RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 28. (Suppl.5) DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20180130

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Artigo Original

Uso de medicamentos que aumentam o risco de queda entre pacientes com osteoporose na pós-menopausa

Use of drugs that increase the risk of falling between patients with osteoporosis in post menopause

Ana Luiza Caetano Machado1; Mariana Martins Gonzaga do Nascimento2; Andressa Souza Magalhaes3; Fernanda Campos Pinheiro4; Adriana Kakehasi5; Edgar Nunes de Moraes6; Cristina Mariano Ruas7

1. Farmacêutica. Drogaria Popular BH. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Farmacêutica. Doutora em Ciências da Saúde. Departamento de Produtos Farmacêuticos / Faculdade de Farmácia / UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
3. Farmacêutica. Drogaria Pague Menos. Belo Horizonte, MG - Brasil
4. Farmacêutica. Mestra em Medicamentos e Assistência Farmacêutica. Editora Blackbook. Belo Horizonte, MG - Brasil
5. Médica. - Doutora em Gastroenterologia. Departamento do Aparelho Locomotor / Faculdade de Medicina / UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
6. Médico. Doutor em Infectologia e Medicina Tropical. Departamento de Clínica Médica / Faculdade de Medicina / UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
7. Farmacêutica. Doutora em Saúde Pública. Departamento de Farmácia Social / Faculdade de Farmácia / UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Ana Luiza Caetano Machado
Departamento de Farmácia Social - Faculdade de Farmácia - Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Belo Horizonte, MG - Brasil
E-mail: aniinha.caetano@hotmail.com

Resumo

OBJETIVO: Medicamentos denominados Fall-Risk-Increasing Drugs (FRID) estao associados a um maior risco de quedas em idosos. Oobjetivo do estudo foi avaliar o perfil do uso desses medicamentos entre pacientes com osteoporose pós-menopausa atendidas pelo Programa Mais Vida do município de Belo Horizonte e fatores associados.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado a partir dos registros médicos das pacientes idosas (60 anos ou mais, do sexo feminino), com osteoporose pós-menopausa, que utilizavam pelo menos um medicamento de uso contínuo, atendidas entre 09/2011 e 12/2013(n=478). FRIDs foram identificados e caracterizados como variável dependente (uso de qualquer FRID, uso de qualquer FRID do grupo terapêutico cardiovascular, ou uso de qualquer FRID do grupo terapêutico sistema nervoso). Foi avaliada a associação entre a variável dependente e as características demográficas e clínicas (idade, número de problemas de saúde, número de medicamentos, hipertensão, depressão, presença de déficit cognitivo ou demência).
RESULTADOS: A prevalência do uso de pelo menos um FRIDnos idosos foi de 87,9% (IC95% 84,9-90,8). Mostrou-se associada ao uso de pelo menos um FRIDa hipertensão (OR=2,06; IC95% 1,17-3,62) e uso de sete medicamentos ou mais (OR=2,82; IC95% 1,53-5,21). Foram associados aouso dos FRID atuantes no sistema nervoso, o uso de sete medicamentos ou mais (OR=2,06; IC95% 1,41-3,00) e depressão (OR=2,67; IC95% 1,81-3,93). Para o uso de FRID atuantes no sistema cardiovascular, mostraram-se associados o uso de sete medicamentos ou mais (OR=2,04; IC95% 1,34-3,09) e hipertensão (OR=3,65; IC95% 2,41-5,52).
CONCLUSÕES: Foi identificada alta prevalência de FRID, salientando-se a necessidade de uma maior atenção na escolha de medicamentos para esta população, ao processo de acompanhamento farmacoterapêutico e o ao desenvolvimento de estratégias de prevenção de quedas, priorizando-se os fatores associados identificados.

Palavras-chave: Quedas; osteoporose pós-menopausa; idosos; efeitos colaterais, prevenção, tratamento farmacológico.

