RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 27. (Suppl.1) DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20170009

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Artigos Originais

Frequência e fatores associados ao sobrepeso e obesidade em escolares de 7-10 anos de Barbacena, Minas Gerais, Brasil

Frequency and factors associated with overweight and obesity in schoolars of 7-10 years old from Barbacena, Minas Gerais, Brazil

Davi Ramalho Santos; Henrique Safar Borges; Devaki de Araujo Cruz Attanasio; Lucas Márcio Carvalho Pereira; Manoel José Rodrigues Pereira Júnior; Matheus Caique Gomes Pimenta; Pedro Assis Ferreira Menezes; Benedito de Oliveira Veiga

Fundaçao José Bonifácio Lafayette de Andrada - FUNJOBE, Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME. Barbacena, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Benedito de Oliveira Veigab
E-mail: fame@funjob.edu.br

Instituiçao: Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME/FUNJOBE Barbacena, MG - Brasil

Resumo

INTRODUÇÃO: estudos revelam a obesidade infantil como fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes. Dietas hipercalóricas, ausência de aleitamento materno, sedentarismo e fatores genéticos estao relacionados ao ganho de peso.
OBJETIVO: estabelecer a prevalência de excesso de peso em escolares de sete a 10 anos em escolas públicas e privadas da cidade de Barbacena-MG e relacionar a fatores de risco e sociodemográficos.
MÉTODOS: hábitos de vida e dados socioculturais foram avaliados por meio de questionário entregue a 789 alunos. Dados antropométricos foram obtidos pela medição do peso e altura para cálculo do índice de massa corporal (IMC).
RESULTADOS: a prevalência global de excesso de peso foi de 47,8%, sendo 45,45% nas escolas públicas e 56,40% nas escolas privadas. Foi significante a relação com renda familiar, sexo, idade, tipo de escola e escolaridade materna. Não houve relação entre excesso de peso e prática de atividades físicas ou sedentárias e aleitamento materno.
CONCLUSÃO: foi constatada alta prevalência de crianças acima do peso no município de Barbacena.

Palavras-chave: Peso Corporal; Obesidade; Sobrepeso; Fatores de Risco; Criança.

 

INTRODUÇÃO

A obesidade pode ser conceituada como um acúmulo corpóreo de tecido gorduroso, causado, na maioria das vezes, por alterações nutricionais.

Em alguns casos, a obesidade pode ser decorrente de doenças genéticas ou endócrino-metabólicas. Em crianças, a obesidade ocorre mais frequentemente no primeiro ano de vida, dos cinco aos seis anos e na adolescência.

Das doenças de distúrbio nutricional, a obesidade tem apresentado aumento de prevalência em países ricos e em desenvolvimento. De acordo com a OMS, a prevalência de obesidade infantil tem crescido em torno de 10 a 40% na maioria dos países europeus nos últimos tempos, sendo assim considerada um problema de saúde mundial.1

A obesidade infantil transformou-se em um grave problema de saúde pública, podendo ser considerado uma epidemia que se alastra e atinge uma parcela expressiva da população.2

A prevalência de sobrepeso e obesidade tem aumentado em crianças e adolescentes em todo o mundo, indicando a possibilidade de elevação de doenças crônico-degenerativas e comprometimento da qualidade de vida em populações de adultos e idosos.3

A obesidade é uma enfermidade inflamatória, crônica, multicausal e resultante da combinação de influências ambientais e predisposição genética. As consequências da obesidade na infância são de grande importância clínica e podem ser observadas precocemente (desordens ortopédicas, hipertensão arterial, dislipidemias e hiperglicemia, além de distúrbios respiratórios e do sono). Crianças com obesidade ou sobrepeso são mais predispostas a terem obesidade futura e, por consequência, desenvolverem complicações clínicas como hipertensão arterial sistêmica, arritmias cardíacas, aterosclerose, infarto do miocárdio, coronariopatias, acidente vascular cerebral, hipercolesterolemia, dislipidemia, diabete, hepatopatia gordurosa não alcoólica (esteatose, esteato-hepatite, fibrose ou cirrose), síndrome metabólica, apneia, dores musculoesqueléticas e distúrbios psicossociais.3

Fatores genéticos, como hereditariedade e etnia, também têm sua relevância no desenvolvimento dessas doenças.

