RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 27 e-1857 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20170052

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Artigo Original

Uso de drogas por caminhoneiros que trafegam na rodovia BR-153

Use of drugs by truck drivers traveling on highways

Andreia Moreira da Silva Santos1; Bráulio Brandao Rodrigues2; Juliana Cardoso Venancio2; Gustavo Bragança E Silva2; Glenda Caroline Oliveira Ferreira2; Thaís Maia Fernandes2

1. phD. NUI GALWAY Ireland Centro Universitário Unievangélica Anápolis. Goiás, GO - Brasil
2. Graduaçao medicina. Goiás, GO - Brasil

Endereço para correspondência

Andreia Moreira da Silva Santos
E-mail: andmoreirasil@hotmail.com

Recebido em: 18/04/2017.
Aprovado em: 31/08/2017.

Instituiçao: Centro Universitário Unievangélica. Anápolis, GO - Brasil.

Resumo

OBJETIVOS: Abordar o perfil dos caminhoneiros que trafegam na BR153, o uso de drogas e as principais substâncias psicoativas consumidas por caminhoneiros e relacionar o consumo dessas substâncias aos aspectos de qualidade de vida e sócio demográficos dos motoristas de caminhao.
MÉTODOS: Foram abordados 161 motoristas de caminhao nas proximidades da cidade de Anápolis-Goiás na BR-153. Para avaliar os dados sócio demográficos assim como o uso de drogas entre os caminhoneiros, foi utilizado questionário semi - estruturado, Teste de Triagem do Envolvimento com Alcool, Cigarro e Outras Drogas (ASSIST) modificado. A análise dos dados foi conduzida pelo programa estatístico SPSS-22.
RESULTADOS: A maioria dos caminhoneiros abordados era do sexo masculino (99,4%), autodeclarados brancos (60,9%), do estado de Goiás (43,8%) e percorreram em média 639 km/dia. Sobre o uso de anfetaminas (rebite), 32,9% admitiram terem feito uso dessa droga nos últimos três meses. Sobre a aquisição dessa substância, 38,3% relataram não encontrar dificuldades para adquirir a anfetamina e os postos de gasolina foi o local mais citado de acordo com os participantes.
CONCLUSÃO: O uso de drogas por caminhoneiros se mostrou bem presente na rodovia BR-153, e isso reflete a falta de fiscalização e conscientização destes profissionais. Além disso, os postos de gasolina, que usualmente são os locais de descanso para essa categoria, se configuram como um dos principais centros para agravar as condições de saúde dos mesmos.

Palavras-chave: Anfetaminas; Abuso de Drogas; Veículos Automotores; Qualidade de Vida.

 

INTRODUÇÃO

O crescente uso de substâncias psicoativas (sobretudo anfetaminas) é causa de problemas biossociais no mundo, em especial pelo crescimento de sua prevalência. Esse uso desmoderado representa um problema grave para a saúde pública, sendo seu acompanhamento fundamental para compreender a dinâmica do consumo e a vulnerabilidade de seus usuários.1 Relacionando isso à classe de trabalhadores de motoristas de caminhao, sendo estes de grande importância para a movimentação da economia no país, admite-se que buscar dados através de pesquisas pode ajudar políticas públicas no âmbito biopsicossocial, para prevenção e redução do consumo dessas substâncias nessa classe de trabalhadores.

Estudos recentes têm comprovado que o uso de drogas, para um maior rendimento no trânsito, principalmente psicoestimulantes, é a principal causa de acidentes envolvendo os caminhoneiros nas estradas brasileiras.2 Essas drogas estimulantes, popularmente chamada de rebites, são bastante comuns entre caminhoneiros de estrada para aliviar o cansaço e diminuir o sono em trajetos muito longos, em curtos períodos de tempo. Isso tem profundas consequências nos fatores socioeconômicos.3

O sistema rodoviário é o principal meio de transporte de cargas utilizado no Brasil, movimentando, assim, a economia do país. A partir de relatório feito pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em 2010, foi apontada a ocorrência de 182 mil acidentes em rodovias federais, sendo os que envolvem veículos de carga 79.374.4 Muitos destes acidentes podem ser atribuídos ao uso de drogas psicoativas e à longa jornada de trabalho.

No Brasil, o uso de anfetaminas por caminhoneiros, popularmente conhecidas por "rebite" é frequente, sendo esse uso com objetivo de diminuir o cansaço durante as longas viagens. A utilização crescente tem se tornado um grande problema de saúde pública. Em estudo realizado por Takitane et al., 5 constatou-se que 66% dos caminhoneiros tinham hábito do consumo, dos quais 27% faziam uso diário e 60% usavam de duas a três vezes por semana.