 

INTRODUÇÃO

Quedas são eventos responsáveis por grande parte das internações, atendimentos de urgência e mortes acidentais entre a população idosa, tornando-se assim, um problema de saúde pública com alto impacto social1,2. Aproximadamente 30% dos indivíduos acima de 65 anos de idade sofrem queda pelo menos uma vez por ano, umavez que são expostos a múltiplos fatores extrínsecos (relacionados ao ambiente) e intrínsecos (ligados ao indivíduo), que os predispoem à ocorrência deste evento1,2.

Um fator intrínseco importante nesta faixa etária é a osteoporose, distúrbio osteometabólico, caracterizado por uma baixa Densidade Mineral Ossea (DMO) e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, que acometeuma a cada três mulheres após a menopausa, e aumentaa fragilidade óssea e a susceptibilidade para fraturas.3-7

Outro fator consistentemente apontado na literatura como associadoà ocorrência de quedas é o uso de múltiplos medicamentos8,9 e uso de grupos terapêuticos específicos de medicamentos, como aqueles queatuam no sistema nervoso central (SNC) e no sistema cardiovascular (SCV)10,11. Estes medicamentos são denominados Fall Risk-Increasing Drugs (FRIDs). Stamet al. Stam et al (2016) identificaram que 87,2% dos indivíduosem seu estudo utilizavam pelo menos um desses medicamentos, configurando uma média de 3 FRIDs por idoso.

Tratando-se de pacientes com fragilidade óssea, portanto, o risco de consequências clínicas consideráveis com o uso de FRIDs é ainda maior2. A avaliação da farmacoterapia desses pacientes pode possibilitar o ajuste de doses e até mesmo a retirada destes medicamentos, fato que já se mostrou significante frente à prevenção de quedas13. Desta forma, investigar o seu uso entre idosos é extremamente importante para o desenvolvimento de estratégias junto à equipe multiprofissional que possam contribuir na prevenção de tais eventos e seus impactos.

O objetivo do presente estudo foi descrever o perfil de utilização dos medicamentos que aumentam o risco de quedas (FRIDs) entre pacientes com osteoporose pós-menopausa atendidos pelo Programa Mais Vida em Belo Horizonte e avaliar os fatores associados ao seu uso.

 

MÉTODOS

Foi conduzido um estudo transversal, cujos dados foram obtidos a partir de registros médicos de pacientes, durante o período de setembro de 2011 a dezembro de 2013, em umcentro do Programa Mais Vida do município de Belo Horizonte. Foram incluídos pacientes do sexo feminino, idosas (com 60 anos ou mais), com diagnóstico de osteoporose na pós-menopausa (densitometria óssea com t-score menor ou igual a -2,5) e que utilizavam pelo menos um medicamento.

Foi construídoum banco de dados no software Excel®contendo as seguintes variáveis: idade, problemas de saúde (identificados no registro médico) e medicamentos em uso pelo paciente.

Todos os medicamentos foram classificados de acordo o Anatomical Therapeutic Chemical Classification System (ATC) por meio da busca no sítio eletrônico da Organização Mundial de Saúde (OMS)14. A partir desta classificação, foram identificados os FRIDs utilizados pelos pacientes de acordo com a lista de códigos ATC propostos por Winteret al.1.

Foi realizada análise descritiva determinando as frequências e porcentagens das variáveis categóricas e medidas de tendência central (média) e de dispersão (desvio padrao) para as variáveis contínuas.

Para avaliar os fatores associados à utilização de FRIDs, foram realizadas análises univariadas e múltiplas. As variáveis dependentes (uso de qualquer FRID, uso de qualquer FRID do grupo terapêutico cardiovascular, ou uso de qualquer FRID do grupo terapêutico sistema nervoso - sim vs não) foram avaliadas frente às seguintes variáveis independentes: idade (em anos completos; 60 a 79 vs ≥80), número de problemas de saúde (0 a 3 vs ≥4), número de medicamentos (0 a 6 vs ≥7), diagnóstico das doenças mais prevalentes na amostra - hipertensão (sim vs não), depressão (sim vs não), presença de déficit cognitivo ou demência (sim vs não). Variáveis dicotômicas foram definidas de acordo com a sua mediana.

