RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 28 e-2000 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20180157

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Artigo de Revisão

Cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências nas redes de atenção à saúde

Culture of patient safety in emergency and emergency care services in health care networks

Hellany Karolliny Pinho Ribeiro; Márcia Astrês Fernandes

Universidade Federal do Piauí, Departamento de Enfermagem. Teresina, Piauí - Brasil

Endereço para correspondência

Hellany Karolliny Pinho Ribeiro
E-mail: hellanyribeiro@hotmail.com

Recebido em: 09/05/2018
Aprovado em: 06/12/2018

Instituiçao: Hospital Infantil Joao Paulo II. Belo Horizonte, MG - Brasil

Instituiçao: Hospital Infantil Joao Paulo II. Belo Horizonte, MG - Brasil

Resumo

INTRODUÇÃO: As unidades de atendimento às urgências e emergências devem dispor de uma equipe multiprofissional comprometida com o atendimento ágil e direcionada na resolução de problemas. Todavia, o principal desafio cultural dessas unidades é garantir a qualidade e segurança na assistência.
OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre a cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências nas redes de atenção à saúde.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática, mediante consulta nas bases eletrônicas de dados: MEDLINE via Pubmed, LILACS, e BDENF. Realizou-se a busca em março de 2018. Compuseram a amostra do estudo, doze publicações.
RESULTADOS: Foram identificados como principais fatores que influenciam a cultura de segurança do paciente, nos serviços de atendimento às urgências e emergências: recursos disponíveis, liderança, treinamento dos profissionais e motivação. Quanto aos entraves se destacaram aqueles relacionados à estrutura inadequada, demanda excessiva, falta de conhecimento e destreza dos profissionais e gestao ineficiente. As áreas de força reconhecidas como fundamentais, dentre suas dimensões foram: expectativas e ações do supervisor/chefia; trabalho em equipe; aprendizado organizacional, e abertura para comunicação. No entanto, foram assinaladas como áreas críticas: resposta não punitiva aos erros e falta de apoio da gestao hospitalar para a segurança do paciente.
CONCLUSÃO: Os resultados apontam para a necessidade de se fortalecer os aspectos gerenciais nas instituições e estimular o registro dos erros e eventos adversos nas unidades. Ainda, permitiram compreender certas dimensões como possibilidades de transformação que contribuirao para cultura de segurança do paciente.

Palavras-chave: Segurança do paciente; Serviço hospitalar de emergência; Cultura organizacional.

 

INTRODUÇÃO

A assistência à saúde perpassa os aspectos técnico-científicos, bem como, o conjunto de dimensões que explicitam a cultura organizacional de cada serviço de saúde, em especial, os que oferecem atendimento às urgências e emergências. Esses tipos de serviços implicam em desenvolver ações que promovam responsabilidade, qualidade e segurança no atendimento ao paciente com agravos à saúde, com ou sem risco potencial à vida, que necessita de assistência imediata.1

As unidades de atendimento às urgências e emergências devem dispor de uma equipe multiprofissional comprometida com o atendimento ágil e direcionada na resolução de problemas. Todavia, o principal desafio cultural dessas unidades é garantir a qualidade e segurança na assistência prestada. A preocupação em oferecer serviços seguros durante o cuidado se respalda no número elevado de erros no período em que é prestado o atendimento, resultando em custos operacionais e financeiros para todos os envolvidos.2

Diante disso, a segurança do paciente consiste na redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Sendo uma dimensão da qualidade em cuidados de saúde, merece devida atenção ao lidar com as interações dos seus componentes. Para isso, deve ocupar o topo das prioridades das lideranças, tornando-se parte importante da cultura organizacional.3

Assim, o desenvolvimento de uma cultura de segurança do paciente foi uma das recomendações feitas pelo Institute of Medicine (IOM) para ajudar as instituições de saúde a melhorar a segurança. Dessa forma, entende-se cultura de segurança como um dos valores da cultura organizacional cujo objetivo é favorecer ações coerentes e comportamentos mais adequados, tendo atitudes e normas como fundamentais para um ambiente seguro.4