Diversos fatores estao relacionados a essa morbidade, falta de aleitamento materno, sedentarismo (assistir televisão, jogar videogame), fatores genéticos, psicossociais, culturais e éticos. A combinação desses vários fatores está associada a desfechos negativos em saúde, tais como sobrepeso e obesidade em idades mais avançadas.4

Portanto, o objetivo deste trabalho foi estabelecer e comparar a prevalência da obesidade e sobrepeso em escolares de sete a 10 anos em escolas públicas e privadas, relacionando-as a fatores sociodemográficos e hábitos de vida de risco, na cidade de Barbacena-MG, entre agosto de 2015 e agosto de 2016.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Delineamento do estudo

Estudo de corte transversal que foi realizado por meio de inquérito entre escolares de ambos os sexos do ensino fundamental I, na faixa etária de sete a 10 anos, da rede de ensino privada e pública de Barbacena, entre o 2° semestre de 2015 e 1° semestre de 2016, possuindo caráter descritivo.

População

A população deste estudo foi selecionada a partir de uma relação de todas as escolas privadas, estaduais e municipais de Barbacena cadastradas pela Superintendência Regional de Educação. Foram escolhidas escolas que oferecem o ensino fundamental I. Do total de 60 escolas, todas as turmas do 2° ao 5° ano foram enumeradas e a seleção da amostra se deu por sorteio aleatório de conglomerados, sem repetição. Todos os alunos das turmas selecionadas foram convidados a participar do estudo, compondo o total de 1.020 crianças. Esse número corresponde a 790 alunos da rede pública e 230 da rede particular.

Procedimento para coleta dos dados

Foram contatadas todas as diretorias das escolas selecionadas e foi solicitada autorização para a realização desta pesquisa.

Aos alunos participantes foi entregue um formulário contendo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e um Termo de Assentimento Livre Esclarecido que foi assinado pelos pais e alunos, respectivamente, concordando com todas as etapas do estudo. Os procedimentos utilizados para coleta dos dados não implicaram riscos ou prejuízos para os avaliados, por se tratar de um método seguro e não invasivo.

Coleta de dados

A coleta de dados foi dividida em dois momentos: resolução de um questionário que tinha informações sobre características socioeconômicas, comorbidades nos pais e prática de atividade física, tanto das crianças quanto dos seus pais. Foi ainda questionado às maes se elas realizaram aleitamento e por quanto tempo. O segundo momento consistiu na avaliação da medida antropométrica de massa e estatura corporal dos escolares, a partir do índice de massa corporal (IMC). No presente estudo, o IMC foi calculado pelo escore Z, baseado nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS)5, publicadas em 2007. Para classificá-las utilizou-se o seguinte método: aquelas com escore z maior ou igual a +1 e menor que +2 estao na faixa de sobrepeso, já aquelas com escore z maior ou igual a +2 e menor ou igual a +3, se apresentam obesas.

O questionário foi enviado aos pais por meio dos estudantes para posterior resolução em casa, após explicação pelos autores ou professores da escola participante sobre a presente pesquisa. Foi estipulado prazo de máximo de 15 dias para devolução do questionário respondido.

O peso foi aferido em uma balança digital G.Tech (aprovada pelo INMETRO) com capacidade de 150 kg. As crianças foram pesadas vestindo uniforme da escola e descalças, permanecendo eretas e imóveis no centro da balança, com os braços estendidos ao longo do corpo e as palmas das mãos voltadas para dentro.

A estatura foi determinada com uma fita métrica aprovada pelo INMETRO que foi posicionada sobre o ponto mais alto da cabeça da criança. As crianças foram posicionadas em posição vertical, eretas, com os pés paralelos e unidos, ombros e nádegas encostados na fita. Além disso, foi colocada sobre o topo da cabeça do escolar uma régua a fim de obter um ângulo de 90° com a superfície, facilitando a leitura da medida.

As medidas de peso e estatura foram utilizadas para o cálculo de IMC, correspondente ao peso corporal dividido pelo quadrado da estatura, segundo a fórmula: IMC = peso/(altura)2, unidade medida em kg/m2.

Os dados antropométricos foram colhidos pelos autores, que passaram devidamente por treinamento para a realização da coleta dos dados, minimizando-se o viés do observador. Os padroes de observação foram previamente definidos para que estes fossem adotados na observação da balança e da fita métrica, não havendo erros na avaliação do peso e altura, respectivamente.

Análise e estatística

Os dados do questionário e as medidas de peso e altura foram transcritos para planilha eletrônica e processados em software estatístico STATA versão 9.2. Foram processadas tabelas do tipo linhas por colunas com frequência absoluta e relativa. A existência de relação entre as variáveis do estudo foi calculada por teste de qui-quadrado, exato de Fisher. O valor de p considerado significativo foi de p<0,05.

Aspectos éticos

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da FHEMIG sob o número de protocolo 46287015.1.0000.5119.

 

RESULTADOS

Entre 1.020 alunos sorteados foram utilizados dados de 788 alunos de escolas públicas e particulares.

A prevalência de estudantes classificados como sobrepeso foi de 23,98% (n=189), 23,86% (n=188) de obesas, 45,43% de crianças eutróficas (n=358) e 6,73% (n=53) de baixo peso.