As análises univariadas foram realizadas utilizando-se o teste de qui-quadrado de Pearson ou teste exato de Fisher quando o valor esperado para uma ou mais células apresentou-se igual ou inferior a cinco. Variáveis independentes com p≤0,15 na análise univariada foram incluídas no modelo múltiplo. Um teste de probabilidade foi utilizado para comparar os modelos e o teste de Hosmer-Lemeshow foi executado para avaliar a qualidade do ajuste do modelo. As análises univariadas e multivariadas basearam-se no resultado de odds ratio e seus respectivos intervalos de confiança de 95% estimados por regressão logística.

Um nível de significância estatística de 5% foi o critério adotado para identificar as características independentemente associadas com a variável dependente. Todas as análises estatísticas foram realizadas utilizando a versão 13 do pacote estatístico Stata®.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG, sob CAAE nº 18941713.0.0000.5149. Contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

 

RESULTADOS

Foram incluídas 478 mulheres no estudo, com média de idade de 78,4±7 anos (mínimo: 60; máximo: 109; mediana: 79), média de medicamentos usados de 6,8±2,7 (mínimo: 1; máximo: 22; mediana: 7) e média de problemas de saúde de 4,2±2,1 (mínimo: 0; máximo: 11; mediana: 4). As doenças mais prevalentes identificadas foram hipertensão (presente em 65,3% dos pacientes; n=312), depressão (46,9%; n=224) e déficit cognitivo ou demência (35,4%; n=169).

A prevalência do uso de pelo menos um FRID foi de 87,9% (IC95% 84,9-90,8); de pelo menos um FRID atuante no sistema nervoso, 52,5% (IC95% 48,0-57,0); e de pelo menos um FRID atuante no sistema cardiovascular, 69,0% (IC95% 64,9-73,2). A média de FRID utilizados foi de 2,0±1,4 por idosa (mínimo: 0; máximo 8; mediana: 2), sendo que a maioria das pacientes utilizou até dois FRIDs (70,5%; n=337).

Os FRIDs mais utilizados pelas idosas atendidas pelo Programa Mais Vida foram a hidroclorotiazida (31,6%; n=151), enalapril (25,5%; n=122) e losartana (24,9%; n=119)(Tabela 1).

 

 

A presença de HAS mostrou-se independente e positivamente associada ao uso de pelo menos um FRID (p=0,012; OR 2,06; IC95% 1,17-3,62), assim como o uso de sete medicamentos ou mais (p=0,001; OR 2,82; IC95% 1,53-5,21). Depressão (p<0,001; OR 2,67; IC95% 1,81-3,93) e o uso de sete medicamentos ou mais (p<0,001; OR 2,06; IC95% 1,41-3,00) se associaram positivamente com o uso de pelo menos um FRID atuante no SNC. Para o uso de no mínimo um FRID atuante no sistema cardiovascular, mostraram-se associados positivamente o uso de sete ou mais fármacos (p=0,001; OR 2,04; IC95% 1,34-3,09) e possuir HAS (p<0,001; OR 3,65; IC95% 2,41-5,52) (Tabelas 2, 3 e 4).

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Os FRIDs mais utilizados pelas pacientes foram hidroclorotiazida, enalapril e losartana, pertencentes ao grupo de FRIDs atuantes no sistema cardiovascular. Esses fármacos são normalmente indicados para o tratamento da hipertensão e da insuficiência cardíaca e, apesar de bem tolerados, podem causar hipotensão, vertigens, tonturas e síncope15. O uso desses medicamentos por idosos deve ser feito com orientação a respeito desses riscos, estreita monitorização dos sinais e sintomas clínicos a eles associados e a realização de orientações não farmacológicas, tais como se levantar devagar, principalmente pela manha, e dormir com a cabeceira da cama levemente elevada16.