A capacidade de uma instituição em obter resultados da segurança do paciente pode ser melhorada quando se cria e se estabelece a cultura da segurança entre os seus profissionais. Ademais, uma cultura de segurança sólida inclui a identificação pró-ativa das ameaças latentes no atendimento às urgências e emergências. Para tanto, as organizações devem avaliar a cultura da segurança quanto à efetividade das intervenções de segurança do paciente progressiva e continuamente, e estabelecer metas internas e externas.5

O maior desafio para essa avaliação é estabelecer um elo entre a cultura da segurança e os resultados da assistência prestada ao paciente. Assim, o presente estudo tem por objetivo analisar as evidências científicas sobre a cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências nas redes de atenção à saúde.

 

MÉTODO

Trata-se de uma revisão sistemática para subsidiar a análise da segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências nas redes de atenção à saúde. Esse tipo de estudo tem a finalidade de reunir e sintetizar resultado de pesquisa sobre um delimitado tema, de maneira sistemática e ordenada, sendo um instrumento para o aprofundamento do conhecimento a respeito do tema investigado, permitindo a síntese de múltiplos estudos publicados e conclusões gerais a respeito de uma particular área de estudo.6

Por conseguinte, esta investigação foi conduzida em cinco etapas: formulação da questao de pesquisa, busca na literatura e coleta de dados, avaliação crítica dos estudos incluídos, interpretação dos resultados, e apresentação dos dados. A delimitação do problema se desenvolveu a partir da seguinte questao norteadora: "Quais as evidências científicas sobre a cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências nas redes de atenção à saúde?"

Realizou-se a busca em março de 2018 mediante consulta nas seguintes bases eletrônicas de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line (MEDLINE via Pubmed), Literatura Latino-americana de Ciências da Saúde (LILACS), e Base de Dados da Enfermagem (BDENF). Os descritores utilizados para busca das publicações nas bases LILACS e BDENF foram os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): segurança do paciente, serviço hospitalar de emergência, cultura organizacional.

Para a base MEDLINE, foram utilizados os termos do Medical Subject Headings (Mesh): patient safety, emergency medical services, organizational culture. Os descritores foram combinados em cada base de dados utilizando-se o operador boleano AND, combinando os descritores aos pares e todos ao mesmo tempo, até que fossem recuperados artigos em quantidade e especificidade.

Os critérios de inclusão para a pré-seleção dos estudos foram: estudos em inglês, português ou espanhol, de fontes primárias e que contemplassem a temática. Os critérios de exclusão foram: artigos não primários, como os de opiniao e as revisões, e aqueles que após a leitura na íntegra não responderam ao objetivo desta revisão. É importante ressaltar que não houve estabelecimento de limite quanto ao ano de publicação dos artigos.

A seleção dos estudos foi realizada por meio da leitura minuciosa de títulos e resumos, de modo que foram para a seleção final os estudos que atendiam aos critérios de inclusão citados. Para a seleção final dos artigos foi realizada a leitura do trabalho na íntegra, compondo a amostra aqueles que apresentaram aspectos relacionados à cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências.

Para a análise na íntegra dos artigos selecionados, foi utilizado um instrumento de coleta e síntese dos dados, elaborado pelos próprios autores, com o propósito de extrair, organizar e sumarizar as informações e facilitar a formação do banco de dados. Os tópicos de interesse abordados no instrumento foram: autor principal do artigo, título do artigo, ano de publicação, periódico, amostra, principais resultados e conclusões. E para a interpretação dos resultados e apresentação da revisão, optou-se em discutir os achados a partir dos temas convergentes encontrados nos artigos.

Inicialmente foram localizados 1400 artigos, dos quais 238 foram selecionados para o estudo através da leitura de títulos e resumos. Posteriormente, 12 publicações atenderam aos critérios de inclusão após a leitura na íntegra do artigo. O Quadro 1 descreve o percurso realizado para identificação, inclusão e exclusão dos estudos, segundo base consultada.

 

 

RESULTADOS

A amostra final consistiu em doze artigos, sendo o mais antigo publicado em 2010 e o mais recente em 2017, dos quais dois (16,66%) foram publicados em 2010, um (8,33%) em 2012, um (8,33%) em 2013, três (25%) em 2014, um (8,33%) em 2015, um (8,33%) em 2016, e três (25%) em 2017.

