prazerosos e divertidos. 9

Considerando a discussão sobre os diversos usos e benefícios da prática da TAA, vale citar a frase presente em um dos artigos científicos abordados, a qual sintetiza as vantagens da adoção da terapia: "[a] cinoterapia pode não promover a cura do praticante, mas traz tranquilidade, alegria e segurança, reduzindo o impacto e o estresse gerados pela doença".3

 

CONCLUSÃO

A terapia assistida por animais é um recurso de grande valia na área da saúde, no entanto, ainda é muito pouco explorada. Nesta revisão de literatura, foram compilados dados de diversos artigos sobre a cinoterapia (terapia assistida por cães), evidenciando os inúmeros benefícios da prática em diversas áreas da saúde - psicologia, fisioterapia, medicina, entre outros.

A relação milenar entre homem e cão facilita a interação entre eles, gerando benefícios para ambos: é comprovada a liberação de ocitocina nos cães quando em contato com o ser humano e vice-versa. A presença do cão como terapeuta é de grande aplicabilidade da medicina, seja no estímulo ao desenvolvimento neurológico (motor e cognitivo), na reabilitação de doenças/traumas e no enfrentamento de doenças graves, como câncer - sendo benéfico para paciente, familiar e equipe de saúde. A terapia não visa à cura do paciente, mas à melhora de seu bem-estar e motivação para lutar contra o que lhe é incapacitante, sendo, portanto, um impulso para melhora do quadro geral do enfermo e, indiretamente, dos familiares.

Tendo em vista as diversas benesses da cinoterapia, faz-se necessário dar visibilidade ao tema e fomentar estudos sobre a prática, com o objetivo de difundi-la. Para tanto, é de suma importância que as instituições de saúde se façam mais acessíveis para este tipo de terapia, por meio de maiores estudos e abertura de campos para prática - assim como já acontece em alguns hospitais do Brasil, como o Albert Einstein de São Paulo.

 

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