Após o fim da meia-vida da droga, ocorre um efeito rebote, causando sonolência devido à anterior privação/diminuição do tempo de sono, provocando mal desempenho na direção, sendo uma possível causa de acidentes de trânsito dentre essa classe de trabalhadores.4

O consumo anfetaminas entre caminhoneiros de estrada continua, mesmo após a proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),6 divulgada na Resolução no 52 (RDC 52/2011), que determinou a proibição da produção, dispensação, importação, exportação, prescrição e uso dos sais e isômeros que podem ser biotransformados em substâncias psicoativas.7 Apesar dessa proibição, apreensões de "rebites" no Estado de Goiás ainda têm sido realizadas,8,9 o que constata que o uso indevido ainda continua ocorrendo.

O objetivo desta pesquisa foi abordar os aspectos sociodemográficos dos motoristas de caminhao e o uso de drogas, por meio do questionário semiestruturado e validado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ASSIST. Os participantes da pesquisa foram abordados na BR-153 nas proximidades de Anápolis, GO.

 

MÉTODOS

Utilizou-se uma amostra de conveniência composta por 160 motoristas de caminhao que circulavam nas proximidades da cidade de Anápolis, GO, a segunda maior cidade do estado, situada entre duas grandes capitais; Goiânia e Brasília. O método foi exploratório descritivo, de corte transversal e com uma abordagem qualiquantitativa.

Para a coleta de dados, foi utilizado o questionário semiestruturado ASSIST, modificado, validado pela OMS, que aborda algumas questoes como: "a frequência de uso nos últimos três meses, problemas relacionados ao uso, preocupação a respeito do uso por parte de pessoas próximas ao usuário, prejuízo na execução de tarefas esperadas, tentativas malsucedidas de cessar ou reduzir o uso por via injetável".10

O mesmo é composto por sete perguntas avaliando o uso de drogas (tabaco, bebidas alcoólicas, maconha, cocaína, crack, anfetaminas, inalantes, hipnóticos, alucinógenos, opioides e outras) e uma oitava pergunta sobre o uso de drogas injetáveis. Além disso, foi inserido um segundo tipo de questionário a fim de avaliar os dados pessoais da cada motorista, para que assim fosse traçado um paralelo com suas condições sociodemográficas.

Após serem informados sobre os objetivos e finalidades do estudo, foram garantidos sobre o sigilo das informações coletadas e convidados a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para que, em seguida, pudessem começar a responder ao instrumento de pesquisa.

Foi utilizada estatística descritiva das informações sociodemográficas e do uso de drogas utilizando-se o programa estatístico SPSS-22. Os resultados foram descritos na forma de frequência e prevalência (%).

 

RESULTADOS

Dentre os participantes da pesquisa 99,4% eram do sexo masculino, com idade média de 42,6 anos, com desvio padrao de 10,7 anos. A maioria se autodeclarou branco (60,9%), enquanto apenas 14,9% se consideraram negros e os demais mestiços ou mulatos. Aproximadamente a metade dos participantes (50,9%) havia encerrado seus estudos no Ensino Fundamental e 45,3% no Ensino Médio. A distância média percorrida pelos entrevistados foi de 639 km por dia. Vale ressaltar que foram abordados caminhoneiros de todas as cinco regioes do país, e o estados que mais se destacaram pela quantidade de motoristas foram: Goiás (43,8%), Rio Grande do Sul (13%), Mato Grosso (10,5%), São Paulo (7,4%) e Minas Gerais (5,6%).

No que diz respeito ao uso de drogas, 47,2% referiram já ter feito uso de derivados do tabaco, tendo o cigarro como principal representante. Concomitantemente, 73,9% relataram ter feito uso de bebidas alcoólicas, 9,9% usaram maconha, 5% utilizaram cocaína e/ou crack.

Em relação ao consumo de anfetaminas (rebite), 32,9% declararam ter usado tal substância nos últimos três meses. Sobre a frequência do uso dessa substância, 14,2% disseram usar essa droga duas vezes ao dia, 3,7% realizavam apenas uma única dose diária e 13% fazem uso semanal. Quando abordados sobre a facilidade de comprar esses estimulantes, 38,3% afirmaram que não existe dificuldade no acesso da mesma, sendo que indicaram os postos de combustível (31,5%) como o local onde se adquire com menos restrições, seguido de farmácias, com 8,6%, e colegas de serviço, com 7,4%.

Sobre a vontade de interromper o uso dessas substancias nos últimos 3 meses, 9,9% relataram que tentaram controlar ou parar o consumo de derivados do tabaco, 6,8% de bebidas alcoólicas, 0,6% de cocaína ou crack e 1,2% de anfetaminas. Sobre a preocupação de amigos ou familiares com o uso de drogas nos últimos 3 meses obteve-se que: 8,7% dos que consumiam derivados de tabaco haviam sido aconselhados, 10,5% de consumidores de bebidas alcoólicas, 0,6% de usuários de maconha, 0,6% de usuários de cocaína e/ou crack e 1,2% de consumidores de anfetaminas. Além disso, vale ressaltar que no que se refere às drogas inalantes, injetáveis, alucinógenas e opioides não houve ocorrências em nenhum dos motoristas de caminhao.