Em relação à origem dos estudos, oito artigos foram publicados no idioma inglês, um artigo publicado no idioma espanhol e dois artigos publicados em português, sendo que dez artigos foram publicados em periódicos internacionais e dois em periódicos nacionais (Quadro 2).

 

 

Foram identificados como principais fatores que influenciam a cultura de segurança do paciente: recursos econômicos disponíveis, apoio para mudanças e melhor organização do trabalho, liderança, treinamento dos profissionais para superação de obstáculos, aquisição de habilidades e conhecimento, e motivação. Já as principais condições citadas como entraves nos serviços de urgência e emergência, para tal questao abordada foram aquelas relacionadas à estrutura inadequada, demanda excessiva, falta de conhecimento e destreza dos profissionais que atuam na área, gestao ineficiente e escassez de materiais.

Ainda, as áreas de força reconhecidas como fundamentais para a cultura de segurança do paciente, dentre suas dimensões foram: expectativas e ações do supervisor/chefia para a promoção da segurança do paciente; trabalho em equipe; aprendizado organizacional/melhoria contínua, e abertura para comunicação. No entanto, foram assinaladas como áreas críticas para a cultura de segurança do paciente: resposta não punitiva aos erros e falta de apoio da gestao hospitalar para a segurança do paciente.

 

DISCUSSÃO

Os resultados do presente estudo apontam que as evidências disponíveis na literatura sobre a cultura de segurança do paciente nos serviços de atendimento às urgências e emergências são relativamente recentes, visto que o artigo mais antigo selecionado para este estudo foi publicado no ano de 2010. É possível identificar também oscilações no número de artigos sobre o tema publicado nos últimos anos. Quanto à origem dos estudos, a maioria foi produzida internacionalmente, principalmente, nos Estados Unidos da América, o que indica que esse país está à frente no desenvolvimento da cultura de segurança do paciente.

Uma das possíveis explicações para o aumento das publicações de estudos sobre a temática no período em questao seria o fato de que no ano de 2010 a Joint Commission International ter lançado as metas internacionais para a segurança do paciente, com ênfase nos ambientes seguros em saúde por meio do gerenciamento de riscos para evitar o erro.19

Estudo realizado com 62 serviços de emergência médica, dos Estados Unidos e Canadá para avaliar a cultura de segurança organizacional, evidenciou que a variação na cultura de segurança no local de trabalho não é surpreendente, e que o ambiente de atendimento às urgências e emergências contêm muitas ameaças à segurança do paciente e do provedor.7 A magnitude dos erros nos serviços de emergência é desconhecida, mas alguns são comumente identificados: má gestao de vias aéreas do paciente, desvio não especificado do protocolo, erros de medicação, e pausas prolongadas durante a reanimação cardíaca.10

Os resultados de uma pesquisa transversal realizada com 270 participantes, médicos e enfermeiros, para avaliar os aspectos da segurança dos pacientes nas unidades de emergência, indicaram os fatores ambientais e organizacionais como segunda e terceira prioridades em multivariada na análise de tomada de decisão. O fator humano, por outro lado, foi classificado como a primeira prioridade, que deve ser levado em consideração na programação de melhoria de segurança. Para tanto, treinamento, trabalhos culturais e provisão de fatores organizacionais e ambientais de apoio são os passos mais eficazes que podem ser tomados pela gestao de hospitais.14

O treinamento dos profissionais com relação ao desenvolvimento da cultura de segurança nos serviços, para aquisição de habilidades, e conhecimento, foram considerados necessários para apoiar a busca da melhoria da qualidade e segurança.10 Outro estudo acrescenta, além do exposto, a comunicação interprofissional como um dos determinantes para a segurança do paciente.11

A partir da percepção das dimensões analisadas nos estudos, três variáveis apresentaram maior relevância no condicionamento da cultura de segurança do paciente nas organizações, a saber: Expectativas e ações do supervisor/chefia para promoção da segurança do paciente, Aprendizado Organizacional, Trabalho em equipe na unidade, e Abertura para comunicação.12,13,15,16 Salienta-se, portanto, que cabe aos líderes oferecer suporte necessário para que sua equipe possa trabalhar em condições adequadas, que minimizem a ocorrência de erros e de danos para os usuários do serviço.8,9