As características relacionadas ao estado nutricional da criança e ao tipo de escola estao representadas na Tabela 1.

 

 

As comparações dos hábitos de vida entre os estudantes com sobrepeso/obesidade (SP/O) de escolas privadas e públicas estao apresentadas na Tabela 2, ressaltando-se que houve maior prevalência de crianças de escolas públicas que tinham hábitos relacionados ao uso de TV/videogames. Já os estudantes de escolas privadas apresentaram maior prevalência de atividade física e de tempo de estudo.

 

 

DISCUSSÃO

A prevalência global de excesso de peso deste trabalho tem resultados semelhantes aos de outras pesquisas publicadas no Brasil. Estudo realizado em 2002 na cidade de Santos-SP com 10.822 crianças de sete a 10 anos de idade de escolas públicas e particulares6 encontrou prevalência de 15,7% de sobrepeso e 18% de obesidade. Outro estudo parecido, feito entre 2002 e 20047, com amostra de 1.927 crianças, obteve 33,6% de excesso de peso. Porém, os resultados desses dois estudos podem ser considerados altos quando comparados a outros publicados entre 2006 e 2007.

A taxa brasileira de crianças com excesso de peso foi publicada em 2010 pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística8, sendo de 33,5%. Ao se comparar esse valor com a prevalência encontrada neste estudo (47,76%), percebe-se aumento de aproximadamente 50% do número de crianças com sobrepeso e obesidade entre 2009 e 2016.

Com a posterior publicação de novos estudos, como o realizado por Melzer9, quando comparado com a publicação dos dados da POF 2008-2009, demonstra-se aumento de 10% na prevalência do excesso de peso infantil após um ano.

O aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade pode ser observado em estudos internacionais realizados em anos sucessivos, havendo tendência à elevação dessa prevalência com o tempo. Revisão sistemática realizada em 2015 com crianças e adolescentes do sul da Asia10 revelou que a taxa de obesidade infantil aumentou aproximadamente 20% entre 2006 e 2009. Exame populacional realizado nos Estados Unidos11 informou que entre 2011-2012 e 2013-2014 não houve declínio nas taxas de obesidade, apesar dos esforços para diminuir o problema.

A obesidade tende a ser mais prevalente nas classes socioeconômicas mais privilegiadas, como demonstrado neste trabalho e na literatura.12,13 Observou-se que no grupo de renda maior que três salários mínimos a taxa de sobrepeso e obesidade é de 55,3% e no grupo com renda familiar de três salários mínimos ou mais a taxa é de 46,3%. Em 2006, no município de Parelheiros-SP, foi realizado estudo transversal com 218 crianças de seis a 14 anos de baixo nível socioeconômico.14 Essa pesquisa obteve prevalência de 14,7% de crianças obesas, excluindo desse valor as crianças na faixa de sobrepeso. Outro estudo transversal, realizado nesse mesmo ano e com crianças de mesma idade, mas de nível socioeconômico alto, revelou prevalência de 26% de obesidade.15 Esses dois resultados, quando comparados entre si, também possuem diferença de aproximadamente 10% entre os grupos de alta e baixa renda. Porém, a comparação dos valores absolutos de ambos os estudos com os deste trabalho é difícil por dois motivos: pela exclusão do grupo sobrepeso pelas pesquisas citadas e pelo aumento esperado na prevalência global de excesso de peso entre 2006 e 2016, conforme discutido anteriormente.

Um terceiro estudo transversal realizado em Serrana-RS16, também em 2006, com 1.039 crianças, demonstrou significativamente que os escolares entre sete e 12 anos com melhores condições econômicas apresentaram mais do dobro de chances para obesidade. Ao avaliar o sobrepeso concomitante à obesidade entre as diferentes rendas, constatou que, no grupo de renda alta e intermediária, 30,3% das crianças estavam acima do peso, e no grupo de baixa renda esse valor era de apenas 17,6%. Por outro lado, o valor encontrado no grupo de baixa renda do presente trabalho teve aumento desproporcional em relação aos três estudos supracitados. Essa tendência ao aumento na prevalência de excesso de peso entre as famílias de baixa renda já foi registrada por Ferreira17, Pimenta18 e outros autores,1920 tornando-se uma situação preocupante e que necessita de mais investigação.

Também foi encontrada maior de prevalência de excesso de peso entre os filhos de maes com mais escolaridade, assim como outras pesquisas.21,22 Uma hipótese para esse achado é a maior carga de trabalho das maes que possuem ensino superior, já que no estudo realizado por Melzer,9 em 2010, apesar de não ter encontrado relação entre o excesso de peso da criança e a escolaridade da mae, constatou relação significante com o tempo que a mae passa fora de casa.