Cerca de metade da amostra estudada (52,5%) fazia uso de pelo menos um FRID que atua no SNC. Esse grupo de medicamentos pode causar danos ao controle postural do paciente, principalmente em idosos que utilizem doses mais elevadas e/ou por longos períodos. Os benzodiazepínicos foram os FRIDs que atuam no SNC mais utilizados. Seu uso por idosos tem sido questionado, uma vez que os efeitos sedativos produzidos podem prejudicar a função psicomotora, ocasionando em quedas10. De acordo com a American Geriatrics Society (AGS), o uso de benzodiazepínicos está associado com o aumento do risco de alteração cognitiva, delirium, quedas e fraturas em idosos, sendo recomendada a retirada gradual desses medicamentos da farmacoterapia do paciente17.

Estudo conduzido na Suécia encontrou resultados semelhantes ao presente estudo. A população estudada possuía elevada prevalência de uso de FRIDs do grupo dos diuréticos (47%) e beta-bloqueadores (44%); além disso, um quarto da população do condado fazia uso de hipnóticos e sedativos18.

As doenças mais prevalentes na amostra de idosas estudada foram a hipertensão (65,3%; n=312) e depressão (46,9%; n=224). Estas mostraram-se associadas, respectivamente, ao uso de FRIDs atuantes no sistema cardiovascular e no sistema nervoso, uma vez que esses grupos englobam os medicamentos mais utilizados para o tratamento dos problemas de saúde em questao.

O uso de sete ou mais medicamentos também se mostrou associado ao uso de pelo menos um medicamento com potencial de aumentar o risco de quedas, assim como ao uso de pelo menos um FRID atuante no SNC e no mínimo um FRID atuante no sistema cardiovascular. Isso pode indicar que o número de medicamentos seja umaproxy para o uso de FRID, tornando esta característica uma ferramenta para a triagem de idosos sob o risco potencial de ocorrência de quedas. Este marcador potencial de risco pode, entao, ser utilizado para identificar idosos que constituam alvos preferenciais no desenvolvimento de estratégias de prevenção de quedas, dentre eles, a qualificação de sua farmacoterapia.

Apesar das limitações encontradas neste estudo como uma amostra de conveniência e o uso de uma fonte secundária de dados, seus resultados reforçam as orientações presentes na literatura (19,20), que afirmam a importância das intervenções eficazes para prevenir a queda. Estas intervenções reduzem, de forma geral, os fatores de risco para a ocorrência do evento, e incluem a revisão e a adequação da farmacoterapia por um profissional habilitado, o que deve ser foco para aqueles que objetivam prevenir quedas nessa população em questao.

 

CONCLUSÃO

Observou-se elevada prevalência do uso de FRIDs por grande parte das idosas com osteoporose na pós-menopausa atendidas no Programa Mais Vida. Os FRIDs mais frequentemente utilizados pertenciam ao grupo do SCV e metade da amostra estudada fazia uso de pelo menos um FRID que atua no SNC. A utilização de sete ou mais fármacos (polifarmácia) estava associada à presença depelo menos um medicamento que aumenta o risco de quedas na farmacoterapia das pacientes.

O uso de FRIDs é um fator predisponente ao risco de quedas, potencialmente modificável, que não é adequadamente abordado na prática contemporânea do gerenciamento da terapia medicamentosa de pacientes idosos. Isso mostra um espaço para melhorias com relação a identificação das idosas mais expostas à ocorrência do evento e o desenvolvimento de estratégias de prevenção de quedas, incluindo o uso seguro e apropriado de medicamentos e o monitoramento dos sinais clínicos associados a eles.

 

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