Com relação à segunda dimensão em destaque, a qual diz respeito à cultura de aprendizagem, em que os erros são estudados levando a mudanças positivas, essa dimensão exibe o envolvimento organizacional frente à busca contínua por soluções para sanar as dificuldades que comprometam a melhoria da assistência. É explicitada pelas ações proativas de identificação e instituição de ações que minimizem os riscos e eventos, entendendo-as como oportunidades de melhoria, numa perspectiva educativa constante.20

Tal resultado mostra, ainda, que a efetividade das ações para a cultura de segurança do paciente depende não somente da oferta de infraestrutura, de recursos (materiais, tecnológicos, humanos e financeiros) e de procedimentos relevantes para o desenvolvimento da cultura de segurança, mas também precisa haver aprendizado para todas as esferas da organização.

Na terceira dimensão destacada, "Trabalho em equipe na unidade", que aborda o apoio, o respeito entre os profissionais e o trabalho em equipe integrativo e cooperativo, há a valorização dos limites e tempo individual de cada um na realização de tarefas, sendo essenciais para subsidiar o cuidado seguro e qualificado, bem como, alto grau de satisfação dos profissionais e redução das taxas de mortalidade.21

Em relação à quarta dimensão, "Abertura para comunicação", a qual se caracteriza pela liberdade dos profissionais em relatar situações que podem afetar o paciente, pode promover a aprendizagem interdisciplinar nas equipes que estao enfrentando situações imprevisíveis. Além disso, o trabalho em equipe favorece a comunicação e vice-versa. Isso pode explicar o resultado positivo da dimensão.12,13

Por outro lado, algumas dimensões apresentaram potencial negativo sendo consideradas como áreas críticas da cultura de segurança do paciente: resposta não punitiva ao erro, e apoio da gestao hospitalar para segurança do paciente, as mais citadas.

A primeira dimensão avalia como os profissionais observam que os erros ocorridos e comunicados não são utilizados contra eles, nem mantidos em seu arquivo profissional. Isso torna evidente que os erros e os eventos reportados pelos profissionais, podem ser utilizados contra eles.15

Tais achados demonstraram ainda que a dimensão apoio da gestao hospitalar para a segurança do paciente, por vezes, não oferece um clima de trabalho que promova a segurança do paciente, assim como, revela deficiências no dimensionamento de pessoal. Outras pesquisas apresentaram resultados similares.22,23

Uma condição fundamental para a prevenção de erros, apontada por alguns estudos, é a disposição de profissionais capacitados para atuar na unidade de emergência, tendo em vista a identificação de situações iminentes de risco, a utilização de ferramentas de gestao, como os indicadores epidemiológicos e os protocolos assistenciais, e adequado dimensionamento. Ainda, o ambiente de trabalho pode ressaltar as dificuldades diárias para prestar um serviço de qualidade, em meio à estrutura inadequada e à demanda excessiva de pacientes.17,18

 

CONCLUSÃO

A pesquisa expôs o distanciamento entre a cultura de segurança e os serviços de urgência e emergência, todavia conseguiu compreender certas dimensões como possibilidades de transformação que contribuirao para a segurança do paciente. Os resultados apontam para a necessidade de se fortalecer os aspectos gerenciais nas instituições e estimular o registro dos erros e eventos adversos nas unidades. Ambientes de discussão e aprendizagem acerca da cultura de segurança do paciente que envolvam os gestores e os profissionais com o processo assistencial precisam ser estruturados, especialmente no contexto emergencial.

Ainda, a análise permitiu ressaltar que, apesar de ser uma temática bastante discutida atualmente, há a necessidade de estudos sobre métodos adequados de conduzir e melhorar a qualidade da assistência prestada nos serviços de atendimento às urgências e emergências por meio do controle e prevenção dos eventos adversos, visando alcançar uma melhor avaliação da qualidade do cuidado e uma sólida cultura de segurança do paciente.

 

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