Quanto à atividade física, a relação entre menos prática e mais presença de obesidade é bastante conhecida na literatura12,14,23, embora essa relação não tenha sido encontrada neste estudo. Da mesma forma, hábitos sedentários como uso do computador, videogame e televisão também não apresentaram relação. Estudo publicado em 2015 com 272 crianças entre cinco e 10 anos de idade9 também obteve resultado semelhante. Pesquisa realizada na China por Zhang24, publicada em 2016, também não demonstrou dados significantes entre atividade física e o IMC das crianças avaliadas, apesar de que foi constatada relação significativa entre hábitos sedentários e o aumento do peso. O paradoxo entre a literatura e esses resultados, que são recentes, pode ser explicado pela grande conscientização da necessidade de se adotar medidas preventivas contra o ganho de peso18, que tende a acompanhar a elevação da obesidade infantil. Por isso, o número de crianças com excesso de peso que praticam alguma atividade física pode estar aumentando, como já foi constatado por Zhang24.

As publicações encontradas não apresentaram um padrao bem estabelecido entre sexo e sobrepeso e/ou obesidade infantil.7 Neste estudo, porém, a prevalência do excesso de peso foi maior no sexo feminino.12,15,22 Esse fato pode refletir a tendência que foi observada na P0F-2008/20098 de maior aumento de peso nas meninas. Quanto à idade, apurou-se aumento gradativo do excesso de peso, já que a prevalência no grupo SP/O de crianças com sete anos foi de 8,7% e com 10 anos foi de 14%. Esse padrao também foi referido por Silva25. Por outro lado, os resultados encontram-se divergentes na literatura, sendo que em alguns estudos não houve relação significativa13,15,22,25 e em outros a prevalência diminuiu com a idade.26,27 Zhang24 relacionou o aumento da idade à maior adoção de medidas para redução e controle do peso.

A relação entre a prevalência da obesidade em alunos de escola pública e privada apresentou um padrao que também foi obtido em todos os estudos consultados12,26,7,6, com predominância da escola particular sobre a pública. Além disso, alguns dos dados observados anteriormente que tendem a ser fatores influenciadores do ganho de peso pelas crianças também foram detectados de maneira mais intensa nos alunos da escola privada, como a mais escolaridade da mae e alta renda familiar. Porém, evidências sugerem que está havendo aumento na prevalência de excesso de peso entre mulheres de baixa renda17,19,20 e que várias são as causas envolvidas nesse fenômeno, como fatores biológicos, socioeconômicos e culturais.

Ao se avaliar comorbidades nos pais, o grupo de escola pública teve maior prevalência de maes e pais com HAS, sendo que estes últimos também apresentaram mais DM. Essa situação pode refletir a realidade do acesso e de condições de prevenção relacionados à saúde entre os diferentes estratos sociais no Brasil, visto que o menor nível sociocultural é um fator já consolidado como risco independente para o desenvolvimento de HAS e DM.28,29

Tanto a escola particular quanto a escola pública possuem elevada prevalência de crianças no grupo SP/O. Ao analisar os hábitos de vida apenas do grupo SP/O da escola privada, nota-se que os alunos utilizam menos a televisão, computador e videogame; praticam mais atividade física em frequências moderadas ao dia, porém possuem mais tempo de estudo. Já na escola pública existe uma significativa porcentagem de alunos que passam elevada quantidade de tempo na televisão, computador e videogame. Mais da metade desses alunos estuda menos de uma hora por dia e a quantidade que pratica atividade física é quase a mesma dos que não praticam. Entao, pode-se presumir que o sedentarismo está sendo um fator que influencia mais a escola pública no ganho de peso do que na escola privada. Na literatura consultada não foi encontrada a existência de comparações dos hábitos de vida apenas entre as crianças obesas e com sobrepeso de escolas públicas e particulares.

A partir dessas constatações, pode-se colocar em pauta um paradoxo, já que os alunos com excesso de peso de escola pública têm hábitos mais sedentários, entretanto, são os de escola particular que apresentam a maior taxa de obesidade. Esse fenômeno futuramente pode levar a uma inversão entre a distribuição de sobrepeso e obesidade entre as redes escolares.

Por fim, na literatura já está estabelecido que o aleitamento materno é um fator de proteção contra o desenvolvimento do excesso de peso infantil15, 27, não sendo essa tendência acompanhada neste trabalho.

 

CONCLUSÃO

Foi detectada alta prevalência de sobrepeso e obesidade entre escolares de sete a 10 anos de escolas públicas e privadas no município de Barbacena-MG. A prevalência for maior em alunos da escola privada. Foi significante a relação do excesso de peso com maior renda familiar, sexo feminino, idade mais avançada e mais escolaridade materna.

 

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