 

DISCUSSÃO

Ao analisar-se os resultados obtidos na presente pesquisa, observa-se que o uso de drogas por caminhoneiros, com ênfase nas anfetaminas e bebidas alcoólicas, é uma realidade nas rodovias do estado de Goiás. Este padrao de abuso de álcool e anfetaminas também tem sido relatado em diversos estudos em âmbito nacional.1-4,7

Sabe-se que o uso de bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e medicamentos por parte dessa população pode comprovadamente comprometer sua capacidade de dirigir, favorecendo a ocorrência de acidentes de trânsito.11,12 Os resultados mostraram que 32,9% dos caminhoneiros entrevistados declararam já ter usado anfetaminas (rebite), sendo que, desses, 14,2% disseram usar essa droga duas vezes ao dia. Esses valores indicam uma importante prevalência do uso dessa droga, o que é respaldado em muitos estudos da literatura nacional, apesar de importantes variações nos resultados obtidos.5,7,11,12

Alguns estudos obtiveram prevalência de uso bastante significativa, ao apontar que 66% dos motoristas de caminhao relataram estar acostumados a fazer uso de anfetaminas durante suas viagens, sendo que 27% as usavam diariamente.5 Mais prevalente ainda foi o uso de bebidas alcoólicas nas jornadas de trabalho, confessado por 91% dos entrevistados, dos quais 24% relatou o consumo diário.5 A presente pesquisa apresenta uma prevalência um pouco menor, em que 73,9% dos entrevistados relataram ter feito uso de bebidas alcoólicas.

Com prevalência ainda superior, outro estudo abordou 318 motoristas em 2003 e obteve que 96,8% (218 caminhoneiros) já haviam utilizado anfetaminas na vida.12 Em outros estados, obteve-se que 22,7% dos entrevistados usaram anfetaminas nos 30 dias anteriores à entrevista.7 Outra pesquisa de aplicação de questionários de relevância registrou que 12,4% dos entrevistados declararam fazer uso de anfetaminas para se manter acordados, tendo esse consumo sido associada a faixas etárias mais jovens, ao aumento da renda, à maior duração das viagens e ao consumo de álcool.12

No presente estudo não foi encontrada relação direta do uso de anfetaminas com outras variáveis, além do importante consumo de bebidas alcoólicas associadas. Vale lembrar que o método de obtenção de dados foi por meio de questionários, em que se confia na veracidade das informações dadas pelos entrevistados. Outras importantes pesquisas realizaram, além da aplicação de questionários, a análise toxicológica da presença de anfetaminas na urina dos entrevistados, em que se obtém valor positivo caso o entrevistado tenha feito uso da substância nos 5 dias anteriores à análise, e encontraram a positividade toxicológica para 10,8% dos participantes.4

Dados de 2012 apontaram que 5,7% dos caminhoneiros abordados tinha anfetaminas positiva na urina.13 Já em 2003, foram avaliadas 728 amostras de urina de motoristas de caminhao abordados em rodovias de três regioes do Brasil, apurando-se que 4,8% tinha urina positiva para anfetamina.12

Quanto à avaliação de outros parâmetros presentes no questionário padrao (ASSIST), como a vontade de interromper o uso dessas substâncias nos últimos 3 meses e a preocupação de amigos ou familiares com o uso de drogas nos últimos 3 meses, obteve-se como resultado relevante o referente ao uso de derivados do tabaco, com 9,9% e 8,7%, respectivamente.

Vale ressaltar que muitos entrevistados não quiseram responder à pergunta sobre quais são os locais de mais fácil obtenção das anfetaminas, 48,8%. Uma possível explicação para isso, embora não respaldada na literatura analisada, seria a desconfiança quanto ao sigilo dos dados obtidos nos questionários. Por outro lado 38,3%, dos entrevistados mencionaram não haver dificuldade na obtenção dessas drogas, o que entra em desacordo com a RDC 52/2011 instituída pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em 6 de outubro de 2011, que vetou a fabricação, a importação, a exportação, a distribuição, a manipulação, a prescrição, a dispensação, o aviamento, o comércio e o uso de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham anfetaminas.11

De um modo geral, pode-se observar que o uso de anfetaminas e bebidas alcoólicas é bastante variado, especialmente quando se separa as pesquisas em relato e análise toxicológica de urina. Entretanto, não se pode negar a importante prevalência do uso dessas substâncias no cotidiano dos motoristas de caminhao no Brasil. As principais justificativas para o uso de anfetaminas são o desejo de aumentar o tempo, o rendimento e a produtividade no trabalho associado a uma diminuição no sono.13 Ressalta-se, no entanto, uma relação entre o aumento da concentração sanguínea de anfetaminas e a piora de desempenho na direção ao volante.14 Isso pode levar a um aumento do número de acidentes nas estradas brasileiras.

O presente estudo apresenta como limitação a utilização de questionário, o que pode interferir nas respostas dados pelos pesquisados. Estudos que comprovem a presença de drogas em fluidos (sangue ou urina) podem completar os dados obtidos nesta pesquisa.

Os resultados mostram que, apesar de leis e repressão nas estradas brasileiras, os motoristas de caminhao continuam fazendo abuso de substâncias lícitas e ilícitas.

 

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